Bissexualidade: 7 mitos a combater!

A bissexualidade não é uma doença, não requer tratamento, nem é algo que possa ser mudado. O preconceito continua a existir e é preciso combatê-lo de imediato!

Bissexualidade: 7 mitos a combater!
A orientação sexual pode mudar ao longo da vida.

Podemos resumir bissexualidade como a atração romântica, emocional e sexual quer por pessoas do mesmo sexo biológico, quer do sexo oposto. Ao contrário da crença errada que durante anos foi difundida, a bissexualidade é totalmente normativa e sempre esteve presente na nossa sociedade.

Orientação sexual bissexual


 

A maioria dos autores acredita que a orientação sexual de cada um de nós é resultado da interação entre fatores biológicos e ambientais e que, muito provavelmente, já se encontra definida nos primeiros anos de vida.

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A orientação sexual não é uma escolha e muito provavelmente não é tão estável, fixa e imutável quanto possamos pensar. Cada pessoa é diferente e única, tem as suas próprias circunstâncias e liberdade para explorar e descobrir. As identidades e as pessoas podem mudar ao longo do tempo, daí que a orientação sexual também possa sofrer mudanças.

A orientação sexual é uma componente da identidade de cada um de nós e pode ser classificada em 4 dimensões: heterossexualidade; homossexualidade/lesbianismo; bissexualidade e assexualidade.

A bissexualidade é a orientação sexual das pessoas que sentem atração física, psicológica e emocional tanto por pessoas do sexo feminino como por pessoas do sexo masculino. Ser bissexual não implica necessariamente ter atracão igual pelos dois sexos. Pode haver, ou não, uma predominância, variando de pessoa para pessoa.

A bissexualidade é talvez a orientação sexual mais difícil de ser reconhecida e vivenciada pela própria pessoa que sofre de grande estigma. Muitas vezes, as pessoas bissexuais são duplamente discriminadas porque acabam por não se sentir integradas nem na comunidade de homossexuais (porque têm comportamentos heterossexuais), nem na comunidade de heterossexuais.

7 mitos sobre a bissexualidade que é preciso combater!


1. A bissexualidade é uma doença mental

Os diversos estudos que têm vindo a ser desenvolvidos ao longo dos anos mostram claramente que a bissexualidade não é uma doença mental. Pelo contrário, pessoas bissexuais não têm nem mais, nem menos doenças mentais do que as pessoas heterossexuais.

2. Ser bissexual implica ter um comportamento desviante

Errado! Ser bissexual não é um comportamento, é sim uma característica da pessoa, como qualquer outra. Não é uma escolha da pessoa, não é um comportamento desviante, não é uma doença, nem um problema emocional.

3. As pessoas bissexuais não são capazes de ter relações amorosas duradouras

As pessoas bissexuais não são diferentes das pessoas heterossexuais. Na sua maioria procuram relações amorosas duradouras e satisfatórias. Muitas vezes, como consequência do estigma e da rejeição social, podem isolar-se mais e resguardar mais as suas relações amorosas.

4. As pessoas bissexuais não têm as mesmas capacidades que as pessoas heterossexuais

Este é outro grande mito sem qualquer fundamento. Pessoas bissexuais têm tantos talentos e capacidades quanto as pessoas heterossexuais. A identidade de género e a orientação sexual em nada estão relacionadas com o desempenho e o potencial de cada pessoa.

5. A bissexualidade é uma fase, uma forma de experimentação ou de contestação

O preconceito e o estigma continuam a existir na sociedade em que vivemos e, portanto, é muito pouco provável que alguém opte por se afirmar bissexual apenas para experimentar ou como forma de contestação.

6. As pessoas dão conta da sua orientação sexual desde cedo

Esta afirmação não é necessariamente verdade. Podemos dar-nos conta da orientação sexual e da identidade de género em qualquer momento da vida. Algumas pessoas crescem já com pleno conhecimento acerca da sua orientação sexual, enquanto outras pessoas apenas se dão conta disso mais tarde.

7. As pessoas bissexuais são todas iguais

A orientação sexual não tem relação direta com a forma de ser, estar e vestir. As pessoas bissexuais são, tal como as pessoas heterossexuais, variadas na sua forma de ser e de estar.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!