Publicidade:

As 8 alergias alimentares mais comuns na infância

São oito as alergias alimentares mais comuns na infância. Algumas delas, acabam por desaparecer à medida que a criança cresce, mas outras prevalecem mesmo na idade adulta.

As 8 alergias alimentares mais comuns na infância
São responsáveis por 90% das alergias em crianças

Existem oito alimentos que são responsáveis pelas alergias alimentares mais comuns na infância. As alergias alimentares podem causar reações sérias e, por vezes, reações mortais. Por isso, é importante saber reconhecer uma reação alérgica e estar preparado, caso aconteça.

O que são alergias alimentares?


A alergia é a resposta excessiva do sistema imunológico aos alergénios, partículas estranhas ao organismo mas habitualmente inócuas.

A alergia alimentar é frequentemente a primeira manifestação de doença alérgica. Na infância, a sensibilização desenvolve-se progressivamente de acordo com a exposição, sendo os alimentos as primeiras substâncias estranhas às quais a criança poderá desenvolver alergia.

É importante referir que o conceito de alergia é diferente do conceito de intolerância, tal como vamos ver no tópico seguinte.

Sinais e sintomas mais frequentes das alergias alimentares


alergias alimentares mais comuns na infancia sinais no rosto

Tal como vimos anteriormente, na alergia alimentar o corpo reage como se o alimento em particular fosse prejudicial. Como resultado, o sistema imunológico do corpo cria anticorpos para combater o alergénio alimentar.

De todas as vezes que a criança comer esse alimento (em alguns casos, basta respirar ou manipular), o corpo libera substâncias químicas como a histamina. Isso desencadeia sintomas alérgicos que podem afetar o sistema respiratório, o trato gastrointestinal, a pele ou o sistema cardiovascular.

Os sintomas podem incluir:

  • Barulho ao respirar;
  • Problemas respiratórios;
  • Tosse;
  • Rouquidão;
  • Aperto na garganta;
  • Dor de barriga;
  • Vómito;
  • Diarreia;
  • Comichão nos olhos;
  • Olhos inchados e/ou lacrimejantes;
  • Urticária;
  • Manchas vermelhas;
  • Inchaço;
  • Baixa pressão sanguínea, que causa tontura e/ou perda de consciência (desmaio).

Muitas vezes, as pessoas confundem alergias alimentares com intolerância alimentar devido aos sintomas semelhantes.

Na alergia há uma resposta imunológica imediata: o organismo cria anticorpos como se o alimento fosse um agente agressor e por isso os sintomas são generalizados.

Na intolerância alimentar o alimento não é digerido corretamente e, dessa forma, os sintomas surgem principalmente no sistema gastrointestinal. Estas reacções são desencadeadas por outros mecanismos que não implicam directamente o envolvimento do sistema imunológico.

Quais são as alergias alimentares mais comuns na infância?


Uma criança pode ser alérgica a qualquer alimento, mas estes oito alimentos enumeramos de seguida, são os alergénios mais comuns que respondem a 90% de todas as reações em crianças. São eles:

1. Leite

alergias alimentares mais comuns na infancia copo de leite

A alergia às proteínas do leite de vaca é a alergia alimentar mais frequente nos primeiros anos de vida de uma criança e resulta de uma resposta do sistema imunológico às proteínas existentes no leite de vaca, tal como o nome indica.

A prevalência estimada varia entre 2 e 3% no primeiro ano de vida e é inferior a 1% entre crianças com idade igual ou superior a 6 anos, sendo rara no adulto. Esta alergia é, em regra, uma condição transitória e só num limitado número de casos persiste para além do 2º ano de vida.

2. Ovos

alergias alimentares mais comuns na infancia ovos inteiros com casca

O ovo constitui uma fonte comum e excelente de proteínas, sendo mesmo considerado, a seguir ao leite materno, o alimento mais completo, possuindo todos os nutrientes necessários, como vitaminas, aminoácidos e minerais essenciais para manter a vida.

No entanto, o ovo é também um dos alimentos mais frequentemente responsáveis por reações alérgicas, particularmente em crianças.

A apresentação clínica da alergia ao ovo pode variar desde formas ligeiras a formas muito graves, de início muito rápido a mais tardio, devendo suspeitar-se desta alergia quando sintomas idênticos se repetem após a ingestão de ovo ou de alimentos que o contenham.

 3. Amendoim

alergias alimentares mais comuns na infancia amendoins sem casca

Os amendoins estão entre os alimentos que causam mais alergias alimentares. Um aspeto importante relativamente a esta alergia, é que muitas vezes, a reação ocorre devido à presença deste alimento em preparações, molhos, entre outros, que nem seria de esperar que tivesse a sua existência.

Apesar de serem leguminosas, as proteínas do amendoim são semelhantes em estrutura às dos frutos de casca rija. Por essa razão, as pessoas alérgicas ao amendoim também podem ser alérgicas a esses frutos.

Muitas pessoas superam algumas alergias alimentares ao longo do tempo (como alergias ao leite, ovo, soja e trigo), mas as alergias a amendoim podem ser vitalícias em muitos casos.

 4. Soja

alergias alimentares mais comuns na infancia soja

A soja é uma leguminosa e muito utilizada como alternativa a proteína animal.

