Eliminar ou não eliminar o glúten? Eis a questão!

Eliminar ou não eliminar o glúten? Eis a questão!

Radicalismos à parte… É assim tão importante retirar esta proteína da nossa alimentação?

Atualmente o glúten está em voga pelos seus possíveis efeitos nocivos para a saúde, mesmo daqueles que o conseguem digerir. Será esta afirmação verdadeira? 

O termo “glúten” era, há uns tempos atrás, familiar apenas a um grupo de pessoas com uma doença autoimune, os denominados doentes celíacos. Para este grupo de pessoas, o organismo entende o glúten, presente no trigo, centeio e cevada, como nefasta e defende-se produzindo anticorpos que atacam o intestino, provocando lesões na mucosa e atrofia das vilosidades.

Daqui resulta uma inflamação crónica e absorção deficiente de nutrientes, incluindo proteínas, vitaminas e minerais indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção do organismo.

Atualmente já é reconhecido uma outra forma de sensibilidade a esta proteína, denominada sensibilidade ao glúten não celíaca, que se manifesta pelos mesmos sintomas que a doença celíaca (desconforto abdominal, diarreia, gases, dores de cabeça, entre outros), mas não se verifica danificação intestinal.

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Existem também outras condições que podem envolver uma reação ao glúten em alguns indivíduos, tais como, doenças auto-imunes, como a fibromialgia, diabetes mellitus tipo 1, psoríase, doença de Crohn, colite ulcerosa e artrite reumatóide.

A eliminação do glúten neste grupo de pessoas tem mostrado resultados positivos.
 

O GLÚTEN FAZ MAL À SAÚDE?


Para os doentes celíacos está cientificamente provado que o glúten gera problemas graves para a saúde. Mas para o resto da população qual é o benefício?

Para grande parte da população, uma dieta isenta de glúten não acrescenta nada de novo. O trigo, o centeio e a cevada integrais contém farelo, gérmen e endosperma, componentes bastante nutritivos, devido ao seu teor em fibras, vitamina B, cálcio e ferro.

Já os alimentos livres de glúten foram confeccionados com grãos refinados e, por isso, só tem endosperma, logo menos nutritivos.
Quem envereda por esta segunda opção, deve ter especial atenção que é importante comer outros grãos como a quinoa e o trigo sarraceno.

Contudo, independentemente do grau de sensibilidade de cada indivíduo ao glúten, há uma verdade: são poucas as vantagens que os alimentos que possuem glúten nos podem dar, que não consigamos obter através de outros alimentos.

Eliminar glúten implica evitar alimentos que, tendo ou não sensibilidade à proteína, qualquer um deveria retirar do seu quotidiano alimentar.

Exemplos disso são o pão branco, as bolachas, bolos, biscoitos, cereais açucarados, entre outros.

 

BENEFÍCOS DA ELIMINAÇÃO DO GLÚTEN


reduz inchaco da barriga

Além de melhorias na qualidade de vida dos grupos de maior sensibilidade ao glúten, certo é que se tem visto cada vez mais que a redução da ingestão desta proteína acarreta inúmeros benefícios para a saúde, tais como:
 
1. Redução do inchaço abdominal;
2. Diminuição da retenção de líquidos, favorecendo a sua eliminação;
3. Redução eficaz das enxaquecas e dores de cabeça;
4. Alívio das dores articulares;
5. Aumento dos níveis de energia e vitalidade;
6. Melhoria do tom de pele, fornecendo um ar mais saudável;
7. Redução dos problemas digestivos (diarreia, aerofagia e dores de barriga);
8. Diminuição do desenvolvimento de inflamações das mucosas (garganta, ouvidos, órgãos sexuais).



ROTULAGEM


isento de gluten

Se realmente optar por eliminar o glúten, é fundamental assegurar-se que os alimentos que consome não o contém na sua composição, sendo por isso, muito importante a leitura atenta dos rótulos dos produtos alimentares.

Nas prateleiras dos supermercados, é possível encontrar dois tipos de produtos para doentes celíacos ou com sensibilidade ao glúten não celíaca:

Isentos de glúten” (no máximo 20mg de glúten/kg) e, “Teor muito baixo de glúten” (entre 20 e 100mg de glúten/kg).

Alguns exemplos de referências na rotulagem aos cereais agressores e seus derivados: farinha, espessantes, malte, extracto de malte, amido, amido modificado, cereais, emulsionantes, estabilizantes, proteínas vegetais, proteínas vegetais hidrolisadas e goma vegetal.

Numa dieta isenta de glúten estes componentes são proibidos, sendo necessário rejeitar o produto.


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