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Cão de Água Português: tudo o que precisa de saber sobre esta raça

Rapado atrás e peludo à frente, o Cão de Água Português passou para as bocas do mundo ao ter sido a raça escolhida para fazer parte da família de Barack Obama. Este cão de origens humildes costumava ser o melhor amigo do pescador e não hesita quando vê uma oportunidade para se molhar. Um companheiro para desportos náuticos.

 
Cão de Água Português: tudo o que precisa de saber sobre esta raça
Um exímio nadador, muito resistente ao cansaço.

O Cão de Água Português apresenta duas variedades de pelagem:

  • Longa e ondulada, com pelo mais brilhante;
  • Curta e encarapinhada, com pelo mais opaco.

Corajoso e incansável, este cão possui capacidades extraordinárias, envolvendo, claro está, a sua magnífica aptidão natatória. Uma delas é conseguir travar a respiração (apneia) quando mergulha, expelindo ar para descompressão sempre que necessário.

Características gerais do Cão de Água Português


Grupo: Grupo 8 – Cães Cobradores e Levantadores de Caça e Cães de Água

Finalidade: cão de água e de companhia

Ambiente ideal: casa ou apartamento com espaço exterior

País de Origem: Portugal (Algarve)

Porte: médio/grande

Altura: de 43cm a 57cm

Peso ideal: de 16kg a 25kg

Cor: preto ou castanho nas suas várias tonalidades, com ou sem manchas brancas no chanfro, pescoço, peitoral, ventre, extremidade da cauda e dos membros; branco, sem ser albino

Esperança Média de Vida: entre 12 a 15 anos

Preço médio: de 500€ a 800€

 

Características específicas do Cão de Água Português


Extrovertido e vivaz, o Cão de Água Português está sempre pronto para dar um mergulho, por isso, se não aprecia toda aquela confusão típica associada a um cão molhado, esta não é a raça para si. Pelo contrário, se a sua família gosta de praia, piscina, passeios de barco e jogos na água, ele terá todo o gosto em juntar-se.

Outra das grandes vantagens da raça é o facto de não possuírem subpelo, o que faz com que não libertem tanto pelo como muitos outros cães. Para os alérgicos, é a melhor opção.

Em pequenos, têm alguma tendência para roer.

Energia
Inteligência
Tolerância ao frio
Tolerância ao calor
Cuidados de higiene
Queda de pelo
Tendência para problemas de saúde
Facilidade de aprendizagem
Socialização com crianças
Socialização com estranhos
Socialização com cães
Socialização com gatos

Fases da vida do Cão de Água Português


Bebé

0 – 12 meses

Adulto

12 meses – 12 anos

Idoso

12 – 15 anos

 

Físico do Cão de Água Português


cao de agua portugues

De porte médio e forma quase quadrada, o Cão de Água Português possui um corpo musculoso, com uma estrutura óssea forte. As costelas são compridas e bem arqueadas para lhe proporcionar grande capacidade respiratória. Nas patas, apresenta uma membrana interdigital, que lhe permite nadar de forma mais rápida.

Os exemplares que se apresentem tosquiados à leão têm a parte traseira rapada, exceto a ponta da cauda, que deve ser deixada ao natural para que possa boiar. É aconselhável aparar os pelos na zona do focinho para que o cão não sinta dificuldades em apanhar objetos dentro de água.

Temperamento do Cão de Água Português


Leal e bastante solícito, o Cão de Água Português compreende e obedece com prazer às ordens do seu dono. Apesar de ser um desportista nato, não é um animal que deva viver fora de casa. Precisa de estar junto da família para ser feliz, seguindo-a para todo o lado, não só por uma questão de companhia, mas também de proteção.

Apresenta uma natureza sociável, quer com outras pessoas, quer com outros animais, embora possa ladrar a estranhos se desconfiar deles.

Problemas de Saúde do Cão de Água Português


Olhos

  • Cataratas.
  • Atrofia progressiva da retina.

Ossos

  • Displasia coxo-femoral.

Ouvidos

  • Otites.

Pelo

  • DFPP – Displasia Folicular do Pelo Preto (alopecia).

Sistema endócrino

  • Hipoandrenocorticismo.

 

Cuidados a ter com o Cão de Água Português


Pelo

  • Embora o Cão de Água Português não tenha subpelo, fazendo com que não exista troca de pelagem, o seu pelo requer cuidados constantes. Escove-o uma vez por semana e dê-lhe banho (de água doce) mensalmente. Se o seu cão vai andar muito na água deve ser tosquiado à leão, para lhe facilitar os movimentos.

Ouvidos

  • Deve limpá-los após as sessões de natação para evitar infeções.

 

Origem do Cão de Água Português


Estima-se que os antepassados destes cães tenham chegado à Península Ibérica, vindos da região da Ásia Central no período compreendido entre os séculos V e VII. No seu livro “O Cão de Água”, publicado em 1938, o médico veterinário Manuel Fernandes Marques defende que esta raça já era conhecida dos antigos romanos, que o chamavam de “Cão Leão”.

Originário da região do Algarve, o Cão de Água Português foi usado, durante muito tempo, como auxiliar dos pescadores para recuperar o peixe e alguns objetos que caíam à água, transportar mensagens entre barcos e entre a terra e o mar e ainda salvar aqueles que não sabiam nadar. Quando o trabalho terminava, o cão também tinha direito a uma parte do peixe e do dinheiro.

Com a revolução industrial e a modernização da frota pesqueira portuguesa, o número de exemplares diminuiu, restringindo-se apenas à costa algarvia, mas o empresário Vasco Bensaúde conseguiu garantir a sobrevivência da raça.

Curiosidades sobre o Cão de Água Português


O Cão de Água Português viu a sua popularidade crescer internacionalmente em 2009, quando o então presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, adotou um exemplar da raça, levando-o para a Casa Branca. A razão? Devido às suas características hipoalergénicas, é o cão ideal para a sua filha Malia, que sofre de alergia ao pelo dos cães. Mais tarde, em 2013, os Obama adotaram outro Cão de Água Português – Sunny – para fazer companhia a Bo.

Em 1981, o Livro dos Recordes do Guiness considerou-a a raça canina mais rara do mundo.


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Mafalda Braga Mafalda Braga

Depois da licenciatura em Comunicação Social e Cultural e do mestrado em Media e Jornalismo, tirados na Universidade Católica Portuguesa, fez um estágio na extinta Rádio Clube Português e outro na Revista Máxima, onde ficou a trabalhar durante cinco anos e meio. Passou ainda pela Revista Must, suplemento do Jornal de Negócios, e atualmente é jornalista freelancer. Além desta área, tem uma grande paixão por cinema, viagens, animais e comida, de preferência com muito sol a acompanhar.

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