É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?

É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Esta questão é muito polémica e discutível, mas há quem defenda que sim. Vamos conhecer o poliamor. Saiba tudo.

É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?
O poliamor é um modelo de relacionamento diferente.

O amor é uma das mais intensas emoções humanas e tem uma importante papel na vida de todos nós, mas será possível amar duas pessoas ao mesmo tempo? Há quem diga que sim! Há quem defenda e se envolva em relações múltiplas, simultâneas e consentidas e desafie a monogamia vigente na sociedade.

Não falamos de swing ou de casos de infidelidade sexual. Falamos da possibilidade de amar duas pessoas, ou mais, sem exclusividade afetiva e sexual, com igualdade de direitos, não havendo lugar para traições, ilusões ou infidelidades, já que ninguém é enganado.

Para muitos de nós a monogamia é a opção mais natural e não sentimos capacidade de amar duas pessoas em simultâneo, no entanto, há quem o consiga e prefira fazer. Há especialistas que defendem que o ser humano não é monogâmico ou polígamo por natureza, defendendo que é a socialização que nos ensina a forma de pensar e selecionar os sentimentos, levando-nos a reprimir ou a permitir certo tipo de emoções.

É então provável que em algum momento da vida tenhamos tido sentimentos de amor e afeto dirigidos a mais que uma pessoa. Nessa situação, a maioria de nós tende a recriminar-se e a optar apenas por uma das relações e por um dos sentimentos.

Se a monogamia é o mais saudável e natural ou se a liberdade de amar duas pessoas ao mesmo tempo é o ideal, ninguém saberá responder de forma absoluta. A verdade é que a opção pelo poliamor ainda não é assumida por um grande número de pessoas, possivelmente por receio das consequências familiares, sociais e até profissionais que poderiam daí advir.

Poliamor: é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?


amar duas pessoas

Não é fácil definir poliamor, já que é possível encontrar variadas e diferentes definições. Todavia, vamos entender o poliamor como a prática, desejo ou aceitação de se ter mais do que uma relação íntima simultaneamente, com o conhecimento e consentimento de todas as pessoas envolvidas.

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É um tipo de relação que não segue a monogamia e em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. O poliamor não está relacionado com a procura desenfreada de novas relações, mas sim com o facto de essa possibilidade estar sempre em aberto.

Segundo o poliamor, é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, ou até mais. Este amor pode ser sexual, emocional, espiritual, ou qualquer combinação destes, sempre de acordo com os desejos e acordos das pessoas envolvidas. Pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Ninguém é enganado ou magoado, já que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. O principal mandamento não é a monogamia mas si a honestidade.

Em conclusão…


Nos últimos anos têm aumentando as investigações que visam perceber se uma relação baseada no poliamor tem mais consequências negativas ou positivas para aqueles que as praticam. Os dados disponíveis são ainda escassos e mais estudos são ainda necessários, no entanto, as pessoas que adotaram o poliamor parecem sentir-se seguras, capazes de partilhar exigências e preocupações, desenvolver relações baseadas na cooperação, na aceitação e na comunicação aberta.

Este fenómeno de democratização das relações íntimas parece estar a crescer e parece que cada vez mais pessoas procuram novas formas de viver as relações amorosas, longe das convenções sociais.

Em suma, em diversas culturas, ao longo dos tempos, existiram sempre diversas formas de expressão no que toca à relação entre as pessoas, pelo que não existe uma só modalidade de relação, única e universal. Assim, parecem ser cada vez as pessoas que manifestam que é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo, ou quem sabe mais.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!