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6 sinais de diabetes em gatos: saiba distinguir quais são

A diabetes em gatos é bastante frequente. Conheça alguns sintomas desta doença que passa muitas vezes desapercebida e proteja o seu melhor amigo.

6 sinais de diabetes em gatos: saiba distinguir quais são
Gatos obesos têm grande probabilidade de vir a desenvolver a doença

A diabetes em gatos é um problema cada vez mais frequente devido a vários fatores como a obesidade, sendo que este é o principal factor de risco para a ocorrência da doença.

O que é a diabetes em gatos?


diabetes em gatos gato a olhar

A diabetes é uma doença metabólica que se carateriza por um aumento persistente de açúcar (glicose) no sangue, fazendo com que o organismo não consiga utilizá-lo como fonte energia, tendo assim que recorrer a outras fontes.

Insulina e glicose

Quando um alimento é ingerido, ao fazer a digestão o organismo decompõe os seus componentes, entre os quais a glicose (açúcar), lípidos (gorduras) e proteínas.

A glicose é a principal fonte de energia para o organismo “trabalhar”, no entanto é necessário que seja transportada para os diferentes órgãos que a irão utilizar como “combustível”. Para o transporte ocorrer é necessário que a glicose entre na corrente sanguínea, e isto só ocorre na presença da insulina, uma hormona que é produzida no pâncreas.

Quando a produção de insulina não ocorre ou por algum motivo não pode ser utilizada, o transporte da glicose não ocorre. Assim, o organismo terá que recorrer a ouras fontes de energia como a proteína e a glicose acumula-se no sangue em grandes quantidades.

Tipos de diabetes em gatos

Tal como nas pessoas a diabetes em gatos pode ser de três tipos:

  • Diabetes Mellitus tipo I ou insulino-dependente;
  • Diabetes Mellitus tipo II ou não-insulino-dependente;
  • Diabetes Mellitus tipo III ou secundária.

Sendo que a ocorrência mais frequente em gatos é a tipo II.

No tipo I, ocorre uma baixa produção de insulina depois de ingestão de glicose, devido à destruição das células do pâncreas que produzem insulina.

Enquanto, no tipo II a insulina encontra-se em quantidades normais ou até aumentadas mas ocorre uma resistência à insulina produzida devido ao estímulo constante que ocorre de hiperglicemia (glicose aumentada na corrente sanguínea), especialmente em gatos obesos.

A diabetes secundária ocorre em casos de fármacos como corticosteroides, progesterona ou doenças como acromegalia ou hiperadrenocorticismo.

6 Sinais de diabetes em gatos


1. Poliúria

diabetes em gatos gato na areia

O aumento de produção de urina é um sinal muito característico de diabetes em gatos. Quando existe uma grande quantidade de açúcar no sangue, ao ser filtrado no rim, a glicose irá passar e arrastar consigo grande volume de água, produzindo maior volume de urina.

Este sinal pode ser comum a outras patologias como por exemplo a insuficiência renal, por isso é importante consultar o médico veterinário e estar atento a outros sinais que possam ser relevantes para o diagnóstico.

2. Polidipsia

diabetes em gatos gato a beber agua

A polidipsia, ou seja, o aumento do consumo de ingestão de água, é uma consequência do aumento de produção de urina. Se o organismo excreta maior volume de água irá reagir no sentido de tentar repor a hidratação, levando a que haja mais sede.

3. Alterações do pelo

diabetes em gatos pelo do gatp baco

É normal, gatos com diabetes apresentarem um mau estado geral. O pelo fica baço, sem brilho e áspero.

4. Polifagia

diabetes em gatos gato a comer bastante

Denomina-se de polifagia o aumento de ingestão de alimento. Um gato diabético irá manter altas concentrações de glicose no sangue, no entanto não irá passar para as células, inclusive para o cérebro.

Assim, mesmo com grandes quantidades de açúcar no sangue, o animal irá estar constantemente com fome.

5. Perda de peso

diabetes em gatos gato magro

Mesmo estando sempre com fome e comendo bastante, até porque por norma gatos diabéticos são obesos, o animal irá emagrecer. Isto acontece porque a glicose não chega às células do organismo, e assim as gorduras e as proteínas de reserva do organismo serão utilizadas como fonte de energia, levando o animal a emagrecer.

6. Infeções urinárias recorrentes

diabetes em gatos gato doente

Em grandes quantidades na corrente sanguínea, a glicose será excretada na urina. Desta forma, irá tornar o ambiente favorável a bactérias, havendo maior risco de infeção urinária em gatos diabéticos.

Diagnóstico da diabetes em gatos


diabetes em gatos medica a observar gato

Se o seu gato manifestar algum dos sintomas anteriores deve procurar o seu médico veterinário. Apesar destes sintomas serem compatíveis com diabetes, é possível que sejam também sintomas causados por outras patologias.

O médico veterinário irá avaliar o animal, e através da sua história clínica, sintomas e especialmente se for obeso, poderá suspeitar inicialmente da doença.

Para confirmar o diagnóstico irá realizar exames ao sangue e urina. Também pode ser necessário realizar radiografia e ecografia para descartar outras patologias e procurar possíveis causas ou consequências da doença.

Tratamento da diabetes em gatos


diabetes em gatos injecoes

O tratamento irá basear-se em atenuar os sinais clínicos, estabilizar os níveis de glicose no sangue e prevenir o desenvolvimento de complicações resultantes desta doença.

Um gato diabético necessita de tomar injecções diárias de insulina, e até se ajustar a dose ideal, é necessário um acompanhamento rigoroso. Em alguns casos, é possível que o gato deixe de ser dependente da insulina, especialmente se o gato obeso emagrecer.

O fator mais importante na recuperação é a alimentação. A dieta deve ser adequada para gatos diabéticos e o gato deve ingerir pequenas porções de comida durante o dia. Para ajudar o gato a emagrecer deve ser estimulada a prática de exercício físico.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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