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Como combater a baixa autoestima em 8 passos

A baixa autoestima faz com que se sinta inseguro e inadequado? Interfere com todos os domínios da sua vida. Então, está na altura de acabar com ela!

Como combater a baixa autoestima em 8 passos
Autoestima é a avaliação que uma pessoa faz de si mesma.

Antes de falarmos acerca do que é a baixa autoestima, importa entender qual o significado do termo autoestima. De forma geral, aquando falamos em autoestima estamos a referir-nos à forma como nos vemos ou àquilo que pensamos sobre nós mesmos.

É provável que já se tenha sentido insatisfeito consigo mesmo, que tenha pensado que não era suficientemente bom, ou que era inferior às outras pessoas. Todos nós, em alguns momentos, temos considerações mais depreciativas em relação a nós mesmos, sobretudo quando estamos perante uma situação muito desafiadora e indutora de elevados níveis de stress.

No entanto, se estes pensamentos depreciativos sobre si mesmo fazem parte do seu dia-a-dia então poderá realmente ter baixa autoestima, o que pode influenciar negativamente todos os domínios da sua vida.

Sente que tem baixa autoestima?


mulher feliz com ela mesma

Se tem uma opinião global geralmente negativa sobre si mesmo, se constantemente se julga ou se avalia de forma negativa, provavelmente a sua autoestima não é a melhor.

Pessoas com baixa autoestima habitualmente verbalizam sobre si mesmas expressões do tipo: “Fico nervoso apenas pelo facto de ter que conversar com desconhecidos em eventos sociais”; “Não consegui entender o que o professor esteve a explicar hoje. Devo ser mesmo muito estúpido”; “Estou com peso a mais. Detesto ver-me ao espelho”; “Não sou importante”; “Sou um perdedor”; “Não sou bom o suficiente”.

Porque é que tem baixa autoestima?


baixa autoestima e mulher triste

As crenças que temos sobre nós mesmos são aprendidas como resultado das experiências que fomos tendo ao longo da nossa vida, especialmente experiências iniciais de vida. São conclusões a que chegamos com base na análise que fazemos acerca de tudo o que aconteceu na nossa vida.

As nossas aprendizagens são feitas de diferentes formas. Podemos aprender através das nossas experiências diretas, através daquilo a que assistimos na comunicação social ou através da observação dos outros.

Aprendemos ao longo de toda a nossa vida, mas as crenças acerca de nós mesmos são geralmente desenvolvidas bastante cedo. Assim sendo, a nossa família de origem, as experiências vividas na infância, as escolas que frequentamos e os colegas que tivemos influenciam aquilo que pensamos sobre nós próprios.

Na maioria das vezes, o início da baixa autoestima pode ser encontrado nas experiências de vida decorridas na infância ou na adolescência. No entanto, pessoas com uma autoestima saudável também podem ver a sua autoconfiança ser abalada à medida que se vão confrontando com experiências negativas mais tardias.

Alguns dos fatores associados ao surgimento da baixa autoestima são os seguintes:

1. Punição, negligência ou abuso

A maneira como somos tratados na fase inicial da nossa vida afeta a forma como nos vemos e a pessoa que somos. Crianças maltratadas, punidas com frequência de maneira extrema ou imprevisível, negligenciadas ou abandonadas , ficam com algumas cicatrizes emocionais e psicológicas.

Não é surpreendente que uma pessoa que teve esse tipo de experiências na infância tenha uma opinião negativa sobre si mesmo na vida adulta.

2. Dificuldade em cumprir os padrões impostos pelos pais

Receber críticas constantes também pode ter um efeito negativo na perceção que temos sobre nos mesmos. Quando os pais se concentram apenas nas fraquezas e nos erros dos filhos, raramente reconhecendo as suas qualidades e sucessos, podem levá-los a acreditar que não têm valor.

3. Dificuldades de integração em casa ou na escola

Algumas pessoas não se sentem verdadeiramente integradas e confortáveis, sentindo-se menos inteligentes que os seus irmãos, menos talentosas que os restantes elementos da família, menos hábeis que os colegas de escola.

4. Dificuldade em cumprir os padrões impostos pelo grupo de pares

Durante o final da infância e durante a adolescência as nossas experiências com o grupo de pares também podem moldar a forma como nos vemos. Nesta fase da vida, a aparência física pode ganhar maior relevância, podendo levar ao desenvolvimento de crenças negativas.

Baixa autoestima: combata-a através destas 8 estratégias


amigas felizes

Quando a autoestima é elevada, a pessoa sente-se confiantemente adequada à vida, isto é, sente-se competente e merecedora. Por outro lado, quando a autoestima é baixa, a pessoa sente-se inadequada à vida e errada como pessoa. Há estratégias que podem ajudar:

1. Refletir acerca das qualidades, capacidades e aptidões que vemos nos outros ajuda-nos a aprender a identificar os valores e as habilidades que valorizamos;

2. Manter um diário pessoal com as ações positivas realizadas durante o dia;

3. Fazer o exercício de escrever uma carta a contar os pequenos e grandes êxitos pessoais;

4. Outro bom exercício passa por escrever um anúncio pessoal a publicitar as qualidades e competências pessoais;

5. Mudar o diálogo interno (autoinstruções positivas), tornando-o mais positivo, aumentando a possibilidade de enriquecimento do autoconceito. Argumentar consigo mesmo acerca das suas qualidades ajuda a fortalecer as crenças positivas;

6. Desfrutar do presente. Como vimos, a baixa autoestima é muitas vezes fruto de experiências menos positivas decorridas na fase inicial da vida. Transforme as adversidades em vitórias. Assuma o controlo da sua vida e desfrute dos bons momentos;

7. Não viver obcecado com a ditadura da imagem. De forma geral, a avaliação que fazemos da nossa forma física tem um grande impacto na autoestima. Não se permita viver condicionado por estereótipos de beleza desligados da realidade;

8. Promover relações pessoais saudáveis. Rodeie-se de bons amigos e invista nessas relações.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!

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