Exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez

A barriga continua a crescer. Os exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez permitem avaliar se o crescimento e desenvolvimento do bebé estão a correr dentro do esperado.

Exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez
Saiba quais são os exames de rotina nesta fase da gestação.

Durante o 2º trimestre de gravidez a barriga vai aumentando e a gravidez fica cada vez mais evidente. Com a evolução da gestação, é necessário avaliar se o crescimento e desenvolvimento do bebé está a decorrer corretamente.

Os exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez permitem avaliar a saúde e bem-estar da mãe e do bebé, e assegurar que a gestação está a decorrer dentro do esperado.

Exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez


Ao chegar o segundo trimestre de gravidez, é importante que a grávida repita alguns dos exames que realizou no primeiro trimestre. As análises laboratoriais a repetir são o exame ao sangue e urina, assim como os exames serológicos de doenças como a toxoplasmose, o vírus da imunodeficiência humana (VIH) ou a hepatite B.

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É ainda neste trimestre que é realizado o rastreio da diabetes gestacional, através da prova de tolerância à glicose, PTGO. Este exame é efetuado por todas as grávidas que realizaram análise à glicemia em jejum no primeiro trimestre, cujo resultado foi negativo. Para as grávidas que já tenham sido diagnosticadas com diabetes gestacional nos exames laboratoriais do primeiro trimestre, não há a necessidade de realizar este teste.

A ecografia morfológica também faz parte dos exames e rastreios no 2º trimestre da gravidez e a sua realização é fundamental para avaliar a anatomia do bebé.

1. Prova da tolerância à glicose oral (PTGO)

exames e rastreios no 2 trimestre de gravidez e prova da tolerancia a glicose oral

A prova de tolerância à glicose oral deve ser realizada entre as 24 e as 28 semanas de gestação. Este exame consiste numa sobrecarga de 75 g de glicose em 300 ml de água ingerida pela grávida.

As determinações da glicemia são feitas no momento da toma, passado 1 hora e passadas 2 horas. A prova de tolerância à glicose oral deve ser feita de manhã e após um jejum de pelo menos 8 horas e nunca de mais de 14 horas. Para a colheita de sangue, a grávida deve estar em repouso.

Estamos perante o diagnóstico diabetes gestacional quando um ou mais valores das três determinações for igual ou superior aos valores de referência:

  • Hora 0: >92mg/ml;
  • Hora 1: >180mg/ml;
  • Hora 2: >153mg/ml.

2. Ecografia do segundo trimestre ou morfológica

ecografia do segundo trimestre ou morfologica

A ecografia do segundo trimestre deve ser realizada entre as 20 semanas e as 22 semanas e 6 dias. A ecografia morfológica é mais importante de todas as ecografias na gravidez.

O seu objetivo principal é identificar malformações fetais graves ou que estejam associadas a elevada morbilidade após o parto.

Os seus objetivos são:

  • Examinar a anatomia dos órgãos e do esqueleto do bebé;
  • Medir o perímetro cefálico e o comprimento dos braços e pernas;
  • Avaliar o estado da placenta e do cordão umbilical, de forma a verificar se o bebé recebe os nutrientes e oxigénio necessários para o seu desenvolvimento;
  • Verificar a quantidade de líquido amniótico;
  • Determinar o sexo do bebé;
  • Medir o colo do útero, para avaliar o risco de parto pré-termo;
  • Fazer o rastreio do risco de parto pré-termo (nascimento prematuro) através da medição do colo do útero.

3. Isoimunização RhD

Isoimunizacao RhD

Ainda dentro dos exames e rastreios no 2º trimestre de gravidez, é nesta altura que é realizada a isoimunização RhD.

Quando existe suspeita de incompatibilidade materno-fetal, a única maneira de proteger o bebé é evitando o desenvolvimento de anticorpos.

A isomimunização RhD é feita através da administração duma injeção de imunoglobulina anti-D. Este procedimento é realizado às 28 semanas de gestação. Caso seja a primeira gravidez e se o bebé for RhD positivo, é administrada outra dose de imunoglobulina anti-D até 72 horas após o parto. Isto é feito para prevenir possíveis complicações em futuras gestações.

Este procedimento também é efetuado após algumas situações:

  • Gravidez ectópica;
  • Aborto espontâneo ou induzido;
  • Mola hidatidiforme;
  • Amniocentese;
  • Colheita das vilosidades coriónicas;
  • Hemorragia vaginal;
  • Trauma durante a gestação.

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Isabel Silva Isabel Silva

Isabel Silva é enfermeira por paixão, licenciada pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Sempre quis seguir a área da saúde e acredita que a informação é uma ferramenta essencial para a saúde da população, e que cabe aos profissionais de saúde transmiti-la de forma relevante e fidedigna para que cada indivíduo seja capaz de tomar decisões importantes relativamente à sua saúde e ao seu bem-estar.