Despertar sexual na adolescência: como lidar e o que fazer

O desejo da generalidade dos pais é que os seus filhos sejam sempre pequenos, sobretudo quando surge a preocupação com o despertar sexual na adolescência.

Despertar sexual na adolescência: como lidar e o que fazer
A sexualidade e os afetos são essenciais na formação do ser humano

A sexualidade começa a ser mais exigente e a expressar-se de outra forma na adolescência. A descoberta do outro, física e emocionalmente, e a descoberta do próprio corpo tornam-se mais intensas nesta fase do desenvolvimento, o que por vezes assusta os pais que ficam sem saber como lidar com o despertar sexual na adolescência.

Sensibilizar os adolescentes para as temáticas da sexualidade é importantíssimo. Os adolescentes devem estar informados acerca do seu corpo, devem ser conhecedores dos métodos de contraceção existentes e de aspetos relacionados com os afetos nas relações interpessoais.

Este aumento de conhecimento vai certamente contribuir para a prevenção da gravidez não desejada e das infeções sexualmente transmissíveis, bem como pode contribuir para que os adolescentes se sintam mais realizados e felizes nas relações interpessoais que estabelecem.

Sexualidade e adolescência


despertar sexual na adolescencia

As transformações corporais e hormonais constituem uma das características principais da adolescência, contribuindo para o desenvolvimento da identidade sexual. Com o despertar sexual na adolescência dão-se uma série de transformações. Muda o corpo, mudam as emoções e as atitudes, muda o pensamento e as relações com família, amigos e namorados, e muda também o sentido de liberdade e responsabilidade.

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Habitualmente, nesta fase do desenvolvimento, os adolescentes convivem com muita desinformação e mitos acerca da sexualidade e nem sempre encontram nos adultos o apoio e a compreensão de que precisam. Em casa, os adolescentes continuam a encontrar uma grande relutância por parte dos pais em abordar temas ligados à sexualidade e ao planeamento familiar.

Apesar de reconhecerem a necessidade de informarem os seus filhos, muitos pais optam por não o fazer, uma vez que eles próprios não se sentem à vontade para debater este tipo de assuntos. Contudo, é determinante que os pais ajudem os adolescentes a encarar a sexualidade como parte integrante das suas vidas, até porque os estudos mostram que os adolescentes que recebem uma educação informada sobre sexualidade e contraceção, iniciam a sua vida sexual mais tarde e de uma forma mais consciente.

Despertar sexual na adolescência: como lidar e o que fazer


pais e adolescente a conversar

Com o despertar sexual na adolescência os pais devem DIALOGAR de forma simples e clara com os seus filhos. A família deve ser um contexto onde existe proximidade e intimidade, e que se assume como contexto privilegiado para falar sobre sexualidade. Naturalmente que esta fase não é fácil nem para os adolescentes, nem para os pais, mas vamos deixar algumas dicas que vão ajudar:

1 – O aparecimento dos primeiros sinais de puberdade (a primeira menstruação nas raparigas e a primeira ejaculação nos rapazes) deve ser encarado como um acontecimento positivo, que marca o início de uma nova fase do crescimento e que de modo algum deve ser encarada como sendo algo de negativo.

2 – Os pais devem aproveitar simples momentos do dia-a-dia para estimular a curiosidade dos filhos acerca da sexualidade. Podem, por exemplo, falar com a criança ou adolescente quando avistam uma mulher grávida na rua, enquanto assistem a uma cena amorosa na televisão, ou quando observam uma caixa de preservativos à venda.

3 – Os pais devem estar disponíveis para esclarecer eventuais dúvidas dos adolescentes, e devem observar como estes reagem à informação e ao conhecimento que lhes são transmitidos.

4 – Os pais devem clarificar junto dos filhos que a sexualidade é muito mais do que ter relações sexuais e que não se limita à componente biológica. A vivência da sexualidade inclui também componentes emocionais, relacionais, psicológicas, culturais e éticas.

5 – Os pais não devem adiar o inadiável. Os filhos vão crescer e querer obter mais informações sobre sexualidade. Se não o fizerem em casa, irão obter essa informação noutro local, junto de outras pessoas.

6 – Os pais devem sempre reforçar o amor e a confiança que têm nos filhos, em qualquer idade, e deixar claro que gostam deles tal como são. É esse o caminho para que os adolescentes se sintam confiantes e prontos para enfrentar todas as alterações que surgem.

7 – Os pais não se devem precipitar. Uma pergunta sobre sexo por parte do filho não é sinónimo de que este tenha iniciado já a sua atividade sexual. Sejam pacientes e ouçam com atenção os vossos filhos.

8 – Os pais devem promover os valores do respeito e da responsabilidade. Os adolescentes devem ser capazes de respeitar ou outros e a si mesmos. Devem ser capazes de dizer “não” e de ouvir e respeitar um “não”.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!