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Cão de Castro Laboreiro: tudo o que precisa de saber sobre esta raça

Pouco conhecido e divulgado, o Cão de Castro Laboreiro guarda e defende de forma exímia os rebanhos, constituindo um orgulho para a sua região, que tudo faz para que a raça não entre em extinção. Apesar da expressão rude, típica de um mastim de montanha, é doce e tranquilo como cão de companhia, exigindo muito poucos cuidados.

 
Cão de Castro Laboreiro: tudo o que precisa de saber sobre esta raça
Uma raça portuguesa de guarda e pastoreio.

Muitos não reconheceriam o Cão de Castro Laboreiro se o vissem na rua e alguns até o poderiam confundir com um Serra da Estrela de pelo curto, com um Rafeiro do Alentejo ou mesmo com um Fila de São Miguel. Embora tenha tido uma evolução paralela e semelhante a estas raças portuguesas, o Castro Laboreiro, que ganhou o nome da região de onde é oriundo, distingue-se bem dos seus contemporâneos.

Aviso à navegação: devido ao seu temperamento, característico de um molossóide, precisa de um líder firme e assertivo, não sendo indicado a donos de primeira viagem.

Características gerais do Cão de Castro Laboreiro


Grupo: Grupo 2 – Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha, e Boieiros Suíços

Finalidade: cão de guarda e cão pastor

Ambiente ideal: casa

País de Origem: Portugal

Porte: grande

Altura: de 55cm a 66cm

Peso ideal: de 25kg a 40kg

Cor: lobeiro (pelagem raiada com tonalidades mais ou menos escuras); “cor do monte” (pelagem tigrada cuja cor base é composta por várias tonalidades de cinzento, mas que comporta outras cores como o vermelho e o mogno)

Esperança Média de Vida: entre 10 a 14 anos

Preço médio: de 300€ a 500€

 

Características específicas do Cão de Castro Laboreiro


Constantemente vigilante, é o guarda ideal de propriedades, mantendo uma presença hostil perante estranhos, embora não seja muito confrontador. Tem um ladrar bastante peculiar, cujo tom começa baixo e profundo, subindo até atingir frequências agudas e prolongadas.

Ágil, atlético e desenhado para o trabalho no mundo rural, precisa de espaço e de fazer exercício com frequência, apreciando acompanhar os donos em caminhadas. É bastante resistente ao frio e ao calor e consegue percorrer quilómetros sem se cansar.

Energia
Inteligência
Tolerância ao frio
Tolerância ao calor
Cuidados de higiene
Queda de pelo
Tendência para problemas de saúde
Facilidade de aprendizagem
Socialização com crianças
Socialização com estranhos
Socialização com cães
Socialização com gatos

Fases da vida do Cão de Castro Laboreiro


Bebé

0 – 24 meses

Adulto

24 meses – 10 anos

Idoso

10 – 14 anos

 

Físico do Cão de Castro Laboreiro


cao de castro laboreiro

Imagem: royalcanin.pt

É um cão de tipo amastinado, de aspeto rústico e vigoroso. Sublongilíneo (mais comprido do que alto), apresenta uma estrutura óssea forte e musculosa. O pescoço, bem desenvolvido, dá um porte altivo à cabeça, que é comprida mas proporcional ao corpo, com pele carnuda mas sem rugas. As orelhas, de inserção um pouco acima da média e formato triangular, viram-se para a frente quando o cão está atento. O pelo é geralmente curto e raiado.

Temperamento do Cão de Castro Laboreiro


A função para a qual foi originalmente talhada conferiu a esta raça uma personalidade forte e independente, que gosta de tomar as suas próprias decisões. As características lupinas (de lobo), tão presentes no Cão de Castro Laboreiro, fazem com que este tolere apenas as ordens dos seus donos, reagindo mala uma intervenção alheia.

No entanto, é um cão leal, dócil e calmo para a família, companheiro e protetor dedicado das crianças, de quem tolera algumas traquinices.

Problemas de Saúde do Cão de Castro Laboreiro


Por ser rústico, como qualquer montanhês, este é um cão bastante saudável, com pouca probabilidade de vir a desenvolver problemas de saúde. Quando isso acontece, revela uma grande capacidade de resistência.

Ossos

  • Displasia coxo-femoral e do cotovelo.

 

Cuidados a ter com o Cão de Castro Laboreiro


Ossos

  • Enquanto o cão é jovem, o exercício deve ser moderado para não ter consequências no desenvolvimento da sua estrutura óssea.

Pelo

  • A pelagem não exige grandes cuidados, mas para que se mantenha sempre limpa e brilhante, escove-a de 15 e 15 dias. O banho pode ser dado ocasionalmente e, de preferência, quando o tempo está quente para que possa secar naturalmente.

 

Origem do Cão de Castro Laboreiro


O Cão de Castro Laboreiro é uma das raças caninas mais antigas de Portugal, sendo originário da freguesia que lhe deu o nome, no concelho de Melgaço, extremo Norte do país. Uma região montanhosa e agreste que, até meados do século passado, sofria de um grande isolamento, o que contribuiu em muito para o aparecimento deste cão.

Desde sempre dedicados à pastorícia, os habitantes de Castro Laboreiro desenvolveram um animal que garantisse a guarda e proteção do gado e deles próprios, possuindo as características ideais para escalar montanhas, bem como a força e a coragem necessárias para enfrentar predadores como os lobos.

Algumas referências literárias do século XIX enaltecem as qualidades da raça: é o caso do livro Brasileira dos Prazins, de Camilo Castelo Branco.

Em 1935, o veterinário Manuel Fernandes Marques elabora e publica o primeiro estalão oficial da raça. Desde aí, esta encontra-se em estado crítico ou ameaçada de extinção.

Curiosidades sobre o Cão de Castro Laboreiro


O Cão de Castro Laboreiro é uma das raças menos divulgadas e procuradas em Portugal. No entanto, algumas referências históricas indicam que D. Duarte Nuno de Bragança, pai de D. Duarte Pio de Bragança, possuía um destes cães.

Devido à sua força e agilidade, já se destacou noutras funções, tendo sido usado como cão polícia e militar no Corpo de Fuzileiros portugueses, cão guia e ainda detentor do título de Campeão do Mundo de Agility nos anos de 1990.

Todos os anos, em Agosto, tem lugar o Concurso de Cães de Castro Laboreiro, o mais antigo existente no nosso país e que junta os melhores exemplares da raça.


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Mafalda Braga Mafalda Braga

Depois da licenciatura em Comunicação Social e Cultural e do mestrado em Media e Jornalismo, tirados na Universidade Católica Portuguesa, fez um estágio na extinta Rádio Clube Português e outro na Revista Máxima, onde ficou a trabalhar durante cinco anos e meio. Passou ainda pela Revista Must, suplemento do Jornal de Negócios, e atualmente é jornalista freelancer. Além desta área, tem uma grande paixão por cinema, viagens, animais e comida, de preferência com muito sol a acompanhar.

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