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Os perigos dos ácidos gordos trans: evite-os ao máximo

Sabia que o consumo de ácidos gordos trans pode trazer vários malefícios para a sua saúde? Conheça os perigos deste tipo de gordura e evite-a no dia-a-dia..

Os perigos dos ácidos gordos trans: evite-os ao máximo
Saiba porque deve evitar estas gorduras

Com certeza que já ouviu que existem gorduras saudáveis e outras que são prejudiciais para a saúde. É verdade que é essencial para um saudável funcionamento do organismo incluir gordura na alimentação diária, conforme se pode ver na Roda dos Alimentos, mas nem todos os tipos de gordura têm interesse para nós. Os ácidos gordos trans são um desses exemplos de gorduras a evitar.

O que são os ácidos gordos trans?


acidos gordos trans alimentos com gorduras trans

Os ácidos gordos trans são um tipo de gordura incluída nos ácidos gordos insaturados. Podem estar naturalmente presentes nos alimentos, mas também ser produzidos industrialmente, através de processos de hidrogenação, no sentido de tornar os alimentos que os contêm mais apelativos, por melhorarem a sua textura, sabor, durabilidade e resistência ao aquecimento. São exemplos deste tipo de alimentos os inúmeros produtos industrializados que encontramos nos supermercados, tais como bolachas, batatas fritas, snacks, doçaria, refeições pré-confecionadas e margarinas.

O aquecimento e fritura dos óleos vegetais a altas temperaturas também são responsáveis pela formação deste tipo de gordura. Para além disso, alimentos provenientes de animais como a vaca, a ovelha e a cabra (carne ou laticínios) também têm na sua constituição ácidos gordos trans; no entanto, em muito menor quantidade do que a presente nos produtos anteriormente referidos.

Já durante o ano de 2019, a Comissão Europeia publicou informação acerca desta temática, que estabelece que o teor de ácidos gordos trans nos alimentos não deve exceder os 2g por 100g de gordura. Esta informação será concerteza um passo significativo para reduzir o consumo deste tipo de gordura e, consequentemente, diminuir o risco de desenvolvimento das complicações associadas.

Os 5 principais perigos do consumo de ácidos gordos trans


Não existem dúvidas que este tipo de gordura deve ser evitado por todos nós. Isto porque, associados ao seu consumo, existem vários riscos para a saúde, tais como:

1. Doenças cardiovasculares

acidos gordos trans homem com enfarte do miocardio

O desenvolvimento de complicações cardiovasculares, como o enfarte, a aterosclerose e o acidente vascular cerebral, é o perigo mais frequente e preocupante associado ao consumo deste tipo de gorduras.

Existe, portanto, uma maior incidência de doenças cardiovasculares, uma vez que os ácidos gordos trans contribuem para o aumento dos níveis de colesterol LDL (o “mau” colesterol) e de triglicerídeos, e para a redução dos níveis de colesterol HDL (o “bom” colesterol).

2. Obesidade

acidos gordos trans mulher com obesidade

De uma forma geral, a gordura é um nutriente altamente energético (o mais calórico), daí o seu consumo dever ser feito de forma reduzida e controlada (1g de gordura fornece cerca de 9kcal).

Assim, o consumo em excesso de gordura poderá implicar um aporte energético bem superior ao necessário, contribuindo para um aumento significativo de peso e aparecimento de todas as co-morbilidades a ele associadas.

3. Diabetes

acidos gordos trans medicao da glicemia

Estudos demonstram que os ácidos gordos trans também poderão ter um efeito prejudicial na resistência periférica à insulina, contribuindo para o desenvolvimento ou agravamento da diabetes.

4. Complicações durante a gestação

acidos gordos trans gravida com mao na barriga

Apesar do reduzido número de estudos efetuados que relacionem o consumo de ácidos gordos trans com a saúde materno-infantil, a literatura permite tirar algumas conclusões acerca dos seus malefícios, mesmo que não possa ser estabelecida uma recomendação específica deste tipo de gorduras para grávidas.

O tecido do cordão umbilical tem a capacidade de incorporar os ácidos gordos trans em circulação no sangue materno, o que poderá comprometer o crescimento do feto e o desenvolvimento da função psicomotora.

Para além disso, existe uma relação entre o consumo deste tipo de gordura e o aumento do risco de pré-eclâmpsia, uma complicação caracterizada por pressão arterial alta da gestante, que poderá ter elevados riscos para a saúde da grávida e do feto.

5. Depressão

acidos gordos trans mulher com depressao

Existem ainda evidências que relacionam o consumo de ácidos gordos trans com o risco de depressão. Este facto tem vindo a ser explicado pelo facto deste tipo de gordura contribuir para uma produção aumentada de citocinas, que poderão comprometer o normal funcionamento da transmissão nervosa e a normal produção de serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar).

Como identificar estes tipos de gorduras trans?


acidos gordos trans ler rotulos de embalagem

Para além de compreender o que são os ácidos gordos trans e quais os perigos para a sua saúde, é muito importante que saiba como identificar este tipo de gorduras. Grande parte das vezes os ácidos gordos trans surgem nos rótulos dos produtos alimentares com outras denominações, pelo que é fundamental que se mantenha informado e que saiba interpretar a informação que lhe fornecem.

De entre essas denominações, podem destacar-se, por exemplo:

  • Gordura totalmente hidrogenada;
  • Gordura parcialmente hidrogenada;
  • Óleos totalmente hidrogenados;
  • Óleos parcialmente hidrogenados;
  • Margarina vegetal hidrogenada.

 

Em suma…


Não restam dúvidas que um consumo elevado de ácidos gordos trans está associado ao desenvolvimento de várias doenças, principalmente do foro cardiovascular. Nesse sentido, não deixe de ler bem os rótulos dos produtos alimentares antes de os comprar e procurar alternativas que lhe permitam diminuir a ingestão deste tipo de gorduras, nomeadamente junto do seu nutricionista.

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Nutricionista Carolina da Costa Arcanjo Nutricionista Carolina da Costa Arcanjo

Mulher, tripeira e Nutricionista (C.P. 2181N). É licenciada em Ciências da Nutrição pela Universidade Católica Portuguesa e autora do blog "Comer para crer". Desenvolveu atividade em várias áreas da Nutrição, mas a paixão pela área clínica e pela comunicação tem prevalecido.

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