Publicidade:

Despiste de Toxoplasmose em gatos: sabia que é possível fazer?

O despiste de toxoplasmose em gatos é possível ser realizado, especialmente em situações de risco para os tutores, como na gravidez. Saiba mais sobre.

Despiste de Toxoplasmose em gatos: sabia que é possível fazer?
A infeção pode ocorrer por ingestão de alimentos contaminados

A toxoplasmose é uma doença que preocupa normalmente todas as mulheres grávidas não imunes à doença que têm gatos, ou que convivam com felinos. No entanto, o despiste de toxoplasmose em gatos pode ser facilmente realizado, e consequentemente, pode deixar de ser um problema.

Despiste de toxoplasmose em gatos: mas o que é a toxoplasmose?


despiste de toxoplasmose em gatos gravida com mao na barriga

A toxoplasmose é uma doença causada por um protozoário Toxoplasma gondii que pode trazer sérias complicações em certos grupos de risco, como as grávidas e pessoas com o seu sistema imunitário fraco (com as defesas baixas).

Este microrganismo em pessoas saudáveis não causa grande problema, no entanto, em grupos de risco causa sinais clínicos severos e em mulheres grávidas não imunes pode causar deformações no feto e aborto.

Este protozoário passa por várias fases no seu ciclo de vida, no entanto a sua forma infetante, ou seja em que é possível ocorrer contágio é sob a forma de cistos ou oocistos. Os cistos estão, normalmente, alojados no músculo dos animais e os oocistos nas fezes dos gatos.

A contaminação pode ocorrer de 4 formas diferentes:

  • Ingestão de cistos presentes no músculo de animais que tenham ingerido água ou alimentos contaminados com oocistos, ou em animais carnívoros que tenham ingerido músculo de outros animais também com cistos. Esta forma de infeção ocorre através da ingestão de carne contaminada;
  • Ingestão de oocistos que são excretados nas fezes de gatos afetados. Esta forma infetante pode contaminar o ambiente como o solo, jardins, água, caixas de areia e alimentos como os vegetais. Esta é a forma de contágio mais conhecida, apesar de não ser a mais comum, pois são poucas as probabilidades de alguém se infetar através das fezes de gato. A ingestão de saladas e legumes mal lavados pode também ser uma forma;
  • Congénita: mulheres que se infetaram durante a gravidez geralmente transmitem a infeção aos seus filhos;
  • Muito raramente pode ocorrer através da ingestão leite de animais ou pessoas infetadas.

 

Despiste de toxoplasmose em gatos: serão os gatos culpados?


despiste de toxoplasmose em gatos gato a beber agua

Várias espécies podem ser infetadas por Toxoplasma gondii, no entanto, todas as outras espécies, excluindo os felinos, ao serem afetadas acumulam as formas infestantes no músculo e só ocorre transmissão se houver ingestão do seu músculo.

Os gatos, são a única exceção, havendo um ciclo diferente do protozoário. O que acontece é que o gato ao contaminar-se irá excretar as formas infestantes nas suas fezes. Estes oocistos que são excretados nas fezes são facilmente disseminados para a água contaminando-a e consequentemente podem contaminar alimentos.

A forma mais comum de infeção é por falta de higiene de água e alimentos que são ingeridos e contaminados. Para haver contaminação tem sempre que haver uma forma infetante que é excretada nas fezes do gato, portanto em parte o gato é responsável.

No entanto, o contacto com o gato em si, especialmente se for um gato apenas de interior, não é fonte de contágio. Para excretar este protozoário nas fezes é necessário que o gato se infete e só o consegue fazer também através de alimentos e água contaminada. Portanto, se o seu gato vive apenas no interior e se alimenta com comida própria para animais, é muito pouco provável que se infete.

Depois de infetados, os gatos só excretam as formas infetantes durante um determinado período de 15 dias. E também só ocorre na primeira vez em que são expostos ao protozoário, pois depois são considerados imunes.

É importante também saber, que no momento em que o gato defeca e excreta as formas infetantes, estas ainda não são capazes de provocar doença. É necessário um período de cerca de 24 horas para que se torne infecioso. Desta forma, limpar as fezes do seu gato diariamente diminui as probabilidades de ocorrer infeção.

Despiste de toxoplasmose em gatos: quando deve fazer?


despiste de toxoplasmose medica veterinaria a observar gato

Se o gato convive com uma pessoa que faça parte de um grupo de risco, uma vez que a doença pode ter repercussões graves nesse indivíduo, é aconselhável que faça o rastreio da doença ao gato. Se faz parte de um grupo de risco informe o seu médico veterinário.

Para realizar o despiste de toxoplasmose em gatos, o médico veterinário irá fazer uma recolha de sangue no gato e enviar para o laboratório para pesquisa de anticorpos.

No que se refere a esta doença, existem dois tipos de anticorpos importantes que são pesquisados: IgG e IgM.

1. Pesquisa de anticorpos policlonais

Esta análise é aconselhada para confirmar ou descartar a presença da doença. Vai detetar tanto IgG como IgM sem os diferenciar. Um gato que seja negativo neste teste constitui um risco maior de saúde pública, pois significa que nunca esteve exposto ao parasita.

Se nunca esteve exposto, não é imune, e consequentemente, se ocorrer exposição irá excretar as formas infetantes. Animais imunes apresentam uma probabilidade muito baixa de ocorrer novamente excreção.

2. Pesquisa de anticorpos IgM

Se o gato testar negativo não há necessidade de prosseguir com mais testes. No entanto, se der positivo na pesquisa de anticorpos policlonais, deve ser realizada a distinção dos anticorpos.

A pesquisa de IgM é indicada para diagnóstico de infeção ativa. Ou seja, se o gato for positivo nesta prova significa que poderá estar com uma infeção nesse momento e é aconselhável proceder a um período de quarentena, ou cuidados adicionais relativamente à pessoa em risco que coabita com o gato.

3. Pesquisa de anticorpos IgG

Esta pesquisa é aconselhável para saber se o gato é ou não imune. Ou seja, se já esteve exposto ao protozoário mas já não há risco de eliminar formas infetantes para o ambiente.

Veja também:

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

O Vida Ativa disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento nutricional, de saúde ou de treino. O Vida Ativa não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui nem dispensa a assistência profissional qualificada e individualizada. Caso pretenda sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].