Sal do Himalaia vs Sal normal de mesa: serão assim tão diferentes?

Sal do Himalaia vs Sal Normal: descubra as diferenças e as semelhanças, e se vale a pena a troca, no nosso artigo.

Sal do Himalaia vs Sal normal de mesa: serão assim tão diferentes?
Será que o sal do Himalaia adiciona realmente mais valor à sua alimentação?

O sal do Himalaia é, atualmente, considerado o sal mais puro e com maior valor nutricional que existe disponível, sendo classificado como bastante melhor para a saúde do que o sal normal de mesa.

Mas será mesmo assim? Os benefícios serão reais ou apenas uma mera ilusão de marketing? Vamos então fazer a comparação sal do himalaia vs sal normal de mesa, de acordo com a evidência cientifica mais recente.

Sal do Himalaia vs Sal normal – O papel na saúde cardiovascular


sal do himalaia vs sal normal

Em primeiro lugar é importante referir que, independentemente do tipo de sal e da fonte, qualquer sal tem mais de 97% de cloreto de sódio. O resto dos elementos / minerais estão presentes em quantidades residuais e apresentam pouco ou nenhum impacto na saúde dos consumidores.

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Como tal, nunca é demais relembrar que apesar de o sal desempenhar um papel essencial para a saúde, tem de ser consumido de forma moderada.

Dose diária recomendada de sal

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a ingestão diária de sal (qualquer tipo) não deverá ultrapassar as 5 gramas, no caso de um adulto, quantidade esta que é equivalente a uma colher de chá.

Tudo o que ultrapassa esta quantidade já é considerado excessivo, podendo desencadear o aparecimento de alguns problemas de saúde, nomeadamente, doenças cardiovasculares e sobrecarga a nível renal.

No entanto, uma redução drástica do consumo de sal também não é recomendada, visto que também tem efeitos negativos na saúde, principalmente o aumento da resistência à insulina e dos triglicerídeos.

Como tal, os efeitos do sal na saúde parecem seguir uma curva em U, sendo que um consumo de sal inferior a 2.7g/dia parece também aumentar o risco de doença cardiovascular e mortalidade geral. O consumo ideal situa-se entre os 2,7g-5g sal / dia.

Posto isto, a primeira ideia que importa salientar é que seja sal do Himalaia ou sal de mesa, todo o sal tem um papel relevante no aumento da pressão arterial e todo o consumo de sal deve ser moderado. Como tal, neste aspeto, o sal do Himalaia não é melhor nem pior do que o sal normal.

Sal do Himalaia vs Sal normal – Grau de pureza e contaminantes tóxicos


sal normal de mesa

Outro dos benefícios apontados ao sal do Himalaia por oposição ao sal de mesa é a sua pureza e o facto de ser mantido nas condições originais.

De facto, uma vez que este sal sofreu maturação sobre pressões tectónicas intensas, os cristais permaneceram no seu estado puro ao longo do tempo.

No entanto, e por comparação, também o sal de cozinha é composto por mais de 97% de cloreto de sódio, não existindo muito mais “compostos” tóxicos adicionados.

Pode ser adicionado silicato de alumínio e de sódio ou carbonato de magnésio para manter o “sal solto”; ou iodeto de potássio para suplementar as zonas geográficas onde a alimentação é pobre em iodo.

Fora isso, é, efetivamente, um dos alimentos mais “puros” que ingerimos. Como tal, mais uma vez, não justifica a sua troca.

Sal do Himalaia vs Sal normal – teor em minerais


sal rosa do himalaia

Como já referido anteriormente e ao contrário do sal normal de cozinha, o sal do Himalaia é considerado um sal puro, ou seja, livre de toxinas e poluentes.

Na teoria, a sua cor rosa e o seu elevado valor nutricional, devem-se ao elevado teor de minerais (cerca de 84) presentes na sua composição, nomeadamente o ferro, potássio, enxofre, fósforo, magnésio, iodo, crómio, cobre, selénio, zinco, carbono, que acarretam inúmeros benefícios para o organismo.

No entanto, segundo dados mais recentes, o sal do Himalaia não possui os aclamados 84 minerais (possui menos), sendo que alguns dos minerais que possui são radioativos ou podem ser considerados tóxicos para o organismo (por exemplo, rádio, urânio, mercúrio, chumbo).

Não obstante, importa sempre reforçar que, do ponto de vista de nutrientes, a concentração de minerais em qualquer tipo de sal (sódio à parte) é muito pequena quando comparada às nossas necessidades nutricionais, não podendo o sal do Himalaia ser usado como fonte primordial dos minerais mencionados.

Desta forma, também neste campo, o sal dos Himalaias não vence a “batalha” contra o sal de mesa tradicional.

Considerações finais


O único ponto que efetivamente pode diferir mais entre os dois tipos de sal é o sabor. O sal do Himalaia tem um sabor mais forte e característico.

No entanto, sendo o sabor um parâmetro subjetivo, cabe a cada um decidir se isso justifica ou não pagar um valor muito mais elevado pelo sal.

A nível de impacto na saúde, ambos os tipos de sal, quando consumidos em excesso, são prejudiciais, principalmente para a saúde cardiovascular por afetarem, de forma significativa, a pressão arterial.

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Rita Lima Rita Lima

Rita Lima é nutricionista e trabalha, atualmente, nos ginásios Urban Fit de Ermesinde, Antas Prime Fitness e CulturaFit Club no Porto. Durante 2 anos colaborou no projeto Dragon Force do Futebol Clube do Porto e com o Boavista Futebol Clube. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e frequentou o Curso de Nutrição no Desporto na mesma faculdade.