Exercício físico para estudantes: descomprimir é a melhor opção

Já toda a gente sabe dos benefícios que o exercício físico tem para a saúde, mas e se durante a época de estudos o exercício físico beneficiar o seu estudo?

Exercício físico para estudantes: descomprimir é a melhor opção
O exercício físico para estudantes pode dar fruto de melhores resultados académicos

A prática de atividade física traz imensos benefícios para a saúde, não só a nível físico, mas também cognitivo e alguns estudos defendem que o  exercício físico para estudantes pode melhorar o seu desempenho nos estudos e assim nos seus resultados académicos.

Ao contrário do que se possa pensar, o exercício físico não irá roubar tempo aos estudos, o que sucede é bem o oposto, o exercício físico pode melhorar a prestação a nível académico e vários estudos defendem que a prática regular de exercício físico pode melhorar a concentração e a memória.

Já é de conhecimento geral que a atividade física acarreta vários benefícios quando se trata da saúde mental, que vão desde melhorias na aprendizagem até à prevenção de demências e atenuação dos efeitos do envelhecimento do cérebro. A relação entre exercício e cérebro estão no centro das atenções da neurociência pelas implicações imediatas e futuras na vida das pessoas.

Várias pesquisas afirmaram que com a prática regular de exercício físico há maior produção de neurónios (as nossas células cerebrais) e um aumento das substâncias que atuam na nutrição e desenvolvimento dessas células em animais submetidos a exercícios físicos regulares e que o exercício aumenta a capacidade do cérebro se adaptar e criar novas conexões, a chamada neuroplasticidade.

Em estudos efetuados em indivíduos, através da ressonância magnética, foi possível também observar que quem se exercita regularmente produz uma intensa atividade no hipocampo.

Benefícios do exercício físico para estudantes


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Todos estes benefícios aplicam-se a adultos e crianças também. O exercício é essencial para o cérebro em fase de desenvolvimento das crianças, aqueles que fazem mais exercício e têm uma vida fisicamente mais ativa tendem a obter melhores notas, uma melhor concentração, e melhor qualidade de sono.

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  • O exercício aumenta o fluxo sanguíneo para o cérebro, o sangue fornece oxigénio e glicose, que o cérebro precisa para a execução de tarefas como a atenção e concentração mental;
  • Estudos mostram que regime de exercícios aeróbicos podem aumentar significativamente o fluxo sanguíneo para o hipocampo, a parte do cérebro responsável pela memória e aprendizagem;
  • A atividade física intensa aumenta ainda a produção e a libertação de neurotransmissores, glutamato e ácido gama-aminobutírico, ou GABA, tais hormonas são produzidas pelos neurónios e atuam nas sinapses (a comunicação entre essas células) mantendo a mente sempre jovem e ativa;
  • O exercício melhora o humor e a qualidade de sono e reduz o stress e ansiedade, o que normalmente estas ocorrências podem afetar os processos mentais.

 

Exercício físico para estudantes


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Mesmo que a rotina de estudos seja intensa, organize na sua agenda tempo para treinar, nem que seja 30 minutos três vezes por semana. Opte por atividades que goste, que sejam motivadoras para si, o exercício físico não tem que ser visto como uma obrigação e escolha exercícios de média a baixa intensidades nas épocas de muita exigência nos estudos, a sobrecarga não faz bem ao seu rendimento intelectual.

O psiquiatra e investigador de Havard, John Ratey, que prova que o exercício físico afeta positivamente o cérebro, no livro Spark How Exercise Will Improve the Performance of Your Brain, como o exercício vai melhorar a prestação do seu cérebro- afirma “O exercício fornece um estímulo sem paralelo: cria um ambiente no qual o cérebro está pronto, disponível e apto a aprender.” , defende que o exercício físico torna as pessoas:

  1. Mais inteligentes: segundo um estudo sueco com 1,2 milhões de jovens com 15 anos que praticam atividade física obteram melhores resultados escolares que aqueles que nunca praticaram nada;
  2. Mais felizes: “o exercício é como tomar um pouco de Prozac e um pouco de Ritalina!”, diz o psiquiatra, frisando que tal como drogas o  o exercício aumenta a quantidade de neurotransmissores no cérebro,
  3. Menos stressadas: o exercício físico acelera o processo de criação de novas células cerebrais, fazer algo novo ajuda a esse processo, segundo Jonh Ratey, “o exercício físico é o melhor remédio”.

Durante décadas o cérebro era um órgão concebido como inalterável, mas afinal tem características modificáveis, os neurónios não se limitam a crescer, também nascem. E o cérebro comporta-se então como um músculo: cresce com a atividade e diminui sem ela. Daí que o exercício seja tão importante.

Que tipo de exercício fazer?

  • O exercício aeróbio é importante porque, apesar da massa do cérebro representar apenas 2 a 3% do peso corporal, utiliza 15% do volume de sangue bombeado por minuto e 20% do oxigénio e nutrientes fornecidos por este sistema.
  • Treinos diferentes, locais diferentes = potenciação de estímulos cerebrais. A melhor forma de potenciar o cérebro é realizar treinos diferentes, ir variando os exercícios e local onde os pratica para ir aumentando os estímulos para o cérebro.

Qual a melhor idade para estimular o cérebro através do desporto?

Todas as idades são boas para isto. No entanto é bom que se incuta os hábitos saudáveis desde cedo, é mais fácil para criar rotina e melhoria e prevenção de aspetos de saúde.

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Sara Tomás Sara Tomás

Sara Tomás, Personal Trainer, trabalha atualmente no Health club Welldomus Fitness and Spa. Colabora na Clínica Bússola da Saúde no Marco de Canavezes. Licenciada em Ciências do Desporto na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, pós-graduada em Atividade Física e Saúde pela mesma instituição. Pós graduada em Reabilitação em Medicina do exercício e Desporto pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.