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Cancro do colo do útero: tudo o que precisa de saber sobre a patologia

O cancro do colo do útero tem uma elevada incidência em Portugal. Conheça os fatores de risco e formas de prevenção deste tipo de cancro.

Cancro do colo do útero: tudo o que precisa de saber sobre a patologia
Uma das doenças mais prevalentes nas mulheres portuguesas.

O cancro do colo do útero apesar de afetar maioritariamente as mulheres, também se manifesta nos homens. Estatisticamente, este aparece no top 3 de cancros mais frequentes nas mulheres, juntamente com o cancro da mama e o cancro do intestino ou colón-retal.

Este consiste numa lesão no útero maioritariamente causada pelo HPV, um vírus humano. Cerca de 291 milhões de mulheres em todo o mundo são portadoras do HPV, e 32% estão infetadas pela estirpe 16 ou 18, ou ambas, sendo estas as mais preocupantes e prevalentes.

Em Portugal, todos os anos são diagnosticados 1000 novos casos de cancro do colo do útero sendo este o país da Europa Ocidental com a taxa incidente mais elevada.

Precisamente devido a estes dados, é importante conhecermos esta doença, perceber quais os fatores de risco e quais os sintomas associados, e ainda a melhor forma de o evitarmos.

Sobre o cancro do colo do útero


cancro do colo do utero HPV

As células epiteliais do colo do útero são as responsáveis pela constituição do epitélio que recobre o colo do útero. Estas crescem, dividem-se e, quando envelhecem, morrem, num fenómeno que se chama regeneração celular, fenómeno este que ocorre em quase todas as células do nosso organismo.

Quando as células perdem este mecanismo de auto-controlo e sofrem alterações no DNA, desenvolvem-se células cancerígenas que dão lugar a cancro.

O cancro do colo do útero é, então, um tumor de crescimento lento, podendo levar muitos anos até se manifestar. O tecido do colo do útero começa por sofrer alterações celulares chamadas displasia, onde aparecem células alteradas.

Por esta razão, o exame de Papanicolau, realizado nas consultas de ginecologia, é uma forma muito útil de detetar precocemente o cancro do colo do útero. Na maioria das situações, as células atípicas detetadas neste exame não indicam a presença de cancro. No entanto, com o passar do tempo e sem tratamento adequado, estas células podem vir a transformar-se em células cancerígenas.

A forma mais frequente deste tipo de cancro é o carcinoma pavimentoso ou epidermóide.

Os quatro principais sintomas de cancro do colo do útero:

  • Hemorragia vaginal;
  • Corrimento vaginal anormal;
  • Dor pélvica;
  • Dor durante a relação sexual.

 

Quais são os fatores de risco associados ao cancro do colo do útero?


cancro do colo do utero toma da pilula

Ainda não foi possível encontrar as causas para o cancro do colo do útero, mas são conhecidos alguns fatores de risco associados e quando presentes em simultâneo, aumentam ainda mais o risco de desenvolver esta doença. Os principais são os seguintes:

1. Infeção pelo vírus Papiloma Humano (HPV)

É o maior fator de risco do cancro do colo do útero. Esta infeção está altamente relacionada com a alteração das célula do útero e que se pode traduzir no desenvolvimento de cancro.

O HPV transmite-se por via sexual com um parceiro já infetado e existem mais de 15 tipos diferentes, sendo os subtipos causados pela estirpe 16 e 18 os mais graves e comuns. É extremamente comum em mulheres jovens na primeira década de atividade sexual.

2. Não fazer exames de rastreio

o cancro do colo do útero é mais frequente em mulheres que não realizam periodicamente o rastreio. Estes rastreio baseia-se no exame de Papanicolau, que é fundamental para detetar esta infecção e a presença de células anormais no colo do útero.

3. Sistema imunitário enfraquecido (o sistema de defesa natural do organismo)

As mulheres com o sistema imunitário mais sensível, em casos de infeção pelo HIV (o vírus da SIDA) apresentam risco aumentado de desenvolver cancro do colo do útero.

4. História sexual

O risco nas mulheres aumenta com o número de parceiros sexuais, ou no caso de os parceiros sexuais terem tido igualmente muitas parceiras sexuais.

5. Ter muitos filhos

Estudos dizem que as mulheres com HPV e que tenham em simultâneo muitos filhos, podem apresentar risco acrescido para o desenvolvimento de cancro do colo do útero.

6. Tabaco

As mulheres fumadoras e com o vírus HPV têm maior risco de desenvolver a doença.

7. Idade

Com o avançar da idade, maior é o risco de desenvolver cancro do colo do útero, principalmente a partir dos 40 anos.

8. Tomar a pílula durante longos períodos de tempo

Em mulheres com HPV, tomar a pílula durante 5 anos ou mais anos pode aumentar o risco de desenvolver cancro do colo do útero.

Formas de prevenção do cancro do colo do útero


cancro do colo do utero vacinacao

Hoje em dia já existe uma vacina que protege as mulheres dos subtipos de HPV 16 e 18, os subtipos mais graves. Esta vacina, que até já está implementada no sistema nacional de vacinação em Portugal, está a ser administrada a jovens antes de iniciarem a sua atividade sexual. No entanto, pode também ser administrada depois desta idade, mas terá que ser através do acompanhamento médico.

Além da vacinação contra o HPV, a realização de exames é uma forma muito importante de prevenção. O exame mais comum é o Papanicolau, que deve ser realizado periodicamente pois, este indica a presença desta infeção e a existência de células anormais, bem antes da mulher apresentar sintomas.

Importante salientar que o diagnóstico precoce desta doença é possível e muito importante no crescimento e desenvolvimento deste cancro.

Normalmente as recomendações para a realização deste exame incluem:

  • Nas mulheres que já iniciaram a atividade sexual, deve ser feito de 2 em 2 anos e em todas as mulheres a partir dos 21 anos;
  • De 3 em 3 anos para mulheres com idade a partir dos 30 anos e com baixo risco, ou seja, com 3 resultados negativos consecutivos em exames para o cancro do colo do útero;
  • No caso das mulheres com idade entre os 65 e os 70 anos e que nos últimos 10 anos apresentem 3 resultados consecutivos sem alterações, o médico assistente poderá acordar a suspensão do exame de rastreio do cancro do colo do útero.

 

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