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Cancro dos testículos: sintomas, diagnóstico e tratamento

Saiba quais os sintomas e fatores de risco associados ao cancro dos testículos. Como fazer o diagnóstico e qual o prognóstico.

 
Cancro dos testículos: sintomas, diagnóstico e tratamento
Cancro raro quando comparado com outros tipos de cancro

Os testículos são duas glândulas sexuais masculinas, localizados dentro do escroto e são suspensos do abdómen pelos cordões espermáticos. Produzem células reprodutoras (espermatozóides) e hormonas sexuais masculinas que estimulam o desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos e caracteres sexuais secundários.

O cancro dos testículos é raro quando comparado com outros tipos de cancro. Representam 1% dos tumores malignos no homem, atingindo sobretudo a faixa etária dos 15-34 anos. Os tumores podem aparecer num ou em ambos os testículos e são causados por células que se dividem descontroladamente. Estas células podem migrar para outras zonas do corpo através da corrente sanguínea ou pela linfa.

Quais os sinais e sintomas do cancro dos testículos?


cancro dos testículos

O cancro dos testículos nem sempre produz sintomas. O sinal mais comum é o aumento de volume testicular ou a presença de uma massa palpável e geralmente indolor num ou nos dois testículos. Outros sintomas incluem a sensação de peso, desconforto no escroto, região inguinal ou abdómen, sensação de mal-estar e cansaço.

Os tumores do testículo metastizado podem originar também dores ósseas, sensação de falta de ar e dor torácica.

Assim sendo, os sintomas de cancro do testículo não são exclusivos, podem aparecer noutras doenças. Estes sintomas não significam que se tenha um tumor do testículo, razão pela qual deve consultar o seu médico para esclarecimentos.

Ao confirmar-se o diagnóstico de cancro dos testículos, o estadiamento da doença é o passo seguinte e pode ser classificado da seguinte forma:

  • Estadio 0: quando as células do cancro se encontram ainda dentro dos túbulos onde os espermatozoides se formam, designando-se carcinoma in situ;
  • Estadio I: o cancro pode já estar no cordão espermático e escroto assim como nos vasos sanguíneos e linfáticos do testículo;
  • Estadio II: o cancro disseminou-se pelos gânglios linfáticos da cavidade abdominal (metástases), mas o marcador tumoral apresenta valores normais;
  • Estadio III: cancro com disseminação nos pulmões e com marcador tumoral elevado.

 

Cancro nos testículos: quais os fatores de risco?


Qualquer comportamento ou condição que aumenta o risco de ter uma doença é um fator de risco. Se um ou mais fatores de risco se aplicarem, não quer dizer que desenvolva necessariamente cancro dos testículos.

Da mesma forma, o cancro dos testículos pode aparecer em homens que não apresentem fatores de risco conhecidos. No entanto, podemos falar nos seguintes fatores de risco:

  • Testículo que não desceu para dentro do escroto;
  • História de cancro do outro testículo;
  • Antecedentes familiares de cancro do testículo;
  • História de malformações testiculares;
  • Exposição a um subproduto do pesticida DDT.

 

Como fazer o diagnóstico do cancro dos testículos?


A maioria dos tumores testiculares é descoberta ou pelo próprio doente, por acaso ou aquando de um autoexame para pesquisar massa.

O diagnóstico implica uma história clínica para apurar fatores de risco, o exame objetivo para avaliar o escroto, eventuais gânglios linfáticos e exames complementares de diagnóstico.

Para efetuar o diagnóstico do cancro do testículo, são habitualmente efetuados os seguintes exames:

  • História clínica e realização de exame físico com exame mais detalhado dos gânglios e dos testículos;
  • Ecografia do testículo;
  • Avaliação da presença de marcadores tumorais (os marcadores tumorais ajudam a perceber como se está a comportar a doença);
  • Cirurgia para remoção do testículo: este procedimento cirúrgico chama-se orquiectomia radical inguinal e consiste na remoção do testículo.

