Dieta sirt: a dieta da ativação do "gene magro"

A dieta sirt promete resultados a nível da perda de peso e da melhoria da saúde. Mas haverá evidência científica que sustente este tipo de dieta? Saiba tudo.

Dieta sirt: a dieta da ativação do
Baseia-se na ingestão de alimentos ricos em sirtuína, que promovem a ativação do "gene magro".

Quando o assunto é a perda de peso, existem inúmeras dietas que podemos mencionar para atingir esse objetivo. E se algumas são mais próximas do convencional, existem outras mais invulgares, como a dieta sirt, com conceitos inovadores.

Mas antes de lhe explicarmos em que consistem a dieta sirt, importa referir que tendo em conta que o mais importante para a perda de peso é a adesão à dieta e a promoção de um balanço energético negativo, ou seja, consumir menos calorias / energia do que aquela que gasta, a escolha da dieta deverá estar de acordo com as suas preferências alimentares e rotinas diárias.

Isto porque, optar por uma dieta que não vai ao encontro desses fatores, é meio caminho andado para resultados pouco duradouros, porque não será uma dieta prática e que se enquadre no seu estilo de vida.

Dieta sirt: em que consiste?


dieta sirt

A base da dieta sirt são os alimentos sirts, um grupo de alimentos ricos em nutrientes específicos que conseguem ativar o o chamado “gene magro”, o mesmo que as dietas de jejum: a sirtuína.

Com efeito, quando jejuamos, a redução dos níveis de armazenamento de energia ativam este gene magro, agindo como reguladores do metabolismo. Durante esse processo, estimulam não só a oxidação de gordura, mas também promovem o aumento da massa muscular e a saúde celular.

Esta dieta, que promete uma perda de peso até 3kg em 7 dias, divide-se em duas fases:

  • a primeira fase dura sete dias e baseia-se, sobretudo, no consumo de sumos ricos em sirts, com duas refeições por dia, perfazendo uma ingestão diária de cerca de 1000kcal nos primeiros 3 dias e de 1.500 kcal nos dias seguintes dessa semana
  • a segunda fase, de manutenção, pretende normalizar a rotina alimentar, introduzindo mais refeições, mas sempre mantendo o consumo regular deste tipo de alimentos.

Além disto, os alimentos referenciados como sirts parecem responder aos vários recetores de sabor, satisfazendo desejos alimentares.

Por outro lado, estes genes influenciam também a propensão (ou não) para a doença e, consequentemente, a longevidade.

Além do jejum e dos alimentos sirt, estes genes são também ativados pelo exercício.

Os alimentos sirt…


Entre a lista dos principais alimentos sirt encontram-se:

1. Aipo

aipo

De acordo com os autores, deve consumir a versão verde deste legume, uma vez que tem mais propriedades nutricionais e ativa, de forma mais eficaz a sirtuína.

2. Cacau

cacau

O nutriente que ativa a sirtuína no cacau é a epicatequina, um flavonóide. Além deste, o cacau é ainda muito rico em antioxidantes e rico em vitaminas e minerais.

3. Chá verde

cha verde

Neste caso, os autores desta dieta referem-se, em especial, ao chá matcha, que, no fundo, é chá verde mas com um processo de produção e de recolha diferente. Neste caso, o nutriente principal que ativa a sirtuína é o galato de epigalocatequina.

De acordo com eles, o seu consumo aumenta em 25% a queima de calorias durante o exercício físico, que tem 70 vezes mais antioxidantes que o sumo de laranja, e que tem nove vezes mais betacaroteno que o espinafre.

4. Malaguetas

malaguetas

A luteolina e a miricetina são os dois principais nutrientes presentes na malagueta que ativam a sirtuína.

A luteolina é um composto vegetal que também pode ser encontrada noutros alimentos como cenoura, pimentão, aipo ou hortelã. A miricetina é um flavonóide com propriedades antioxidantes presente em plantas que lhes confere a pigmentação.

5. Vinho tinto

vinho tinto

O resveratrol e o piceatanol são os dois principais nutrientes ativadores da sirtuína no vinho tinto, uma bebida que já noutras dietas tinha sido indicada como uma boa aliada na perda de peso.

6. Açafrão

acafrao

É um anti-inflamatório natural e um antioxidante poderoso, que ajuda na proteção de doenças cardiovasculares. Muitos destes beneficios surgem da presença de curcumina, um dos melhores sirt.

Além destes alimentos, há outros, bastante comuns:

 

Evidência científica da dieta sirt


dieta mediterranica

A principal evidência científica que sustenta esta dieta foi a descoberta que os alimentos sirts encontram-se na alimentação dos povos que apresentam a menor incidência de doenças e de taxas de obesidade do mundo, como os índios americanos Kuna ou os japoneses de Okinawa.

No entanto, grande parte do peso perdido provém, não propriamente dos alimentos ingeridos mas sim, do corte drástico no valor energético, em particular na primeira fase. Devido à restrição e à alimentação à base de sumos, a perda de água e até mesmo perda de massa muscular faz com que os valores na balança diminuam substancialmente.

Além disso, os estudos foram realizados em povos cuja atividade física é elevada, atividade esta que, por si só ativa os “genes magros” e contribuem para o aumento da longevidade.

A dieta tradicional mediterrânica é aquela que reúne mais consenso para a perda de peso e para a melhoria da saúde, sendo um padrão alimentar que inclui diversos alimentos sirts, como o azeite virgem ou o vinho tinto, a fruta, os legumes, entre outros que contêm vitaminas e antioxidantes.

Em suma…


É útil conhecer os alimentos sirts que ativam a sirtuína visto que são alimentos saudáveis e ricos em antioxidantes, que potenciam a saúde e podem estimular o metabolismo basal.

No entanto, a maioria da perda de peso será derivada da restrição energética promovida, a qual é o fator preponderante para a perda de peso em qualquer dieta.

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Nutricionista Rita Lima Nutricionista Rita Lima

Rita Lima é nutricionista e trabalha, atualmente, nos ginásios Urban Fit de Ermesinde, Antas Prime Fitness e CulturaFit Club no Porto. Durante 2 anos colaborou no projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto e com o Boavista Futebol Clube. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade.