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8 Sintomas mais comuns da Dirofilariose em cães

A dirofilariose é uma doença transmitida através da picada de um mosquito frequente em áreas quentes e húmidas. Saiba mais sobre esta doença e os sintomas.

8 Sintomas mais comuns da Dirofilariose em cães
Transmite-se através de um mosquito de uma espécie especifica.

A dirofilariose, também conhecida por “Doença do verme do coração”, é uma doença causada por um parasita denominado Dirofilaria immitis. Esta doença afeta o coração do animal, sendo que é nesse órgão que se alojam os parasitas na sua forma adulta.

Este parasita é transmitido através da picada de um mosquito de um género específico chamado culicóide, sendo que mosquitos de outros géneros não transmitem a doença.

O mosquito culicóide também só transmite a doença se estiver infetado. Para isso é necessário que pique um animal infetado com a doença e os parasitas irão permanecer no seu interior. Ao picar um cão saudável, injeta os parasitas e infeta-o.

É uma doença comum em zonas quentes e temperadas, representando atualmente uma das doenças parasitárias dos cães mais importantes da Península Ibérica. Em Portugal, as zonas com maior prevalência de dirofilariose canina são o centro e sul (distritos de Coimbra e Setúbal), no entanto, é possível que haja infeções noutras zonas do país.

8 Sintomas de Dirofilariose em cães


dirofilariose cao doente

A maioria dos animais infetados com dirofilariose são assintomáticos, ou seja, não manifestam sintomas. No entanto, principalmente em casos crónicos, podem-se manifestar certos sinais clínicos, por norma de uma forma progressiva.

O aparecimento de sinais clínicos está relacionado diretamente com a quantidade de parasitas existentes, duração da infeção e resposta do animal infetado.

1. Intolerância ao exercício

As dirofilárias adultas alojam-se no coração do hospedeiro interferindo com o fluxo sanguíneo causando uma insuficiência cardíaca. Um dos sinais de insuficiência cardíaca é a intolerância ao exercício.

Os tutores costumam notar que os cães que antes aguentavam um determinado percurso e determinadas brincadeiras, de repente começam a ter menor resistência e a aguentar menos o esforço físico.

Se o cão for mais idoso, a causa da insuficiência cardíaca também pode ser devido ao desgaste das válvulas. Daí a importância de um diagnóstico correto para que se proceda ao tratamento adequado.

2. Emagrecimento

Em casos mais graves de doença cardíaca causada por dirofilariose o animal pode perder condição física e emagrecer, mesmo sem diminuição do apetite.

3. Tosse

A tosse é, por norma, o sinal mais frequente e que surge em primeiro lugar. Este sintoma é comum a várias patologias, incluindo doenças sem gravidade. No entanto, a tosse deve sempre ser valorizada se for persistente ou não passar com medicação, pois pode ser sinal de uma situação mais grave.

Em alguns casos, pode surgir até tosse com sangue devido à rutura de pequenos vasos. Também pode acontecer durante ao tratamento devido à morte dos parasitas. No entanto, caso verifique que o animal esta a tossir com sangue deve contactar o médico veterinário assistente.

4. Cansaço

Tal como a intolerância ao exercício, o cansaço e fadiga é um sinal comum de insuficiência cardíaca em cães, que pode ou não dever-se a infeção por dirofilariose.

5. Dificuldade em respirar

A dispneia, ou dificuldade respiratória, deve-se ao bloqueio dos grandes vasos do coração e pulmões devido aos parasitas. Numa fase inicial o cão pode apresentar dificuldade respiratória em esforço, passando a uma dispneia constante numa fase mais avançada.

É importante levar o cão de imediato ao médico veterinário, pois trata-se e uma emergência medica, estando em risco a vida do animal.

6. Barriga inchada

Mais uma vez, este sinal clínico deve-se à insuficiência cardíaca causada pela obstrução parasitária. A alteração do fluxo sanguíneo leva à acumulação de fluidos na barriga causando a aparecimento de uma barriga inchada, o que se denomina em termos médicos de ascite.

A ascite pode ter várias causas, não relacionadas diretamente com o coração, daí que seja importante levar o seu cão a uma consulta se achas que está a ficar “barrigudo”.

7. Desmaios

As síncopes (desmaios) são um sintoma frequente de problema cardíaco e este sinal surge muitas vezes em casos de dirofilariose.

8. Morte súbita

É muito comum cães com dirofilariose morrerem subitamente sem sequer apresentarem sintomas da doença. A maioria dos cães é assintomático pois o aparecimento dos sintomas depende da quantidade e localização das dirofilárias.

Mesmo não havendo parasitas em locais que provoquem sintomas, pode haver um bloqueio dos vasos cardíacos impedindo o fluxo de sangue. Assim, irá haver um colapso cardiovascular provocando a morte do animal.

Quando ocorre o bloqueio, surgem alguns sinais de uma forma hiperaguda, muito rápida, que incluem um inicio súbito de dispneia mucosas, especialmente as gengivas, ficam cianosadas (azuladas) ou pálidas.

Esta situação é uma emergência muito grave, e a resolução passa por desobstruir os vasos afetados através de cirurgia.

É muito importante estar atento a estes sinais, e consultar o médico veterinário se algum surgir de forma a conseguir diagnosticar a doença numa fase inicial, pois quanto mais cedo se iniciar o tratamento maior a probabilidade de o animal recuperar.

Para além de estar atento aos sintomas é importante testar o seu animal regularmente se vive ou viaja para áreas endémicas de dirofilariose, ou seja, locais onde é comum a infeção por esta doença. Informe-se com o médico veterinário acerca do diagnóstico mais adequado para o seu animal e o que fazer se o seu animal estiver exposto.

Saiba mais sobre a prevenção de dirofilariose aqui >>

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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