Principais problemas de saúde de um recém-nascido

Principais problemas de saúde de um recém-nascido

Aprenda a identificar os sinais de alerta.

Conheça alguns dos problemas de saúde que podem afetar o seu bebé nos primeiros meses de vida. 

Seria bom se existisse um manual de instruções que ajudasse os pais (principalmente os que agora vivem a experiência pela primeira vez) a entenderem todos os choros e sinais do seu bebé, nos primeiros meses de vida. Mas como isso não acontece, o que pode fazer é saber mais sobre os principais problemas que podem afetar o seu recém-nascido e aprender a identificar os sinais de alerta. 

A verdade é que existem alguns problemas de saúde muito comuns e que afetam a grande maioria dos bebés. Para o ajudar nesta fase, deixamos-lhe uma lista com alguns dos problemas de saúde mais comuns de um recém-nascido. 

Os 4 principais problemas de saúde de um recém-nascido


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1. Icterícia


Este é um dos problemas mais frequentes em recém-nascidos. Aliás, atinge a grande maioria deles (cerca de 67%). A icterícia aparece entre o segundo e o terceiro dia de vida e caracteriza-se pela cor amarelada na pele e nos olhos do bebé, devido aos elevados níveis de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento resultante da degradação dos glóbulos vermelhos e é metabolizado no fígado. Isto acontece porque durante a gestação o feto produz um número elevado de glóbulos vermelhos, que por não serem necessários após o nascimento são destruídos pelo organismo do bebé, provocando a libertação da bilirrubina (presente no sangue do bebé). Por norma, o fígado elimina a bilirrubina do sangue e expele-a do organismo. No entanto, quando o fígado não tem capacidade para a eliminar na totalidade acontece a tal libertação para o sangue do bebé. 

O tratamento da icterícia é feito através da fototerapia (também chamadas de luzes azuis), que expõe a pele dos bebés a uma luz azul especial (daí o nome) que penetra a epiderme do bebé e degrada a bilirrubina acumulada na pele, para que a sua eliminação seja facilitada. 

Em casos mais graves pode ser necessário recorrer à exsanguineotransfusão, que consiste na substituição do sangue do bebé. 

2. Cólicas 


Muito comuns nos primeiros meses de vida e a origem de muitos episódios de choro. As cólicas caracterizam-se por isso mesmo, episódios de choro incontrolável. 

Costumam ser atribuídas a dificuldades digestivas ou acumulação excessiva de gás no intestino do bebé (devido ao choro excessivo que faz com que a criança engula ar e, consequentemente, produza gás e inchaço abdominal). No entanto a origem deste problema ainda é desconhecida. Ainda que não exista um tratamento para o problema, há formas de atenuar a dor. Os médicos aconselham a que pegue no bebé ao colo, para tentar tente acalmá-lo, ou que lhe faça uma massagem na barriga. 

Ainda assim, convém reforçar que não existe motivo para preocupação, mas caso persistam deve consultar o seu médico. 

3. Síndrome da morte súbita do lactente


É o mais assustador e devastador de todos os problemas que podem afetar um recém-nascido. 

Trata-se da causa mais frequente de morte infantil durante o primeiro ano de vida do bebé. Ocorre durante o sono e afeta bebés (aparentemente) saudáveis, tendo maior incidência entre os dois e os quatro meses de idade. Estudos recentes indicam que pode dever-se a vários fatores, como a predisposição genética ou causas favorecedoras (como a posição em que o bebé é colocado a dormir), por exemplo. Aliás, a Sociedade Portuguesa de Pediatria criou uma proposta de consenso para a redução do risco de Síndrome da Morte Súbita e o próprio Boletim de Saúde Infantil inclui uma referência à posição recomendada para o bebé dormir, que é de costas (são vários os estudos que comprovam que esta é a posição mais segura para o bebé). 

4. Taquipneia transitória


Também chamada de respiração rápida transitória, síndroma neonatal do pulmão húmido, trata-se da dificuldade respiratória do recém-nascido. Acontece devido ao atraso na absorção do líquido pulmonar fetal (que por norma acontece rapidamente após o nascimento) ou devido a algum grau de imaturidade pulmonar. 

Entre os sintomas destacam-se a respiração rápida ou a contração da parede torácica ao inalar; a pele do recém-nascido pode ainda ficar azulada devido à falta de oxigénio no sangue. Devem ser conduzidos os exames necessários para fazer o diagnóstico e, por norma, basta a inalação de oxigénio. Na grande maioria dos casos após um a três dias, o líquido pulmonar é absorvido e o bebé recupera completamente. 


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