O Glúten: a Proteína polémica!

O glúten está na ordem do dia e muitas são as questões à volta desta proteína. Terá benefícios excluir? Será tão importante para o nosso organismo? Veja a resposta a estas e outras questões.

O Glúten: a Proteína polémica!
Fique a conhecer melhor esta proteína.

É a proteína mais falada, mais consumida, mais amada, mais estudada e a mais indigerível…afinal o que é o glúten?

Muitos pacientes ficam confusos quando lhes é explicado que devem eliminar o glúten da sua alimentação, porque é a causa de muitos sintomas que apresentam. De imediato se gera alguma confusão. Uns perguntam se são celíacos, outros não sabem o que é o glúten ou em que alimentos se encontra. Outros ainda referem: “mas sempre comi glúten, porquê só agora?”

O que é o glúten?


O glúten é constituído por duas proteínas, a gliadina responsável pela maioria dos sintomas e a glutenina. O trigo é a fonte mais conhecida e rica em glúten e também o cereal que recomendo que seja eliminado de imediato da alimentação.

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Atualmente é um cereal completamente alterado e o nosso organismo não o reconhece como algo da natureza, é identificado como um agente agressor externo e o sistema imunitário é ativado sempre que o come!

Ao longo dos tempos, para aumentar a produtividade, foram implementadas novas técnicas de produção, onde se incluem radiações com raios-X, raios – Gama e outros químicos mutagénicos.

O Dr Simon Robson, (Gastroenterologista, especialista em doenças hepáticas e vasculares), professor da universidade de Harvard, coordena um grupo de investigadores dos quais destaca o Professor Dr. Detlef Schuppan, (Hepatologista) que lidera a investigação na doença celíaca. Dr. Schuppan vai mais longe na sua investigação e afirma que o problema não está só no glúten ou na gliadina, mas também em outras moléculas presentes no trigo forçosamente modificadas. Portanto a solução é mesmo a não ingestão de alimentos que o contenham. Muitas vezes eliminando o trigo o paciente recupera das suas queixas sendo que só é aconselhado eliminar outras fontes de glúten caso se justifique.

> Saiba mais sobre o glúten aqui.

Onde se encontra o glúten?


onde se encontra o gluten

O glúten está presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e malte. Os alimentos que contêm estes tipos de cereais são respetivamente:

  • pão;
  • bolos;
  • bolachas;
  • pizzas;
  • barras de cereais;
  • massas;
  • cerveja (tem malte);
  • os achocolatados para o leite (têm malte).

A digestão difícil e as consequências

O glúten é uma proteína que requer uma digestão correta, algo que todos nós temos dificuldade em fazer, ninguém consegue digerir eficazmente esta proteína!

Os alimentos em geral levam 18 horas desde a mastigação até à eliminação. Alimentos com glúten levam 26 horas, o que quer dizer que se consumir todos os dias acaba por ir acumulando esta proteína nas paredes do intestino, provocando disbiose (alteração da flora intestinal), fermentação (gases) e até retenção de líquidos. Desta alteração surgem inúmeras complicações, pois comprometem-se reações orgânicas que estão dependentes do correto funcionamento intestinal.

A produção de serotonina por exemplo, neurotransmissor produzido pelos neurónios presentes no intestino fica altamente comprometida! Sim! Leu bem! Neurónios no intestino! Nada menos que 100 milhões de neurónios compõe o complexo nervoso que envolve este surpreendente órgão.

O défice de serotonina dá origem a depressões nervosas, alterações de humor, aumento de apetite e muito mais! A síntese de vitaminas e absorção de vitaminas e minerais ficam também comprometidas, dando origem a distúrbios com sintomas e/ou sinais como: dores musculares e articulares, fraqueza e prostração, hipoplasia do esmalte dentário, anemias (resistentes à ferroterapia), entre muitas outras.

Uma das consequências desta alteração da flora intestinal (disbiose) é a permeabilidade intestinal, ou seja, a parede do intestino fica permeável e permite a passagem de substancias nocivas que não deveriam passar. Esta permeabilidade intestinal permite a passagem de moléculas de maiores dimensões para a circulação sanguínea provocando reações inflamatórias e doenças auto-imunes como: diabetes, lúpus, artrite reumatóide.

Outro problema da digestão do glúten é a formação de gluteomorfinas (um subproduto desta digestão). Tal como o nome indica, é uma morfina. Se não existir permeabilidade intestinal, estas morfinas atuam apenas a nível intestinal, causando sintomas parecidos aos de outros compostos opióides, sendo a obstipação o mais comum. Quando a parede intestinal está demasiado permeável, as gluteomorfinas podem ser absorvidas para o organismo, entram em circulação e podem exercer os seus efeitos noutras zonas do organismo, nomeadamente ao nível cerebral.

Alternativas a esta proteína


flocos de milho

Que cereais pode comer?

  • Arroz;
  • Araruta;
  • Trigo-sarraceno;
  • Mandioca;
  • Milho;
  • Quinoa;
  • Millet.

Mas sempre com atenção à proveniência. É aconselhado muitos vezes que se volte ao hábito de fazer o pão em casa, desta forma pode escolher as farinhas a utilizar. Pode colocar sementes como a chia, linhaça, girassol, pevides de abóbora, passas de uva, nozes, pinhão, mel, ervas aromáticas, uma variedade de nutrientes importantes ao organismo!

Os bolos, bolachas e snacks podem e devem ser substituídos por algo feito em casa. Fica mais económico e podem variar na confecção com os sabores, existem centenas de alternativas! Nestes bolos, bolachinhas ou biscoitos aproveite para colocar fruta fresca e frutos secos. Se é fã do prático e rápido opte pelos cereais comerciais de milho (corn flakes), os de arroz expandido ou então volte às “papas” de milho, de arroz, millet, todas elas cozinhadas com um leite vegetal a seu gosto. Coloque canela e fuja aos açucares refinados.

Utilize geleia de Agave como adoçante é fantástico! Se gosta muito de massas, existem no mercado a esparguete de ovo, de arroz e milho mas não deve fazer parte da sua alimentação diária!

Não se esqueça…Coma bem, pela sua saúde!

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Dra. Sandra Elói Dra. Sandra Elói

Naturopata, Especialista em Medicina Ortomolecular. Terapeuta Clark (Diplomada por Dr. Clark Research Association, San Diego- USA), Laserterapeuta – Lesões desportivas(Certificada pela European TCM laser Academy – Alemanha). Colaborada em estudos clínicos na área da Medicina Natural e Ortomolecular. Docente no Instituto de Medicina Tradicional (IMT). Preparadora física de atletas de competição. Diretora Técnica do Killograma Clínica. Campeã nacional de fitness. Campeã nacional de judo.