A forma de obter um diagnóstico definitivo de um tumor do testículo é através de uma biopsia, que no caso testículo consiste na remoção do testículo afetado, ao contrário de outros órgãos em que é removida uma amostra de tecido. A remoção de um testículo não afeta a fertilidade assim como a potência sexual e em muitos casos será o tratamento definitivo do tumor do testículo.

O estadiamento do cancro da próstata inclui a análise da Anatomia Patológica aos tecidos recolhidos, bem como exames de imagem ou de medicina nuclear, nomeadamente:

  • Radiografia ao tórax;
  • TAC toraco-abdómen-pélvico;
  • Biópsia dos gânglios inguinais;
  • Avaliação dos marcadores tumorais.

 

Qual o tratamento do cancro do testículo?


cancro dos testículos

O cancro do testículo apresenta uma elevada taxa de cura, especialmente quando detetado precocemente. Com base do estadiamento do cancro do testículo, é possível determinar o tratamento mais adequado:

  • Estadio I: o tratamento consiste na cirurgia de remoção do testículo, seguida de radioterapia na região dos gânglios linfáticos ou quimioterapia;
  • Estadio II : o tratamento consiste na cirurgia de remoção do testículo e dos gânglios linfáticos intra-abdominais envolvidos, seguida de radioterapia na região dos gânglios linfáticos quimioterapia com múltiplos fármacos;
  • Estadio III: o tratamento consiste na cirurgia de remoção do testículo e dos gânglios linfáticos intra-abdominais envolvidos, seguida de quimioterapia com múltiplos fármacos
  • As opções de tratamento dependem de vários fatores, incluindo o tipo de tumor e seu estadio, o estado geral do doente e a vontade do mesmo. A cirurgia pode ser combinada com a radioterapia ou com quimioterapia.

 

1. Cirurgia

A cirurgia de remoção do testículo (orquidectomia radical) constitui o tratamento primário e por vezes único para praticamente todos os tipos e estádios de tumor do testículo.

2. Radioterapia

A radioterapia usa raios X de alta energia para destruir células cancerosas.

3. Quimioterapia

A quimioterapia usa fármacos para destruir células cancerígenas que tenham metastizado, podendo ser administrada antes da cirurgia, para reduzir a massa tumoral, ou após destruir células que tenham permanecido depois da cirurgia. Estes fármacos podem ser administrados por via endovenosa, por via oral ou intramuscular.

Prognóstico


O prognóstico depende do estádio da doença na altura do diagnóstico, porém mais de 95% dos casos são tratados com sucesso. Infelizmente é frequente que os homens demorem a queixar-se ao médico destes sintomas. Como o tumor se pode espalhar durante esse período de tempo, é importante consultar imediatamente um urologista.

Veja também:

Fontes

Instituto de Oncologia. CUF. Disponível em: https://www.saudecuf.pt/oncologia/o-cancro/cancro-do-testiculo/tratamento
Grupo Português Genético-Urinário. (16 de Setembro, 2016). Disponível em: https://gpgu.org/dicionario/carcinoma-do-testiculo/
Associação Portuguesa de Urologia. Disponível em: https://apurologia.pt/
Rui Ricardo da Silva Formoso. Abril, 2010. Centro Hospitalar Lisboa Norte. Disponível em: https://www.apurologia.pt/publico/frameset.htm?https://www.apurologia.pt/publico/tumores_do_testiculo.htm

Enfermeira Filipa Pinto Enfermeira Filipa Pinto

Licenciada na Escola de Enfermagem do IPB (Instituto Politécnico de Bragança), tem formação em feridas na APTF (Associação Portuguesa de Feridas); Curso de Hemodiálise, certificado pela SIGO (Sistema de Informação e Gestão da Oferta Educativa), na Foramplus; Pós Graduação em Cuidados Paliativos no Instituto Português de Psicologia. Atualmente trabalha na Santa Casa Misericórdia de Vizela, como responsável pela área de Enfermagem no Lar Torres Soares e é formadora convidada na Universidade Senior de Vizela.

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