Varicela: o que fazer quando as bolhinhas aparecem

A varicela é uma das doenças mais comuns e contagiosas. De tal modo que mais de 90% das pessoas que não tenham tido a doença, são infetadas quando contactam com o vírus.

Varicela: o que fazer quando as bolhinhas aparecem
Saiba o que fazer e aprenda sobre os períodos de contágio.

A varicela é causada pelo vírus Herpes varicella zoster, e surge pelo contacto direto com pele infetada ou através das partículas de saliva, transmitidas pela tosse ou espirros de alguém infetado.

SINTOMAS DA VARICELA


sintomas varicela

Os sintomas da infeção são:

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  • Aparecimento de erupções em forma pontos e manchas rosadas;
  • Prurido (comichão);
  • Febre;
  • Dor abdominal;
  • Falta de apetite;
  • Corrimentos nasal;
  • Tosse;
  • Dores de cabeça;
  • Mal-estar geral.

As erupções enchem-se rapidamente de um líquido claro, formando bolhas de parede muito fina que se rompem, formando pequenas lesões na pele que secam formando uma crosta. A crosta acaba por desaparecer, normalmente sem deixar marcas.

Uma pessoa doente pode apresentar entre 20 a mais de 1000 destas lesões, mas o normal situa-se entre as 250 e as 500. Esta erupção provoca uma comichão intensa, o que origina irritabilidade durante o dia e falta de sono durante a noite.

Surge habitualmente pelos braços e pernas, atingindo frequentemente todo o corpo incluindo o rosto, couro cabeludo e até a zona da fralda.

QUANTO TEMPO DURA O PERÍODO DE CONTÁGIO DA VARICELA?


O risco de transmissão começa cerca de dois dias antes do aparecimento das lesões cutâneas e só termina quando todas as lesões se encontram em fase de crosta.

O risco é mais elevado em situações de contacto íntimo ou de permanência em ambientes fechados (infantários, salas de aula, salas de espera de consultórios, enfermarias…).

Assim, na eventualidade de se ter que levar uma criança com o vírus ativo a um consultório médico, é importante avisar na receção ou a equipa de enfermagem, para que possam tomar medidas de modo a evitar o contacto com outras crianças.

Se ocorrer um contacto intrafamiliar a probabilidade de vir a desenvolver a doença é muito grande (cerca de 90%), pelo que o aparecimento de um caso numa família implica, em geral, o contágio de todos os membros não imunes (que nunca tiveram a doença).

Portanto, é essencial o isolamento da criança infetada com varicela até que as bolhas sequem por completo.

O período de incubação, isto é, o tempo entre o contacto com a pessoa infetada e o aparecimento da doença, pode ir de 10 a 21 dias.

PREVENÇÃO DA VARICELA? VACINAR?


varicela e vacinacao

Um adulto que não tenha varicela em criança, é suscetível de contrair a doença e, geralmente com sintomas mais acentuados, portanto, deve ponderar-se a sua vacinação.

As crianças com mais de 12 meses podem ser vacinadas, com uma dose única. A partir dos 13 anos, é aconselhada a administração em 2 doses com um intervalo de 6 a 10 semanas entre elas.

A vacina, embora não garanta 100% de proteção, permite que, mesmo que ocorra varicela, seja muito mais ligeira.

Não pode ser administrada a imunodeprimidos, grávidas, menores de 1 ano ou a indivíduos submetidos a terapêutica com salicilatos. Não devem ser prescritos salicilatos até 6 semanas após a vacinação, dado que pode provocar uma condição grave chamada síndrome de Reye.

Não faz parte do Plano Nacional de Vacinação, mas está disponível nas farmácias.

TRATAMENTO DA VARICELA – CONSELHOS ÚTEIS


analgesicos

O tratamento da varicela passa, essencialmente, pelo controlo e alívio dos sintomas.

  • Para aliviar a comichão: Banhos de água morna com substâncias calmantes à base de calamina ou aveia. A utilização de loções aplicadas diretamente nas lesões também é benéfica. No rosto, há que ter o máximo de cuidados para não haver contacto com os olhos.
  • A febre e as dores podem ser controladas mediante o recurso a analgésicos (paracetamol).
  • Se necessário, poderão ser utilizados medicamentos anti-histamínicos para controlar o prurido e, nos casos maios graves, anti-virais.
  • Evitar que se cocem: cortar as unhas da criança bem curtas para evitar lesões.
  • Alimentação: manter as refeições habituais, tendo em atenção que poderá haver falta de apetite. Neste caso, incentivar a beber água e sumos frescos com fruta.
  • O repouso é também igualmente útil.

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Cátia Rocha Cátia Rocha

Cátia Rocha é farmacêutica. Como apaixonada pela profissão, acredita na importância da educação para a saúde e num papel interventivo dos profissionais de modo a transmitir conhecimentos que considera importantes e fundamentais para o bem-estar da população. É Mestre em Ciências Farmacêuticas pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte e exerce atualmente o cargo de farmacêutica na Farmácia Agra.