10 Razões para poupar o bebé recém-nascido de visitas

10 Razões para poupar o bebé recém-nascido de visitas

Seja firme, pelo seu bebé.

Gerir as visitas a um bebé recém-nascido não é tarefa fácil, mas deixamos-lhe 10 razões pelas quais deve preservar o seu bebé nos primeiros tempos.

Toda a gente adora a chegada de um bebé recém-nascido, é como se a esperança no mundo renascesse a cada nascimento, porém, este entusiasmo, muitas vezes, é um verdadeiro transtorno na vida dos pais e do bebé.

As visitas são bem intencionadas, no entanto, na maioria das vezes, os cinco minutos que prometeram ao telefone transformam-se em horas, chás, cafés, até jantar e conversa que nunca mais acaba.

Alguns pais experientes e pediatras recomendam que sejam estipuladas regras para as visitas aos bebés recém-nascidos.

Como pais de primeira viagem, vão precisar de tempo para se habituar ao bebé, para perceber as rotinas e manhas do bebé, vão precisar de tempo para o casal e de aproveitar todos os momentos livres para descansar e não para fazer sala aos convidados.

Naturalmente, varia de família para família e da relação que tem com a visita, mas conheça algumas das razões porque pode ser boa ideia limitar as visitas a recém-nascidos.
 

10 Razões para limitar as visitas ao seu bebé recém-nascido



1. O bebé precisa de tranquilidade

Tome nota:
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O pediatra Mário Cordeiro alerta para isto numa crónica em que fala sobre as cólicas dos bebés, diz ele que “a seguir ao nascimento, de cada vez que o bebé abre os olhos, apanha uma autêntica enxurrada de informação.

Pior ainda se o ambiente de casa, que deveria ser de contemplação, calma e tranquilidade, está perturbado constantemente pelas visitas, telemóveis, ansiedade. Tudo isto constitui um factor de stresse muito grande.”

Esta “enxurrada de informação” pode mais tarde traduzir-se em cólicas, perturbações do sono e choro constante que é a única forma que o bebé recém-nascido tem de comunicar. Ademais, nas primeiras semanas, o bebé deve ser preservado do contacto com o exterior para evitar contacto com germes e bactérias que possam ser prejudiciais.

 

2. As visitas não vão ajudar

É muito possível que várias pessoas se oferecem para ajudar quando o bebé nascer, inclusive, repetem a promessa quando o bebé já está em casa, todavia, na prática, não é isso que acontece. A ajuda que vai precisar nem é com o bebé, precisa é de alguém que cozinhe, lava a loiça, a roupa a casa e outras coisas menos excitantes do que cheirar um recém-nascido. 

No final, estão as visitas a mimar o bebé e os pais, que precisam de descanso e caldos, andam atarefados a preparar o lanche das visitas, a arrumar a casa para que fique imune a críticas ou exaustos a fazer “sala” quando o que querem mesmo é descansar.

 

3. As visitas ficam “desiludidas” com o bebé

Aparentemente, o mundo não sabe que os bebés só comem, dormem e sujam fraldas, por isso, prepara-se para ter visitas surpreendidas por a criança estar a dormir e não desperta para os receber e já a dobrar o riso, de preferência. Ou a querer arrancar-vos o bebé do colo. 

 

4. Amamentar

Se é o vosso primeiro filho e está a amamentar não vai querer gente por perto enquanto está a apanhar o jeito à coisa. E, acreditem, os bebés recém-nascidos estão constantemente a mamar. Além disso, se for uma pessoa tímida e tiver visitas em casa, vai acabar num quarto sozinha, sabe-se lá por quanto tempo, sempre que o bebé precisar de comer.

 

5. As hormonas estão ao rubro

É possível que no primeiro mês após o parto as hormonas tomem conta de si e já não se reconheça a si própria. Imagina uma TPM muito (muito) agressiva em que apenas ouvir o seu companheiro a respirar é suficiente para uma explosão de raiva. Também é possível que desate num pranto porque uma almofada caiu ao chão. Não vai querer fazer isto à frente das visitas ou, pior, guardar tudo dentro de si para explodir mais tarde.

 

6. Ainda está em convalescência

Tenha uma parto normal ou uma cesariana na fase do puerpério o seu corpo sofre muitas mudanças fruto do ajuste dos seus orgãos e das hormonas aos pulas. Esta fase pode durar entre seis a oito semanas depois do nascimento, o seu corpo ainda está a sarar e a recuperar e requer algum cuidado e descanso.

 

7. Fazer sala é cansativo

Claro, as pessoas vão dizer-lhe, e bem, que não é preciso fazer sala, que não precisam de chá e bolachinhas, tampouco vão prestar atenção aos rolos de cotão pelos cantos da sala mas… a sua natureza não lhe permite, vai andar numa correria a esconder a roupa suja, a puxar as “orelhas” à cama e limpar o pó por onde passa a procissão. É mais um stress que vai somar à sua vida sem necessidade.

 

8. Vai ouvir o que não quer

As tias, as primas que já foram mães e as amigas que nem sonham ter filhos não fazem por mal mas… nisto de educar crianças toda a gente tem uma palavra a dizer, todos vão querer dar-lhe uma solução milagrosa ou questionar a sua forma de fazer as coisas. Não é por mal, a ideia é ajudar mas… aborrece.

 

9. Precisa de descanso

A regra é simples: aproveitar todos os minutos de descanso do seu bebé para descansar também. Por certo já ouviu as centenas de histórias de pais que lutam, que nem zombies, contra a privação de sono que vem de bónus com a um recém-nascido, por isso, não desperdice esses minutos preciosos a fazer sala. 

 

10. A agenda de um bebé não é flexível

Os bebés tem os seus próprios horários e um ritmo muito específico nas primeiras semanas de vida. Se é certo que não é boa ideia mudar radical e definitivamente os hábitos e rotinas de uma família à chegada de um novo bebé, também é verdade que, nos primeiros tempos, as atenções devem estar voltadas para o recém-nascido de modo a que a sua transição para a “vida real” seja o mais suave possível. 


Por fim, deixamos mais uma sugestão do Dr. Mário Cordeiro no que diz respeito às visitas: “já que não se pode correr tudo à vassourada, sugiro que só deixem entrar aquelas pessoas que perguntam ‘onde está o ferro de engomar?’ ou ‘posso ajudar-te a limpar a casa de banho?’”. Fica a dica!

 
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