Fibromialgia: tudo o que precisa saber

Fibromialgia: tudo o que precisa saber

Entre 2% e 5% da população é afetada.

A fibromialgia é uma forma grave de reumatismo que afeta músculos, tendões e, inclusive, a fisiologia do cérebro. Saiba mais desta patologia aqui.

O que é a Fibromialgia?


A fibromialgia, foi classificada pela Organização Mundial de Saúde em 1990 e reconhecida, em 1992, como doença reumática, porém, até hoje, é ainda incompreendida e muitas vezes não é considerada.
 
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Trata-se de uma síndrome musculoesquelética crónica que provoca dores por todo o corpo, cansaço extremo e perturbações cognitivas e do sono.

Associada a uma maior sensibilidade ao estímulo doloroso, apesar de ser extremamente dolorosa e, muitas vezes, incapacitante, não causa deformação

Para os doentes com fibromialgia o pior “sintoma” é a incompreensão por parte de médicos, familiares, amigos e conhecidos. Por ser uma doença que revela poucos sintomas visíveis e palpáveis aos demais, os fibromiálgicos são muitas vezes injustamente apelidados de piegas, preguiçosos e manhosos.



Quais são os fatores de risco?



Apesar de ainda ser uma doença com muito por explicar, sabe-se quais são os grupos que correm mais riscos de ter a doença. As mulheres são as mais afetadas, cinco a nove vezes mais do que os homens. Entre os 20 e os 50 anos é a idade que corre mais riscos, porém, a doença pode surgir em qualquer idade. Histórico familiar de fibromialgia também é indicador de que poderá ter a doença.
 


Quais são os sintomas?




Pode viver grande parte da vida sem sentir a presença da fibromialgia mas, possivelmente, acontecerá um episódio traumático que vai desencadear a doença. Os sintomas variam de pessoa para pessoa e ao longo do tempo. Podem ser ligeiros ou graves, revelando-se como um pequeno incómodo ou tão fortes ao ponto de incapacitar o doente de ter uma vida normal. 

Os sintomas podem ser agravados por fatores como frio, humidade, mudanças climatéricas, stress, excesso de esforço, alterações hormonais, ansiedade e depressão.

 

1. Distúrbios do sono

Ainda que durmam horas suficientes, os fibromiálgicos acordam mais cansados do que quando se deitaram. Isto porque, na verdade, não chegam a entrar no estádio mais profundo do sono, o que não proporciona o descanso necessário. As insónias também são frequentes.



2. Dor

A dor é crónica, atinge todo o corpo, e é descrita como um ardor, picada ou queimadura. Ao longo do dia, a intensidade da dor vai alterando, influenciada pelo esforço, pelo tempo, pelo stress, pela qualidade do sono na noite anterior e pelo estado emocional do paciente.



3. Fadiga

Mais de 90% dos doentes sofre de fadiga, normalmente, mais intensa pela manhã e agravada ao meio da tarde. Ao contrário do que seria de esperar, o repouso não alivia o cansaço. Resulta em dificuldade de concentração, falta de energia e dificulta a execução das tarefas mais simples.



4. Hipersensibilidade

É frequente a hipersensibilidade a alguns alimentos, cheiros, luzes intensas, medicamentos, produtos de limpeza e higiene e ruídos.



5. Perturbações cognitivas

Dificuldade de concentração, falta de memória, confusão mental, entre outros semelhantes, são sintomas muito frequentes referidos pelos doentes com fibromialgia.



6. Rigidez

Ao acordar ou após longos períodos na mesma posição, por levar a rigidez e é um sintoma frequente nos doentes com fibromialgia.



7. Outros sintomas

 
  • Dormência e formigueiros nos pés e mãos
  • Intolerância ao frio
  • Sensação de secura na boca e olhos
  • Alergias
  • Depressão
  • Ansiedade
  • Alterações de humor
  • Dor torácica 
  • Visão turva ou desfocada
  • Edema subjectivo 
  • Tonturas
  • Zumbidos
  • Disfunção temporo-mandibular
  • Perturbações gastrointestinais
 

Como é feito o diagnóstico?



Não existem exames específicos, laboratoriais ou radiológicos, para diagnosticar a doença, contudo, são feitos alguns exames de despiste de outras doenças com sintomas semelhantes. Uma vez que esta não é uma doença visível, o diagnóstico da fibromialgia é feito a partir dos relatos dos doentes e do cumprimento dos seguintes critérios:

Se a dor for superior a três meses e se manifestar de forma generalizada no corpo, ou seja, dor do lado esquerdo e do lado direito do corpo, acima da cintura e abaixo da cintura, assim como na coluna cervical ou tórax anterior ou coluna dorsal ou coluna lombar. Se sentir dois dos quatro sintomas abaixo: 
 
  • Alterações do sono
  • Dores de cabeça
  • Fadiga
  • Perturbações emocionais

E se acusar dor à palpação em 11 de 18 pontos é feito o diagnóstico de fibromialgia. 

   

Como tratar a fibromialgia?



A fibromialgia não tem cura, no entanto, deve ser tratada no sentido de aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos doentes. No que à terapêutica diz respeito a solução passa por uma abordagem multifacetada e pluridisciplinar de vários métodos e médicos de cada especialidade. Na fibromialgia, o exercício físico é muito importante, aliás, essencial para contraria o cansaço natural. Hidroginástica, tia-chi, pilates e yoga são boas opções.
 


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