Alimentação e Fibromialgia: o que comer para melhorar a sintomatologia

A fibromialgia pode ter uma sintomatologia variada que pode ser atenuada com alimentação saudável e de acordo com as necessidades nutricionais do doente.

Alimentação e Fibromialgia: o que comer para melhorar a sintomatologia
O que deve comer se tiver fibromialgia.

Ainda que os estudos sejam recentes, existe evidência relativamente à relação entre a alimentação e fibromialgia. Um aporte nutricional e hábitos alimentares adequados permitem uma maior gestão da doença e dos sintomas associados.

A fibromialgia é uma doença que afeta maioritariamente mulheres, caracterizada por fadiga, dor e tensão em pontos específicos do corpo. A sintomatologia pode ser variada e o diagnóstico nem sempre é fácil já que os sintomas podem confundir-se com os de outras condições clínicas.

Como tantas outras patologias, a fibromialgia prevê o apoio de uma equipa multidisciplinar, com profissionais de saúde capazes de dar resposta a cada caso e aos sintomas presentes. Na nova plataforma dor.com.pt pode também encontrar dicas sobre nutrição para as diferentes patologias que causam dor, inclusive para a lombalgia. Não deixe de visitar!

Alimentação e Fibromialgia: combater a fadiga


alimentacao e fibromialgia e alimentacao saudavel

A fadiga e o cansaço extremo são características comuns na fibromialgia. No geral, a manutenção de um peso adequado é fundamental e o aporte adequado de nutrientes é essencial para prevenir períodos de maior cansaço físico.

Seguem algumas estratégias fundamentais:

  • Comer de 3 em 3 horas e evitar longos períodos de jejum.
  • Manter os níveis de hidratação adequados: beber 2L de água, no mínimo, o equivalente a cerca de 10 copos de água.
  • Consumir 2-3 peças de fruta diariamente.
  • Incluir frutos secos e gorduras vegetais nas refeições principais e refeições intermédias.
  • Assegurar um aporte de proteína adequado: incluir sempre carne, peixe, ovos ou alternativas vegetais nas refeições principais.
  • Consumir lacticínios, de preferência na versão light ou com redução de gordura e açúcar.
  • Evitar alimentos processados e com elevado teor de açúcar refinado.
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e cafeína.

 

Alimentação e Fibromialgia: a evidência científica


refeicao completa

Não existe uma dieta específica para a fibromialgia no entanto, os estudos feitos até então referem a ligação entre a fibromialgia e os seguintes grupos de alimentos/componentes:

Glúten

Presença de sensibilidade: um estudo refere que doentes com fibromialgia, mesmo com teste negativo para a doença celíaca, podem apresentar sensibilidade ao glúten pelo que, nestes casos, o seu consumo pode ter de ser evitado. O aconselhamento com o médico ou nutricionista é fundamental.

O glúten está presente em alimentos com trigo, centeio e cevada e os produtos isentos encontram-se devidamente identificados nos rótulos.

Excitotoxinas

Conjuntos de aditivos, nomeadamente adoçantes como o aspartame e glutamato monossódico: um estudo refere que a restrição de alimentos com este tipo de aditivos (nomeadamente produtos como proteínas isoladas) demonstra melhorias significativas na sintomatologia em pessoas com fibromialgia.

FODMAPS

Oligossacáridos fermentáveis por bactérias intestinais: um estudo recente, levado a cabo por investigadores portugueses, revela que a restrição de alimentos ricos em FODMAPS melhora a sintomatologia em pessoas com fibromialgia e promove a perda de peso.

A lista de alimentos com FODMAPS é extensa, pelo que o seguimento com um nutricionista é essencial para se proceder à alteração dos hábitos alimentares de forma gradual e informada.

Conheça mais dicas de alimentação para outras patologias que causam dor, na plataforma dor.com.pt.

Veja também:

Nutricionista Margarida Beja Nutricionista Margarida Beja

Margarida Beja é Nutricionista (1859NE) e trabalha atualmente no Reino Unido na área da gestão de peso. Anteriormente, trabalhou também no âmbito da nutrição comunitária e nutrição clínica e esteve envolvida em projetos ligados à prevenção da obesidade infantil, coaching e marketing nutricional. É licenciada em Dietética e Nutrição pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.

O Vida Ativa disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento nutricional, de saúde ou de treino. O Vida Ativa não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui nem dispensa a assistência profissional qualificada e individualizada. Caso pretenda sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].