Palatinose: um ingrediente alternativo ao açúcar

A palatinose é um dissacarídeo constituído por glicose e frutose, tal e qual como a sacarose. Então, o que o torna tão diferente? Saiba tudo.

Palatinose: um ingrediente alternativo ao açúcar
Saiba o que distingue este hidrato de carbono simples dos restantes.

Palatinose é o nome patenteado que se dá à isomaltulose. Este é um dissacarídeo composto por glicose e frutose que está naturalmente presente no mel e nos extratos de açúcar de cana.

A palatinose tem um sabor semelhante ao da sacarose com metade do seu poder adoçante. É obtida por isomerização (uma espécie de reorganização enzimática) da sacarose – o conhecido “açúcar de mesa”.

A enzima que permite que isto aconteça e a sua fonte foram descobertos na Alemanha em 1950. Após avaliação da sua fisiologia básica tem vindo a ser utilizada como uma alternativa ao açúcar em alimentos em vários países.

O interesse pela palatinose tem aumentado na última década. Da mesma forma que a sacarose, também a palatinose pode ser metabolizada em glicose e frutose.

Apresenta benefícios em relação à sacarose?


Apesar da semelhança com o açúcar de mesa, a palatinose difere da sacarose num aspeto muito importante, relacionada com questões estruturais.

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Esta diferença resulta em efeitos marcadamente diferentes na fisiologia humana com múltiplos benefícios ao nível da saúde associados à palatinose, quando consumida em vez da sacarose.

Os benéficos prendem-se com o facto de, contrariamente a sacarose, a isomaltulose (palatinose) ser digerida lentamente e de forma estável pelos humanos e pelos animais, e pelo facto se não ser um substrato para as bactérias orais – podendo, por isso, prevenir a cárie dentária tão frequentemente associada ao consumo de açúcar.

Aplicações da palatinose

chocolates e palatinose

A palatinose é utilizada como um ingrediente alternativo a outro tipo de açúcares em alimentos e bebidas. A palatinose (ou isomaltulose) tem um sabor puro e semelhante ao da sacarose – contudo, bastante menos doce – e não possui aftertaste.

Possui ainda propriedades que permitem que mantenha a estabilidade em vários tipos de ambientes e temperaturas.

Produtos de pastelaria, cereais de pequeno-almoço, barras de cereais, produtos derivados de leite, chocolates, pastilhas elásticas, sumos de fruta, bebidas energéticas, bebidas desportivas – e mesmo fórmulas de nutrição artificial – são alguns dos exemplos onde a isomaltulose/palatinose pode ser utilizada.

É de notar que o uso desta substância em alimentos e bebidas é reconhecido e aprovado em várias partes do mundo.

Saúde Oral e palatinose

saude oral

A palatinose é “boa para os dentes”. A fermentação dos hidratos de carbono é responsável pela placa dentária e por ácidos orais, que iniciam tanto a desmineralização dos dentes como a cárie dentária.

A isomaltulose resiste à hidrólise, digestão e fermentação das bactérias orais e é o primeiro hidrato de carbono do seu género que mostra uma produção de ácido negligenciável.

Esta evidência é forte e já foi corroborada por entidades como a Food and Drug Admnistration nos Estados Unidos da América.

Palatinose na prática desportiva


prática desportiva e palatinose

A utilização da palatinose como suplemento alimentar tem vindo a ganhar destaque nos praticantes de desporto.

É um dos poucos hidratos de carbono de baixo índice glicémico e fornece energia durante um longo período de tempo. É, desta forma, uma alternativa para a dextrose, maltodextrina e outras formas de hidratos de carbono.

Vantagens da palatinose

Pelas suas características, a palatinose apresenta alguns benefícios que fazem com que possa ter uma utilização vantajosa para quem pratica desporto:

  • Não cria picos elevados de glucose no sangue (baixo índice glicémico).
  • Tem o perfil sensorial muito similar ao do açúcar.
  • Pode ser cozinhada, pois é estável com o calor.
  • É uma excelente fonte de energia com uma longa duração de tempo.

Isto pode querer dizer que…


1. Se é um atleta (recreacional ou não) que nem sempre quer utilizar o açúcar como fonte energética, a palatinose pode ser uma boa alternativa – a sua libertação de energia estável e sustentada pode ajudar a prevenir picos de glicemia.

2. Por diminuir a produção de insulina em comparação com o açúcar ou outros semelhantes, vai provocar uma maior oxidação de gordura. Isto pode ainda ajudar a proteger reservas de glicogénio que podem posteriormente ser necessárias.

3. Apesar do acima mencionado, continua a funcionar como fonte energética intra-treino, que ajuda na otimização da performance desportiva.

4. Pode ser utilizado em conjugação com outros suplementos de glicose/frutose. Por exemplo, utilizar a palatinose durante as primeiras partes de uma atividade endurance e utilizar glicose/frutose no final do treino quando a prova/treino já se torna difícil.

Nota


Antes de utilizar este suplemento num evento importante é crucial que se experimente durante o período de treino.

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