Transtorno obsessivo compulsivo: sintomas e tratamento

O transtorno obsessivo compulsivo é uma condição de saúde mental em que uma pessoa tem pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Afeta homens, mulheres e crianças e pode desenvolver-se em qualquer idade, embora geralmente esta doença comece a manifestar-se durante o início da idade adulta. Conheça melhor este problema.

Transtorno obsessivo compulsivo: sintomas e tratamento
O transtorno obsessivo compulsivo é angustiante, mas existem tratamentos.

O transtorno obsessivo compulsivo é um tipo de distúrbio de ansiedade que se caracteriza basicamente por obsessões, compulsões ou uma modalidade mista destes dois sintomas.

As obsessões são ideias ou pensamentos intrusivos, invasivos e recorrentes, que surgem na mente do paciente sem que ele tenha controlo sobre isso.

As compulsões são comportamentos ritualísticos, portanto repetitivos, e tem por objetivo, neutralizar as obsessões ou pensamentos intrusivos, causando alívio temporário à angústia gerada por estes pensamentos obsessivos. A função do ritual é baixar a ansiedade, mas ao mesmo tempo, este torna-se um hábito constante na vida do indivíduo.

Ou seja, os rituais são estratégias para parar o pensamento obsessivo. Funcionam até ao próprio pensamento voltar a perturbar novamente, num ciclo sem fim.

É, de facto, uma doença paralisante e incapacitante e que afeta todas as áreas da vida. No entanto, é possível controlar e tratar, tendo sempre a noção que o tratamento é prolongado, podendo durar de 3 a 6 meses.

SINAIS E SINTOMAS DO TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO


transtorno obsessivo compulsivo e obsessao pelas limpezas

Os sintomas variam entre obsessões, compulsões ou ambos. Estes sintomas podem interferir com todos os aspetos da vida, como trabalho, escola e relacionamentos pessoais.

As obsessões são pensamentos repetidos, impulsos ou imagens mentais que causam ansiedade. Sintomas comuns incluem:

  • Medo de germes ou contaminação;
  • Pensamentos agressivos em relação aos outros ou a si mesmo;
  • Ter tudo organizado de forma simétrica ou numa ordem perfeita.

As compulsões são comportamentos repetitivos em resposta a um pensamento obsessivo. Compulsões comuns incluem:

  • Limpeza excessiva e/ou lavagem das mãos;
  • Verificar repetidamente verificando coisas como se a porta está trancada ou se o forno está desligado;
  • Contagem compulsiva.

Assim, pessoas que sofram de transtorno obsessivo compulsivo não conseguem controlar os seus pensamentos ou comportamentos, mesmo quando esses pensamentos ou comportamentos são reconhecidos pelas próprias como excessivos.

Algumas pessoas também apresentam um transtorno com tiques. Os tiques motores são movimentos repentinos, breves e repetitivos, como piscar os olhos e outros movimentos oculares, encolher os ombros e movimentar a cabeça ou os ombros. Tiques vocais comuns incluem sons repetitivos de limpeza da garganta, farejamento, entre outros.

TRATAMENTO DO TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO


Tipicamente é tratado com medicação, psicoterapia ou uma combinação dos dois.

Exemplos de medicamentos utilizados no tratamento são os antidepressivos tricíclicos e inibidores seletivos da recaptação da serotonina.

Frequentemente requerem doses diárias mais altas no tratamento do transtorno obsessivo compulsivo do que na depressão.
Medicamentos antipsicóticos podem também ser úteis no tratamento.

Psicoterapia

mulher em psicoterapia

A psicoterapia pode ser um tratamento eficaz para adultos e crianças com o tratamento do transtorno obsessivo compulsivo. Pesquisas mostram que certos tipos de psicoterapia, incluindo terapia cognitivo-comportamental e outras terapias relacionadas (por exemplo, treino de reversão de hábitos) podem ser tão eficazes quanto a medicação.

Ajuda familiar

ajuda de amigos e familiares

O tratamento do transtorno obsessivo compulsivo deverá ser obrigatoriamente sistémico, ou seja, atuar em todos os pontos, inclusivamente no apoio familiar.

Para este fim, é necessário orientar os familiares e as pessoas que convivem com o paciente para que estes não se acomodem com os sintomas e nem os reforcem. Por outras palavras, a família não deve compactuar com as manias e os rituais.

Por exemplo: a regra é lavar as mãos apenas uma vez antes das refeições e não várias vezes; não ter exclusividade de talheres e copos se estes estiverem devidamente higienizados. Para uma maior eficácia, o tratamento deve estender-se da clínica para a residência do paciente através do grupo de apoio social.

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