Caixa de areia do gato: tudo o que precisa para o seu melhor amigo

Fazer as necessidades fisiológicas na caixa de areia do gato é algo natural e instintivo desde cedo. Mas qual o impacto que pode ter no seu gato?

 
Caixa de areia do gato: tudo o que precisa para o seu melhor amigo
A caixa de areia deve estar localizada num local calmo e em que o gato não possa ser perturbado.

A caixa de areia do gato é algo que tem grande importância no dia-a-dia do seu felino. O tipo de areia, a limpeza, a disposição e localização da caixa são fatores que podem ter muita influência na qualidade de vida e diminuição de stress do seu felino.

Porque é que os gatos usam a caixa de areia?


Na vida selvagem, os gatos para além de serem predadores também são presas. Este facto é importante, pois, por esta razão, os gatos enterram as suas fezes e urina na areia para que os seus predadores não consigam detetar o seu odor.

Os gatos domésticos, ainda mantêm este comportamento, daí o uso das caixas de areia.

Tipos de areia existentes para gato


1. Areia granulada

areia do gato areia granulada

Este tipo de areia do gato é a mais básica, por norma a mais barata e está acessível em qualquer supermercado.

Esta areia é constituída por um mineral absorvente designado sepiolite. No entanto, é um absorvente de baixa qualidade. Liberta bastante pó o que pode ser prejudicial a gatos com asma ou outros problemas respiratórios.

Existem subtipos desta areia como por exemplo a areia perfumada. Há gatos que não toleram o cheiro e deixam de usar a caixa, portanto é aconselhável perceber se o seu gato gosta de areia perfumada antes de fazer a troca.

2. Areia de sílica

areia do gato areia silica

Este tipo de areia do gato é composta por microcristais de sílica com um poder de absorção elevada. No entanto, perde a sua capacidade de absorção se for exposta a uma grande quantidade de urina, sendo que é aconselhável a quem tem apenas um gato.

3. Areia aglomerante

areia do gato areia aglomerante

Esta areia do gato é composta por betonite, um tipo de argilas. É a areia com maior e mais rápida capacidade de absorção. Quando o gato urina, forma-se uma espécie de bola sendo mais fácil rentabilizar a areia retirando apenas a porção suja. Esta é também a areia que maior controla o odor.

Existem subtipos desta areia, como por exemplo areia aglomerante indicadora de infeção urinária, que pode ser útil em gatos com tendência para esta patologia ou em tratamento.

4. Pellets

areia do gato areia pellets

Este tipo de “areia” surgiu recentemente. É biodegradável e por isso “amigo do ambiente”, sem odores e isento de pó.

No entanto, como alguns gatos não estão habituados podem não aceitar esta mudança.

Caixa de areia do gato: quais os cuidados a ter


areia do gato caixa de areia

Para que o gato esteja confortável e utilize a caixa de areia é necessário ter vários fatores em conta.

Os gatos são seres bastante exigentes, nomeadamente com a caixa de areia. Portanto, basta apenas uma das coisas não estar de acordo com as suas preferências ou haver alguma alteração em relação ao que estava habituado, ainda que mínima, para que o gato deixe de querer utilizar a caixa de areia e passe a fazer as suas necessidades em locais inapropriados.

1. Tamanho da caixa

A caixa deve ser bem grande. O aconselhável é 1,5 vezes maior do que o tamanho do gato.

2. Local da caixa

O local da caixa de areia do gato deve ser bem ponderado. Deve ser um sitio calmo onde o gato possa estar tranquilo e sossegado. Os gatos não gostam de ser incomodados.

A comida e a água devem estar numa divisão da casa diferentes.

3. Número de caixas

Teoricamente o número ideal de caixas para garantir o bem-estar do gato deve ser  “n+1”, sendo “n” o número de grupos sociais dos gatos.

Os gatos são seres sociais e têm tendência em agrupar-se, daí que os gatos silvestres se juntem em colónias.

Em casas com mais do que um gato há tendência para se dividirem em grupos. Alguns sinais de que os gatos pertencem ao mesmo grupo social são:

  • Brincam juntos;
  • Dormem abraçados;
  • Lambem-se um ao outro;
  • Roçam-se um no outro.

É importante também que as caixas estejam em divisões diferentes da casa. Ainda que estejam em quantidade ideal, não devem ficar todas na mesma divisão.

4. Frequência da limpeza

A caixa de areia do gato deve ser limpa pelo menos uma vez por dia, e toda lavada no mínimo uma vez por semana.

5. Tipo de caixa

As caixas de areia do gato podem ser abertas ou fechadas, e dento das fechadas podem ter ou não porta. A maioria dos gatos prefere caixa fechada pois os gatos são adeptos de muita privacidade nesses momentos. É preciso apenas ter em atenção se o seu gato se habitua facilmente à porta porque há animais que têm receio e deixam de usar a caixa.

Conclusão…


O tipo de areia que escolher para o gato depende de vários fatores, como o custo, a preferência do tutor relativamente a odores e forma da areia, mas principalmente irá depender do gato, pois se o gato não gostar da areia não a irá usar. Se pretender mudar de tipo de areia do gato, deve primeiro experimentar se essa preferência está de acordo com os gostos do seu felino. E isto é válido para qualquer outro ponto relacionado com a caixa de areia do gato.

Para além do tipo de areia, todos os outros fatores referidos são de extrema importância para que o gato se sinta confortável e sem stress para usar a caixa de areia.

Caso o seu gato deixe de utilizar a caixa por algum motivo, deve consultar o seu médico veterinário porque existem certas patologias que se podem manifestar por alterações comportamentais, inclusive alterações como urinar e defecar em locais inapropriados. É importante procurar ajuda especializada logo que surja o problema.

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Dra. Patrícia Azevedo Dra. Patrícia Azevedo

Patrícia Azevedo é médica veterinária natural de Braga. Desde a sua infância que é apaixonada por animais e sempre teve a ambição de ser médica veterinária. Trabalhou como voluntária em associações de proteção e ajuda a animais errantes desde os 11 anos de idade . Iniciou o seu percurso como estudante desta área na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e concluiu os seus estudos no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Tem três gatos e uma cadela retirados da rua. Trabalha atualmente na sua cidade natal, em medicina e cirurgia de pequenos animais.

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