Síndrome dos ovários poliquísticos

Síndrome dos ovários poliquísticos

Tudo o que precisa saber.

Os ovários poliquísticos não são uma sentença de infertilidade. Se é o seu caso, saiba o que pode fazer.

O síndrome de ovários poliquísticos atinge cerca de 10% as mulheres mas não deve ser encarado com uma condição definitiva. Na verdade, nada mais é do que um ovário preguiçoso que, ainda que apresente vários folículos na sua estrutura, estes teimam em não se desenvolver. Apesar desta condição, é possível resolver e auxiliar a mulher no caminho da fertilidade.

Trata-se de um distúrbio endócrino que, tal como o nome indica, altera os níveis hormonais e pode levar à formação de quistos. As causas ainda não são conhecidas mas supõe-se que resulta de uma herança genética e com a produção de insulina em excesso.
 

O que são os folículos?


 
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Antes de continuar, importar esclarecer que os folículos fazem parte da estrutura do ovário e é onde estão alojados os óvulos maduros.

Durante a fase folicular, que começa no primeiro dia do ciclo, está a menstruar, os seus ovários estão em repouso, o estrogénio e a progesterona estão em níveis reduzidos e o endométrio, a parede do útero, está fina.

Nesta fase, a glândula pituitária, a hipófise, começa a produzir a hormona FSH, responsável pela secreção de estrogénio e por estimular os folículos para que se desenvolvam e amadureçam. Sete dias após o início do ciclo, será possível detectar, através de uma ecografia, vários folículos, com cerca de 9 a 10 milímetros onde se espera que existam óvulos maduros, prontos a ser fecundados pelo espermatozoide.

 

Síndrome dos ovários poliquísticos vs Ovários poliquísticos



Há uma grande confusão quando se fala de ovários poliquísticos e do respectivo síndrome. É caso para dizer: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Apesar dos dois terem algumas semelhanças, não são a mesma coisa e importa conhecer as diferenças.

 

1. Ovários poliquísticos têm um número anormal de folículos

Enquanto que a síndrome é uma doença relacionado com um desequilíbrio hormonal, os ovários poliquísticos podem apenas estar relacionados com um desvio da norma no que diz respeito ao número de folículos e não são, necessariamente, uma doença.
 

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2. Ovários poliquísticos são mais comuns do que a síndrome

Enquanto que uma em cada 10 mulheres tem síndrome dos ovários poliquísticos, o número de mulheres que tem ovários poliquísticos é bastante superior, podendo chegar ao 30%. A maioria das mulheres não chega a dar conta desta condição porque ovários poliquísticos podem não apresentar sintomas.
 

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3. Ovários poliquísticos surgem mais tarde do que a síndrome

Quem tem ovários poliquísticos, apenas desenvolve valores anormais de folículos cerca dos vinte anos. Já quem sofre de síndrome de ovários poliquísticos, começa a notar os primeiros sintomas   (hirsutismo, acne excessiva, problemas de peso) na adolescência.
 

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4. Há outros causas para os ovários poliquísticos 

As questões metabólicas que provocam a síndrome também estão relacionadas com os ovários poliquísticos mas não são a única causa. Ainda que não sejam consensuais, há explicações que apontam para uma relação com o hipotiroidismo, assim como sugerem que esta seja uma condição à nascença que pode evoluir para a síndrome e cuja evolução está relacionada com a alimentação e exercício físico.
 

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5. Mulheres com ovários poliquísticos podem engravidar

As mulheres com ovários poliquísticos, após tratamento, conseguem engravidar enquanto que as mulheres com a síndrome têm bastantes mais dificuldades. Além disso, aqueles que conseguem engravidar, normalmente, sofrem abortos espontâneos. 

Os valores hormonais estão de tal forma desequilibrados que os óvulos não são libertos dos folículos e, quando o são, ainda não estão maduros.  Enquanto que as mulheres que apenas têm ovários poliquísticos, como têm os valores hormonais normais, conseguem engravidar e levar a gravidez a termo.


 

Quais são os sintomas do síndrome dos ovários poliquísticos?



Se é portadora do síndrome de ovários poliquísticos, há alguns estão associados a esta condição que importa saber:
  • Acne
  • Ciclos irregulares
  • Dificuldade para engravidar
  • Aumento de pelos (rosto, peito, barriga)
  • Não há ovulação
  • Obesidade
 

Como diagnosticar o síndrome dos ovários poliquísticos?




Para o diagnóstico, basta análises ao sangue, uma ecografia e, por vezes, apenas o toque já que o ovário poliquístico aumenta para o dobro. Assim, entre o terceiro e o quinto dia do ciclo da mulher é feita uma ecografia para perceber a quantidade e dimensão dos folículos.

São também feitas análises ao sangue, entre o 2º e o 3º dia do ciclo, para avaliar o nível das hormonas (FSH, LH, Estradiol, TSH, S-DHE, Testosterona total, 17-OH progesterona).

 

Como tratar o síndrome dos ovários poliquísticos?



De acordo com o quadro clínico, é possível controlar a síndrome com recurso a medicamentos. Anticoncepcionais e antidiabetogénicos orais protegem os ovários e impedem a formação de microquistos, assim como reduzem os níveis de hormonas masculinas e de insulina.

No caso de mulheres que queiram engravidar é necessário o recurso a estimulantes hormonais, indutores da ovulação. Seja qual for o caso, é fundamental que seja acompanhada pelo seu médico. 
 

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