Saiba porque deve conversar com o bebé (ainda na barriga)!

Está grávida e costuma conversar com o bebé? Fique a saber que está a fazer a coisa certa! Conheça os benefícios de conversar com o seu bebé ainda na barriga.

Saiba porque deve conversar com o bebé (ainda na barriga)!
Os bebés ouvem e aprendem enquanto estão dentro da barriga da mãe.

Quase todas as grávidas têm o hábito de conversar com o bebé enquanto este ainda está na sua barriga. Por vezes contam-lhes como foi o seu dia, falam das compras que fizeram para o enxoval, vão apresentando os restantes elementos da família, ou contam ao bebé os desejos mais profundos acerca do sucesso que esperam que este venha a ter no futuro.

Nestas situações a mãe não está apenas a conversa com o bebé, está também a criar a base para o desenvolvimento da sua linguagem, na medida em que o bebé ouve a mãe e começa gradualmente a entendê-la. Mas parecem existir ainda mais benefícios da comunicação verbal entre a grávida e o bebé, vamos ficar a conhecê-los!

Quais os benefícios de conversar com o bebé ainda na barriga?


conversar com bebe

É possível a grávida conversar com o bebé, na medida em que a sua voz é amplificada pelo corpo, portanto, os pais não têm a mesma sorte. Assim, aprender a reconhecer a voz da mãe acontece de forma precoce e natural e parece ter inúmeros benefícios.

Mais ainda, muito antes de ouvir, o que acontece por volta do terceiro trimestre de gestação, o bebé é já capaz de captar a vibração dos sons das palavras emitidas pela mãe, e de todas as emoções que as acompanham.

Pesquisas recentes sugerem que os bebés começam a absorver a linguagem quando estão dentro do útero, sobretudo durante as últimas 10 semanas de gestação. Este facto explica porque é que os recém-nascidos são capazes de detetar a diferença entre a língua nativa da sua mãe e outros idiomas estrangeiros (os bebés reagem aos idiomas de formas diferentes).

De facto, os bebés conhecem e aprendem padrões de linguagem muito antes do que se julgava anteriormente, uma vez que já se acreditou que o útero da mulher era uma cápsula acusticamente isolada do mundo. Estes dados mostram o quão importante é a mãe conversar com o bebé, especialmente durante o último trimestre de gravidez, bem como imediatamente após o parto.

Conversar com o bebé facilita o desenvolvimento da linguagem mas é importante que essas conversas não decorram num ambiente de stress. As futuras mamãs devem conversar com o bebé de forma calma e relaxada. O bebé reage de forma mais atenta e relaxada à comunicação verbal materna, quando comparada com qualquer outra pessoa. Ainda assim, as mães devem esforçar-se por falar de forma serena, fazendo com que o bebé se sinta seguro.

Assim sendo, não só a habilidade linguística começa a ser desenvolvida ainda dentro da barriga da mãe, como também a sensibilidade musical. Alguns estudos mostram que os recém-nascidos preferem acalmar-se com músicas que já haviam ouvido durante a gestação.

Mais ainda, conversar com o bebé ainda na barriga contribui para a formação do vínculo entre pais e filho, e funciona como exercício de maternidade/paternidade, já que os pais iniciam na vida uterina um diálogo que idealmente se irá manter para o resto da vida.

Em suma…


O que várias investigações nos dizem é que a exposição à voz da mãe pode proporcionar aos recém-nascidos a elasticidade auditiva de que necessitam para dar forma ao cérebro, potenciando o desenvolvimento da audição e da linguagem.

A voz da mãe parece estar diretamente associada ao desenvolvimento do córtex auditivo (parte do cérebro que processa a linguagem), o que pode explicar por que razão os bebés são capazes de reconhecer certas palavras e sons logo desde que nascem.

Assim, as futuras mamãs devem cantar e conversar com o bebé enquanto este ainda está na sua barriga. Não se acanhe com o que os outros dizem, converse muito com o seu bebé, cante para ele bonitas canções de embalar e leia-lhe as histórias mais fantásticas.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!