Síndrome de Asperger: compreenda melhor esta perturbação

A Síndrome de Asperger é uma perturbação do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação e relacionamento. É pouco comum.

Síndrome de Asperger: compreenda melhor esta perturbação
Descubra e explore esta desordem pouco comum.

A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética, definida como uma disfunção do desenvolvimento, que se manifesta sobretudo na interação social, na comunicação e no relacionamento.

A grande diferença entre esta síndrome e o autismo “puro” é o facto de os portadores não apresentarem atraso global no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem.

Embora seja uma disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico, pelo que o diagnóstico se baseia num conjunto de critérios comportamentais.

Esta síndrome, de etiologia desconhecida, tem como principais características a deficiente aquisição de competências sociais, uma inteligência normal ou acima da médica, com fraca coordenação e os interesses dos portadores desta síndrome são muito restritos ou sofrem de preocupações obsessivas.

As principais características do síndrome de Asperger foram enunciadas por Lorna Wing, em 1983, num artigo em que descreveu uma série de casos clínicos.

Os sintomas podem tornar-se evidentes a partir do 3º ano de vida.

Descubra mais sobre esta perturbação.

Síndrome de Asperger: informações importantes


1. Quais as causas da Síndrome de Asperger?

Não se conhecem as causas desta perturbação, mas admite-se que poderá ter um componente genético.

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Parece existir alguma associação com alterações na estrutura cerebral.

Ao contrário do que se possa pensar, as vacinas não são a causa desta síndrome, nem de outras formas de autismo.

2. Como se manifesta esta síndrome?

síndrome de asperger sintomas

Entre várias características, podem ser destacadas as mais comuns, que se manifestam em crianças, jovens ou adultos.

São elas:

  • Dificuldade no relacionamento social;
  • Dificuldade na comunicação verbal e não-verbal;
  • Interpretação literal da linguagem;
  • Dificuldade ao nível do pensamento abstrato;
  • Rigidez de pensamento;
  • Dificuldade na empatia;
  • Comportamentos rotineiros ou repetitivos;
  • Interesses limitados e especiais;
  • Peculiaridades do discurso e da linguagem;
  • Hipersensibilidade aos estímulos sensoriais;
  • Descoordenação motora;
  • Dificuldade de autorregulação emocional.

Ao contrário do autismo infantil, na síndrome de asperger os interesses são, frequentemente, mais direccionados por áreas intelectuais especificas

3. Como se diagnostica a Síndrome de Asperger?

síndrome de asperger manifestações

Os sintomas da doença variam bastante. O diagnóstico da síndrome de Asperger pode ser difícil.

Um número elevado de crianças com esta perturbação chega a adulto sem nunca ter sido avaliada, diagnosticado ou trato, levando a apresentações psicopatológicas no adulto que colocam algumas dificuldades diagnósticas.

A avaliação deve ser realizada por médicos especializados e passa pela avaliação clínica e psicológica, bem como por um conjunto de testes que avaliam as diversas competências.

O diagnóstico requer o preenchimentos de alguns critérios internacionalmente definidos, tais como:

  • Ausência de atraso na linguagem;
  • Ausência de contacto visual
  • Postura corporal invulgar;
  • Dificuldade em fazer amigos;
  • Preocupação com um determinado assunto;
  • Desinteresse em jogos interativos, no caso das crianças;
  • Atitude inflexível face à mudança.

4. Como tratar a Síndrome de Asperger?

síndrome de asperger tratamento

Os sinais fundamentais não podem ser tratados. Em muitos casos, é benéfica uma intervenção especializada, orientada para os aspetos comportamentos e para a melhoria das competências sociais.

Os diversos aspetos da linguagem, da postura, comunicação e socialização podem ser melhorados, bem como a capacidade de reconhecer os sentimentos e as emoções dos outros.

Não existe medicação específica para esta síndrome. No entanto, em alguns casos, a utilização de medicamentos para a ansiedade, depressão ou hiperatividade pode ser uma ajuda.

O tratamento assenta, essencialmente, em processos psicoterapêuticos individualizados. Deve incluir, de forma geral, as seguintes áreas:

  1. Competências sociais: trabalhadas a partir da utilização de técnicas cognitivo-comportamentais. Devem ser desenvolvidas estratégias para lidar com eventuais situações, explicando quais devem ser as atitudes e comportamentos a adoptar.
  2. Linguagem: é importante que a linguagem corporal e expressão facial sejam trabalhadas.
  3. Interesses e rotinas: o interesse ao qual a pessoa se dedica especialmente deve ser abordado numa perspectiva de aplicação construtiva e controlando, quando possível, o tempo que a crianças despende com ele.
  4. Motricidade: a coordenação dos membros e equilíbrio na marcha e corrida, bem como na escrita e desenho, devem ser trabalhados desde cedo para melhorar as competências motoras e impedir o seu agravamento.
  5. Competências cognitivas: a flexibilidade no pensamento deve ser estimulada, treinando a capacidade de pensar em alternativas e estimulando a imaginação e o pensamento criativo.
  6. Sensibilidade sensorial: deve trabalhar-se a sensibilidade auditiva, tátil, visual, gustativa e dolorosa.

5. Como se previne a Síndrome de Asperger?

Não existe forma de prevenir esta perturbação.

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