Quando alguém que é alérgico à soja a ingere, o sistema imunológico do corpo reage exageradamente às suas proteínas. Mesmo que seja uma pequena preparação culinária com ligeiras quantidades de soja, o corpo reage negativamente e desencadeiam-se os mais variados mecanismos de defesa, como se a soja fosse um “invasor” prejudicial.

A alergia à soja é mais comum em bebés e crianças do que em adolescentes e adultos, apesar de se poder desenvolver em qualquer idade.

5. Trigo

alergias alimentares mais comuns na infancia farinha de trigo

O trigo é um cereal que está presente em muitos dos alimentos que são dados às crianças nos primeiros anos de vida, mas também é um dos que causa mais reações alérgicas.

Quando alguém é alérgico ao trigo, o sistema imunológico do corpo reage excessivamente às proteínas do trigo, acontecendo o mesmo que sucede com outros alimentos: o corpo pensa que essas proteínas são “invasores” prejudiciais e por isso responde causando sinais e sintomas indesejados.

A alergia ao trigo é mais comum em crianças do que em adultos, e muitas crianças parecem reverter a sua alergia ao trigo com o tempo.

De notar ainda que a alergia ao trigo é diferente da doença celíaca, que é uma doença crónica auto-imune relacionada com a permanente sensibilidade ao glúten. O glúten não é uma das proteínas do trigo que normalmente causa uma reação alérgica.

6. Frutos de casca rija

alergias alimentares mais comuns na infancia frutos de casca rija

Os frutos secos ou frutos de casca rija são todos os alimentos que na sua composição natural têm menos de 50% de água. São exemplos a amêndoa, a avelã, a noz, a castanha caju e o pistacho.

A utilização destes alimentos tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos, visto que são fontes de proteínas, fibras, minerais, vitaminas e propriedades antioxidantes, sendo cada vez mais recomendados em regimes de redução e controlo de peso.

Mas a alergia a frutos secos constitui um problema relativamente frequente: 0,6-1% da população é alérgica a pelo menos um fruto seco. Esta alergia afeta significativamente a qualidade de vida dos doentes, sendo geralmente grave, potencialmente fatal e raramente desaparece.

 7. Peixe

alergias alimentares mais comuns na infancia peixe no gelo

O peixe é uma importante fonte de proteínas e também de outros nutrientes com benefícios para a saúde, como os ácidos gordos ómega-3, vitaminas A, D, E e selénio. O seu consumo regular tem um efeito comprovado na saúde cardiovascular e poderá também ter outros benefícios ainda em estudo, nomeadamente ao nível do sistema nervoso.

Apesar de todas as suas vantagens nutricionais, o peixe também é um dos alimentos responsáveis por alergias alimentares mais comuns na infância.

A ingestão de peixe pode causar reações alérgicas ou não alérgicas. Estas últimas são mais frequentes e devem-se sobretudo à presença de toxinas ou à contaminação por agentes infeciosos, habitualmente resultante de falhas nos processos de refrigeração e conservação do peixe.

 8. Mariscos

alergias alimentares mais comuns na infancia travessa com marisco

O aumento do consumo de produtos vindos do mar (peixe e mariscos) tem-se acompanhado de reações adversas a esses alimentos. Os mariscos englobam crustáceos e moluscos, e fazem parte da lista de alergias alimentares mais comuns na infância.

As reações adversas causadas pela ingestão de marisco podem ser também alérgicas ou não alérgicas, tal como acontece com o peixe. Estas últimas são mais frequentes e podem ser provocadas por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas que contaminam os mariscos, podendo assemelhar-se nas suas manifestações clínicas a uma reação alérgica. 

Como podem ser tratadas as alergias alimentares?


alergias alimentares mais comuns na infância xarope

As crianças que possuem um diagnóstico de alergia alimentar possuem, geralmente, um plano de tratamento desenvolvido pelo alergologista.

Não havendo cura para as alergias alimentares mais comuns na infância (nem para as restantes), o tratamento  por norma, passa por evitar o alergénio e todos os alimentos que o contêm e consultar todos os rótulos dos alimentos para confirmar que não existem os alimentos a evitar.

Existem medicamentos que podem tratar tanto os sintomas menores como os graves. Os anti-histamínicos podem ser usados para tratar sintomas como urticária, corrimento nasal ou dor de barriga causada por uma reação alérgica.

Para casos de emergência, o médico poderá prescrever um auto-injetor de epinefrina, que é um medicamento que vem num recipiente pequeno. É fácil de transportar e de usar, e o médico normalmente mostra como se deve manusear.

Veja também:

Nutricionista Inês Sanches Nutricionista Inês Sanches

Inês Sanches é licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto. Colaborou com as Instituições Sociais de Solidariedade Social, Qualificar para Incluir e Centro Social de Ermesinde e fez parte da equipa de Nutrição do projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto durante 1 ano.

O Vida Ativa disponibiliza e atualiza informação, não presta serviços de aconselhamento nutricional, de saúde ou de treino. O Vida Ativa não é proprietário nem responsável pelos produtos e serviços de terceiros apresentados, por conseguinte não será responsável por quaisquer perdas ou danos que possam resultar de quaisquer imprecisões ou omissões. A informação está atualizada até à data apresentada na página e é prestada de forma geral, tratando-se de textos meramente informativos, pelo que não constitui nem dispensa a assistência profissional qualificada e individualizada. Caso pretenda sugerir uma atualização, por favor, envie-nos a sua sugestão para: [email protected].