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Aumentar o tempo de vida do cão: o que pode fazer para que o seu cão viva mais e melhor

Aumentar o tempo de vida do cão para que este o possa acompanhar por mais anos é uma vontade comum a todos os donos que apreciam a companhia do seu animal. Tal pode ser conseguido através de algumas regras simples como uma alimentação saudável, cuidados regulares de saúde, realização de exercício e mantendo-o sempre seguro.

Aumentar o tempo de vida do cão: o que pode fazer para que o seu cão viva mais e melhor
Conheça as regras básicas para aumentar a longevidade do seu cão.

Aumentar o tempo de vida do cão de forma saudável é o desejo de qualquer dono que aprecie a companhia do seu animal. Não existem milagres, e a esperança média de vida de um cão é invariavelmente mais curta do que a de um humano, no entanto há certos cuidados que podem fazê-lo viver mais e melhor.

Fatores que afetam a longevidade do cão


aumentar o rempo de vida do cao

Porte e raça

Ao contrário do que se passa na maioria das espécies do Reino Animal, nos cães, quanto maiores estes forem, menor é a sua esperança média de vida. Raças de porte grande e pesadas terão uma longevidade de cerca de 8 anos, pois estes envelhecem a um ritmo mais acelerado do que as raças mais pequenas.

Doenças

Há certas doenças que irão naturalmente influenciar e trazer complicações ao longo da vida do cão, como por exemplo a diabetes mellitus ou a leishmaniose. Há também algumas raças que são mais predispostas a certas patologias e neoplasias.

Ações que podem aumentar o tempo de vida do cão


higiene oral canina

1. Alimentação de qualidade

Fornecer uma alimentação de qualidade e adequada a cada fase da vida do cão é já meio caminho andado para uma vida longa. Seja qual for a opção escolhida, desde ração comercial a alimentação caseira (não confundir com restos da nossa comida), o importante é que contenha bons ingredientes e forneça os nutrientes necessários.

A excessiva alimentação enquanto cachorro aumenta a taxa de crescimento, não é desejável pois é incompatível com o desenvolvimento adequado do esqueleto e contribui para a obesidade mais tarde na vida.

Já em animais geriátricos, a sua eficiência em metabolizar certos nutrientes não é tão alta, pelo que as rações vêm formuladas para suplementar essas perdas.

O excesso de comida também não faz aumentar o tempo de vida do cão uma vez que a obesidade está relacionada com uma diminuição da qualidade de vida, problemas cardiovasculares, artrites, intolerância ao exercício, entre outras.

2. Profilaxia

A prevenção de doenças através da ida frequente ao médico veterinário está na base de uma vida longa.

Os cães adultos deveriam realizar um exame veterinário completo pelo menos uma vez por ano. Já os cachorros necessitam de visitas veterinárias mensais até aos 4 meses de idade. Os geriátricos (acima dos 7-8 anos) devem consultar o veterinário duas vezes por ano, pois sendo mais provável surgirem doenças em animais mais velhos, estas seriam detetadas mais cedo, quando por vezes o prognóstico ainda é favorável.

Respeitar o protocolo estabelecido pelo médico veterinário em relação às vacinas e desparasitações é também essencial pois previne o surgimento de uma vasta variedade de doenças.

3. Saúde oral

A manutenção de uma boa saúde oral através da escovagem regular dos dentes (com pasta dentífrica própria para cães), sticks anti-tártaro e, caso necessário, destartarização no médico veterinário, ajuda na manutenção de uma vida saudável. Tal deve-se ao facto de dentes malcuidados dificultarem a ingestão e trituração dos alimentos, causarem mau estar e predisporem a doenças por disseminação bacteriana, nomeadamente no coração.

4. Esterilização

 

A recomendação clínica é a de que todos os cães que não forem para ser utilizados como reprodutores sejam esterilizados. Para além de prevenir ninhadas indesejadas e comportamentos de risco (principalmente nos machos), evita futuros problemas médicos sérios como doença prostática nos machos e infeção uterina e neoplasias mamárias nas fêmeas.

5. Exercício físico e estimulação mental

O exercício físico é importante para aumentar o tempo de vida do cão pois ajuda a manter saudável o sistema musculosquelético e evita a obesidade. Além disso, o exercício e o estímulo mental contribuem para uma diminuição do stress e para uma melhor qualidade de vida, fugindo a certas doenças e desvios comportamentais associados ao acúmulo de energia.

Passeios, corridas, treino, jogos e sociabilização com outros animais são boas opções.

6. Prevenir acidentes

Apesar de parecer óbvio, este ponto é muitas vezes negligenciado. É importante manter a segurança do cão (e a dos que o rodeiam) através de passeios controlados, do estabelecimento de um espaço resguardado com um perímetro de segurança em relação à estrada ou de uma boa contenção aquando o seu transporte em carros.

Infelizmente, a taxa de morte ou de lesão por atropelamento, acidente de viação ou por comerem algo tóxico ou venenoso ainda é bastante elevada, e pode facilmente ser controlada com algumas regras de segurança básicas.

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Drª Rita Campilho Drª Rita Campilho

Rita Campilho é médica veterinária. Apesar de viver na cidade, sempre teve contacto com animais e desde cedo que percebeu a importância destes como parte integrante do ecossistema. Tornou-se médica veterinária no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e atualmente trabalha com cavalos, cães e gatos. Também com cães na família, acredita que é através da educação e do conhecimento sobre comportamento e saúde animal que se consegue o melhor para os animais e para quem vive com eles.

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