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10 curiosidades sobre os bigodes dos gatos

Os bigodes dos gatos são um dos aspetos que os carateriza. Mas afinal o que sabemos sobre este "acessório"? Saiba quais as suas funções e outras curiosidades.

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10 curiosidades sobre os bigodes dos gatos
Afinal para que serve este acessório dos felinos?

Os bigodes dos gatos são a imagem de marca dos felinos, pois toda a gente associa os gatos aos seus longos bigodes. Estes bigodes não funcionam apenas como um acessório, nem têm apenas fins estéticos. São valiosos para o gato conseguir realizar o seu dia-a-dia.

10 curiosidades sobre os bigodes dos gatos


Bigodes dos gatos

1. Os bigodes dos gatos não são bigodes

Os bigodes dos gatos, nome correto vibrissas, são prolongamentos de pelos mais duros, grossos e compridos do que os pelos normais do corpo do gato.

2. Quantos bigodes tem um gato?

O número de bigodes que um gato tem é de cerca de 24, ou seja, 12 em cada lado do seu focinho, organizados em 4 filas, entre a boca e o nariz. No entanto, o número de vibrissas pode variar de gato para gato. A posição onde os bigodes se encontram e a sua disposição também são variáveis.

3. Os bigodes dos gatos não se encontram apenas por cima da boca

Apesar de os bigodes serem caraterísticos na zona por cima da boca, e daí estes prolongamentos de pelo serem conhecidos como “bigodes”, podem encontrar-se noutros locais do corpo do gato.

É possível encontrar as vibrissas em zonas como a parte inferior traseira das patas dianteiras, perto dos carpos, denominadas então vibrissas carpais, por cima dos olhos formando dois tufos, um em cada olho, denominadas por vibrissas supraciliares, um tufo de cada lado por baixo das orelhas, denominadas de vibrissas genais e, por último, menos percetíveis na zona da mandíbula.

4. Os bigodes dos gatos têm função sensorial

As vibrissas são muito sensíveis às variações de velocidade e direção do ar, permitindo assim detetar objetos nas proximidades do gato.

Uma vez que o gato tanto é um predador como uma presa, os seus bigodes permitem-lhe identificar animais que os podem tentar caçar, conseguindo-se esconder e também serve para detetarem presas e caçarem.

A capacidade dos bigodes dos gatos relativamente à deteção de objetos é particularmente útil à noite, que é quando os felinos são mais ativos e costumam caçar.

5. O equilíbrio também é uma das funções das vibrissas

Para além de função sensorial, os bigodes dos gatos também têm uma função crucial relativamente ao equilíbrio dos felinos. O comprimento dos bigodes auxilia o gato a equilibrar-se e a calcular distâncias, o que permite aos felinos aventurarem-se em lugares pequenos, escondidos, pois os seus bigodes de certa forma já conseguiram calcular que o gato cabe nesses espaços.

Também quando os gatos caem os bigodes ajudam-nos a orientarem-se ao cair.

6. Os bigodes dos gatos caem

Os bigodes dos gatos, tal como todos os outros pelos do corpo do felino, caem e voltam a crescer. Isto faz parte do processo natural de envelhecimento, pelo que os pelos mais envelhecidos são substituídos por novos. É, portanto, normal que veja, por vezes, bigodes caídos, e não tem com que se preocupar.

7. Os gatos comunicam através dos seus bigodes

Para comunicar entre si os gatos utilizam a posição dos bigodes, assim como os cães utilizam a sua cauda. Os bigodes dos gatos podem ser utilizados para fazer a leitura da sua linguagem corporal e perceber como se sente.

Por exemplo, quando o gato se sente ameaçado ou chateado vai apresentar os bigodes puxados para trás, enquanto se estiver relaxado os bigodes estarão mais para a frente.

Bigodes dos gatos

8. Nunca deve cortar os bigodes ao gato

Como já vimos, os bigodes dos gatos têm funções importantes no seu dia-a-dia, como na comunicação, e mais importante ainda no seu movimento, sendo responsáveis pelo equilíbrio do gato.

Assim, cortar ou arrancar os bigodes dos gatos pode condicionar a sua vida. Uma vez que nas vibrissas passam muitos nervos, arrancar bigodes ao gato é também muito doloroso.

Bigodes cortados ou aparados irão refletir-se na perda total ou parcial das capacidades sensoriais e de equilíbrio, podendo mesmo desequilibrar-se ou magoar-se ao calcular um salto ou outro movimento. Como os gatos são caçadores natos, os bigodes cortados podem também o gato de impedir conseguir caçar com sucesso o que lhes pode causar frustração e stress.

Caso por algum motivo o seu gato tenha sofrido ou corte ou perdido os bigodes por alguma razão não lhe deve permitir o acesso ao exterior, para evitar que se magoe. Os bigodes acabarão por crescer, no entanto, pode demorar, e enquanto não acontece deve manter o seu felino seguro.

9. Todos os gatos têm bigodes?

Não, nem todos os gatos têm bigodes, por exemplo, alguns gatos da raça Sphynx podem não apresentar vibrissas. Os exemplares desta raça podem também ter os bigodes curtos ou quebrados desde nascença.

10. Os gatos não gostam de tocar com os seus bigodes nos objetos

Os gatos odeiam tocar com os seus bigodes em locais como as gamelas, por essa razão é que muitas vezes apreciam mais beber água de outros locais que não a sua gamela, pois ao beber as vibrissas tocam na gamela. O mesmo pode acontecer ao comer.

Para fazer com que o gato goste de beber e comer das suas gamelas, opte por gamelas mais largas, de forma a que o gato não lhes toque.

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Fontes

Dyce, S.W. “Tratado de Anatomia Veterinária”,  4ª edição, Elsevier. Disponível em: https://books.google.pt/booksid=4DYesh8uWFgC&pg=PT2123&dq=anatomia+gato+bigodes&hl=ptPT&sa=X&ved=0ahUKEwikjLD_0Z7lAhWsAGMBHfCrAEsQ6AEIMDAB#v=onepage&q=anatomia%20gato%20bigodes&f=false

Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.