Osteopatia: saiba tudo sobre esta prática de medicina alternativa

Osteopatia: saiba tudo sobre esta prática de medicina alternativa
Uma técnica que consegue abranger todo o corpo humano.

A osteopatia é uma das Terapias Não Convencionais (TNC) finalmente regulamentada em Portugal.

Atualmente é considerado curso superior e está disponível em várias faculdades. Devido à regulamentação, o osteopata deve ser detentor de cédula profissional e deve estar devidamente inscrito na Entidade reguladora de Saúde (ERS).

Este procedimento veio colmatar algumas falhas no nosso sistema, incluindo a insegurança por parte do paciente que não tinha como saber se estava perante um profissional creditado.

Em Portugal milhares de pessoas procuram a osteopatia para resolver problemas que parecem não ter solução na medicina convencional… e no fundo foi mesmo esta a razão do aparecimento da Osteopatia!

Como surgiu a Osteopatia?


Tudo teve início em 1874 com o Dr. Andrew Taylor Still, médico no Missouri (EUA), que teve a infelicidade de não conseguir salvar os seus três filhos de um surto de meningite. Chegou mesmo a apresentar a Osteopatia como uma “reforma” à medicina da época, mas perante as hostilidades de outros acabou por desenvolvê-la como um sistema independente da medicina.

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Em 1917 surgia o 1º colégio osteopático, no Reino Unido, impulsionado por John Martin Littlejohn, escocês, pupilo do Dr. Still, que alterou um pouco o método e incluiu a fisiologia. Fundou a “British School of Osteopathy”, ainda hoje em vigor em Londres.

Mas em que consiste a Osteopatia?


em que consiste a osteopatia

Quando se fala em Osteopatia associa-se de imediato a tratamento osteoarticular, ou seja, ossos e articulações mas na realidade o seu campo de tratamento é muito amplo pois abrange todo o corpo.

As doenças mais frequentes onde existe mais procura são as ciatalgias, lombalgias, cervicalgias, escolioses, hérnias discais e torcicolos, síndromes do túnel cárpico, tensões ou contraturas musculares. Mas também pode ajudar a resolver enxaquecas, problemas digestivos, insónias, problemas respiratórios ou outros.

A osteopatia é mesmo dividida em áreas distintas, incidindo especificamente em estruturas diferentes, digamos assim, por exemplo:

  • Osteopatia Estrutural: ocupa-se da postura e do aparelho músculo-esquelético, incidindo em toda a estrutura com intuito de a harmonizar, equilibrar.
  • Osteopatia Craniana: avalia-se o ritmo craniano para diagnóstico e tratamento, a alteração deste ritmo craniano pode causar diversas doenças ou distúrbios.
  • Osteopatia Visceral: ocupa-se do tratamento de órgão e vísceras com intuito de melhorar suas funções.

Quem pode fazer?


1. Bebés recém-nascidos

bebés e osteopatia

O parto é seguramente um dos momentos mais stressantes na vida de uma criança.

O parto altera estruturas ósseas, que originam compressões em raízes nervosas, causando distúrbios em órgãos. O crânio e a coluna (lombo-sagrada) são as mais afetadas no nascimento.

A passagem do bebé pelo canal vaginal só é possível pela capacidade que o bebé tem em se “deformar” e “adaptar”, em particular no que se relaciona com a estrutura do crânio.

Estas deformações das estruturas do crânio são reversíveis depois do parto, no entanto podem ficar alguns elementos em situação não fisiológica.

Muitas vezes a intervenção de um osteopata é fundamental! A osteopatia pediátrica, tem vindo a ganhar uma grande importância, desde que se percebeu a quantidade de problemas que se conseguem evitar, mesmo na vida adulta!

Em França, por exemplo, é tão comum ir ao osteopata como ao pediatra. Faz muito sentido que os pais sejam aconselhados a procurar um osteopata pediátrico logo após o parto.

2. Crianças

osteopatia em crianças

Qualquer fase da infância pode necessitar de um “ajuste”.

Hoje em dia deparamo-nos com o eterno problema das mochilas muito pesadas e os pequenotes estão a acusar na estrutura óssea. Muitas vezes surgem problemas que não são associados a esta alteração da estrutura, como: enurese, problemas digestivos, cansaço excessivo, distúrbios do sono, memória e concentração.

3. Adolescentes

adolescentes e osteopatia

As situações que aparecem mais em consulta são as alterações estruturais devido a más posturas, o computador, o sofá onde ficam horas a ver televisão ou mesmo a jogar. A falta de exercício também potencia o “desarranjo” pois a massa muscular é importante e tem um papel de suporte à massa óssea.

Também os adolescentes que fazem prática desportiva beneficiam da osteopatia.

4. Atletas

atletas e osteopatia

É prática comum que o desportista, seja de que modalidade for, mantenha o seu equilíbrio ao nível da estrutura.

Desta forma potencia a sua performance e evita o aparecimento de lesões.

5. Grávidas

grávidas e osteopatia

Com a gravidez o corpo sobre diversas alterações estruturais e orgânicas, para se adaptar à nova condição e pode provocar certas restrições e/ou transtornos.

A osteopatia gestacional vai agir sobre esses transtornos para aliviar dores ou outras complicações associadas a este estado.

A grávida pode iniciar tratamentos de osteopatia às 12 semanas e pode, caso necessite, mate-las até ao final da gestação.

A Osteopatia Gestacional atua em 3 níveis:

  • Nível músculo-esquelético: sobre os músculos, ligamentos e articulações relevantes.
  • Nível visceral: sobre a motilidade das vísceras e tensões intra-abdominal.
  • Nível do crânio: sobre a tensão intracraniana.

Todos os níveis contam com técnicas suaves que procuram uma libertação de tensão.

É muito importante notar que em nenhum momento irá afetar negativamente o feto ou a mãe, mas sim o contrário: visam melhorar o bem-estar da mãe e oferecer maior qualidade no momento do parto.

6. Séniores

osteopatia em séniores

Cada vez mais os séniores têm algum cuidado com o seu corpo e muito bem!

A prática do exercício físico é comum e a ida ao osteopata obrigatória! Assim fazem ver aos novos!

E você já experimentou? Como vê nunca é cedo de mais e também nunca é tarde! Surpreenda-se!

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Dra. Sandra Elói Dra. Sandra Elói

Naturopata, Especialista em Medicina Ortomolecular. Terapeuta Clark (Diplomada por Dr. Clark Research Association, San Diego- USA), Laserterapeuta – Lesões desportivas(Certificada pela European TCM laser Academy – Alemanha). Colaborada em estudos clínicos na área da Medicina Natural e Ortomolecular. Docente no Instituto de Medicina Tradicional (IMT). Preparadora física de atletas de competição. Diretora Técnica do Killograma Clínica. Campeã nacional de fitness. Campeã nacional de judo.