Glutamina: para que serve este aminoácido?

A glutamina é o aminoácido mais abundante encontrado no corpo humano e desempenha uma importante função no processo de construção muscular.

Glutamina: para que serve este aminoácido?
Saiba mais sobre os efeitos da glutamina no rendimento muscular.

Sabe o que é a glutamina? Qual a sua importância? Ou ainda quais os seus efeitos a nível do rendimento muscular? Pois então nós explicamos.

O que é a glutamina? 


A glutamina é o aminoácido mais abundante no corpo. É considerado um aminoácido semi-essencial, visto que pode ser sintetizada pelo organismo a partir de outros aminoácidos como o ácido glutâmico, a valina e a isoleucina.

É produzida nos músculos e depois disseminada pelos restantes órgãos, através da corrente sanguínea e por essa razão é um dos aminoácidos mais abundantes no tecido muscular e no plasma sanguíneo (que circula por todo o organismo).

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De facto, a glutamina representa cerca de 60% dos aminoácidos livres existentes.

Este aminoácido está também presente em praticamente todos os produtos de origem animal que o ser humano ingere. Entre os alimentos com maior teor de glutamina está o leite e derivados, carnes, amêndoas, amendoins, soja, ovos ou feijão, por exemplo.

Principais usos da glutamina


atleta

1. Cicatrização e recuperação de lesões/doenças

Quando o organismo passa por situações de grande stress (traumas, infeções, cirurgias, lesões, queimaduras,etc) é libertado o cortisol para a corrente sanguínea. Quando os níveis de cortisol são elevados, as reservas de glutamina podem reduzir.

Estudos sugerem que a glutamina ajuda na recuperação de pessoas doentes ou que foram sujeitas a trauma físico.

Estes suplementos de glutamina ajudam a fortalecer o sistema imunológico e a reduzir as infeções associadas à cirurgia. No que respeita a queimaduras graves, a suplementação de glutamina pode desempenhar um papel importante na recuperação das mesmas.

2. Doença inflamatória intestinal (DII)

A glutamina ajuda a proteger a mucosa existente nas paredes do trato intestinal.

Alguns estudos sugerem que indivíduos com a Doença de Chron ou colite podem não ter suficiente glutamina.

Contudo já foram realizados ensaios clínicos que não suportam esta ideia, pois demonstraram que a suplementação não ajuda a melhorar o sintomas destas condições.

3. HIV

As pessoas com HIV normalmente apresentam períodos de perda de peso excessiva, maioritariamente perda de massa musclar.

A suplementação com glutamina juntamente com outros nutrientes importantes (vitaminas e minerais) pode ajudar no ganho de peso e ainda ter um papel importante nos intestinos, ajudando à absorção dos nutrientes.

4. Atletas

Quando o treino para eventos de resistência é realizado num ritmo elevado, os níveis de glutamina podem sofrer um decréscimo.

Alguns especialistas sugerem a suplementação destes atletas com glutamina ajuda a evitar infeções durante e após o treino intenso, uma vez que este aminoácido ajuda a fortalecer o sistema imunológico.

De notar que isto apenas se aplica a exercícios exigentes, não apresentando os mesmos efeitos em atletas que praticam exercícios de intensidade moderada.

5. Cancro

A glutamina pode ser útil quando adicionada ao tratamento convencional do cancro. Esta suplementação existe em pacientes sujeitos a quimioterapia e que apresentam desnutrição, ou a pessoas que foram submetidas a um transplante de medula óssea.

Além disso, a glutamina ajuda a reduzir a inflamação da boca, que é uma consequência da quimioterapia, e ainda diminuir as indisposições intestinais típicas deste tratamento.

Contudo, a glutamina não faz parte do regime de tratamento para o cancro. Para isso será necessário provar que realmente é segura e eficaz nesta doença e no seu tratamento.

Glutamina e o rendimento muscular 


É fácil de perceber esta relação. Repare.

A massa muscular é indispensável aos atletas independentemente da atividade física que praticam. Aliás qualquer pessoa que pratique exercício físico, qualquer que seja a modalidade, pretende ganhar massa muscular.

Mas, em certos casos – e falamos de modalidade mais exigentes e desgastantes, como o culturismo, natação, escalada, crossfit, triatlo ou ciclismo, por exemplo – podem requerer algumas mudanças alimentares e/ou o uso de suplementos alimentares, de forma a reforçar certas necessidades do organismo.

Isto porque, segundo alguns estudos, ainda que a glutamina seja produzida pelo organismo, normalmente, em quantidades suficientes para assegurar as necessidades diárias, a intensidade de certos treinos, pode fazer “cair” os níveis deste aminoácido (alguns estudos que os níveis de glutamina no organismo podem descer até 50% depois de um treino intenso), o que pode afetar o rendimento muscular e, consequentemente, desportivo.

É aqui que entra a glutamina, na medida em que, na dose certa, pode ajudar a manter um bom rendimento muscular.

Como tomar? 


glutamina como tomar
A glutamina deve ser consumida regularmente ao longo do dia. Esta ingestão pode ser feita através dos alimentos com maior teor de glutamina (como os que referimos no início) ou dos suplementos.

A dose diária recomendada pode ir de 500mg a 15g, ingerida três vezes ao dia.

A quantidade de glutamina a ingerir diariamente deve ser calculada segundo as necessidades de cada indivíduo, tendo em conta o seu peso, altura, atividade física, entre outros aspetos. Caso a suplementação em glutamina seja uma opção e se, por exemplo, já toma outro tipo de suplementação – como a Whey Protein – deve ter em atenção a quantidade ingerida no final, já que outros suplementos podem conter alguma quantidade de glutamina na sua composição.

O ideal é que ingira a glutamina em momentos estratégicos (digamos assim), nomeadamente, antes da atividade física e após o treino, juntamente com hidratos de carbono simples que vão ajudar a aumentar os níveis de insulina e acelerar a entrada de glutamina nas células musculares, contribuindo assim para um processo de recuperação mais rápido.

No entanto, nada melhor que consultar o seu médico ou nutricionista para que possa ser aconselhado individualmente e, caso se justifique a suplementação em glutamina, saber como tomas de forma regrada e de acordo com as suas necessidades.

Principais precauções a ter com a glutamina


Assim como qualquer outro suplemento, a glutamina deve ser tomada com a supervisão de um médico ou profissional especializado para o efeito, uma vez que as interacções com medicamentos existem e potem ter efeitos indesejáveis.

Alguns cuidados a ter com este suplemento são: não o misturar com bebidas quentes e  não colocar em locais muito húmidos.

A glutamina é diferente de glúten, e por isso as pessoas que são sensíveis ao glúten podem usar a glutamina sem problemas, a não ser que sejam sensíveis a ambas.

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