A dieta cetogénica na epilepsia

A dieta cetogénica na epilepsia

Em Portugal a incidência desta doença é elevada e nós apresentamos-lhe aqui uma forma de tratamento.

Sabe-se que a administração da dieta cetogénica na epilepsia diminui o número e a intensidade das crises.

Aproximadamente 1 em cada 5 pessoas com epilepsia tem crises persistentes que não respondem à medicação.

Porém, está provado cientificamente que os afetados que utilizam como tratamento a dieta cetogénica na epilepsia, especialmente as crianças, vêm melhorias substanciais, ou seja, menos crises convulsivas.
 

O QUE É A EPILEPSIA?


A epilepsia é caracterizada pela atividade excessiva e incontrolada de parte ou de todo o Sistema Nervoso Central (SNS), as denominadas crises epilépticas.

Estas podem ter manifestações variadas, dependendo da área cerebral atingida, geralmente de curta duração (cerca de 2 minutos).

1. SINAIS E SINTOMAS:

Proteja a sua saúde!
Receba conteúdos exclusivos e habilite-se a um check-up completo. Registe-se já!
  • Esquecimento súbito;
  • Desmaios;
  • Distúrbios do movimento;
  • Distúrbios de sensações (incluindo visão, audição e paladar);
  • Distúrbios de humor (como depressão e ansiedade);
  • Distúrbios de função cognitiva.
 


2. TRATAMENTOS

A epilepsia não tem cura, contudo o uso correto de medicação indicada pelo médico aliado ao controlo de situações que poddam provocar crises epiléticas, ajudam a controlar a doença.

O tratamento da epilepsia pode ser feito através de:

  1. Terapêutica farmacológica anti-epiléptica

    Para os doentes que têm crises recorrentes, a classificação mais precisa dos tipos de crises e síndromes epilépticos é, provavelmente o factor mais importante na escolha dos fármacos antiepilépticos. 

    Estes irão alterar o funcionamento do cérebro e diminuir a duração das crises epiléticas.

     
  2. Cirurgia cerebral

    Quando o tratamento não invasivo (a medicação) não promove melhoria da sintomatologia, devem ser consideradas outras terapias, tais como a cirurgia. 

    Este procedimento consiste na remoção da área cerebral responsável pela produção de crises ou da interrupção das vias nervosas ao longo das quais se espalham os impulsos que transmitem as crises. 

     
  3. ​Dieta Cetogénica

    Tratamento mais natural, com resultados extremamente positivos e mais vantajosos, tais como a redução do custo do tratamento, a redução das convulsões, assim como a diminuição das doses dos medicamentos.  É uma dieta nutricionalmente completa quando suplementos apropriados são administrados.
     

A DIETA CETOGÉNICA NA EPILEPSIA


dieta cetogenica


A dieta cetogénica tem-se mostrado um bom tratamento nos casos de epilepsia quando a medicação convencional não controla as crises adequadamente, ou casos em que os medicamentos causam efeitos adversos que dificultam a sua utilização. 

Os melhores resultados são observados em crianças com mais de um ano de idade, assim como em adolescentes, no entanto deve ter-se em conta que a resposta à dieta é variável. Um número sigificativo de pacientes apresenta diminuição dos episódios de crise, outros a remissão total e, alguns não apresentam qualquer resposta ao tratamento.

Nordli DR Jr et al. avaliaram 32 crianças com epilepsia de difícil controlo em tratamento com a dieta cetogénica e 19,4% deixaram de ter crises, enquanto 35,5% viram as suas crises epilépticas reduzirem mais de 50%. 

O facto de ser uma dieta hiperlipídica, hipoglicídica e normoproteica, algumas crianças podem oferecer resistência, dificultando o tratamento, contudo é uma dieta que auxilia o organismo a entrar mais facilmente em cetose. 

O sucesso da dieta cetogénica na epilepsia ocorre, devido ao facto de os neurónios utilizarem os corpos cetónicos, como substrato energético, em detrimento da glicose. Apesar de o mecanismo de ação ex
ato não ser conhecido, existem evidências que sugerem que a cetose crónica (provocada pela dieta cetogénica), pode controlar as crises a partir do aumento das reservas de energia no cérebro, promovendo a estabilidade neuronal.

Deve ser iniciada em ambiente hospitalar com jejum prolongado de 24 a 48 horas. Durante o internamento, que pode variar, no mínimo, entre três a cinco dias, devem ser feitos exames laboratoriais, como a dosagem dos níveis séricos dos fármacos, dosagem da glicemia e cetonúria de seis em seis horas.

Durante todo o tratamento, que dura cerca de dois a três anos, a dieta cetogénica na epilepsia deve ser vigiada, tendo em conta os corpos cetónicos urinários e da glicemia. 

MÁXIMA A RETER


Para o sucesso da dieta cetogénica na epilepsia, é necessária a intervenção e orientação de um nutricionista, acompanhamento médico e, fundamentalmente, a participação da família. É de realçar que o facto de as pessoas possuirem metabolismos, predisposição genética e nível de atividade física diferentes, faz com que seja possível entrar em cetose com diferentes proporções de macronutrientes.


Se a saúde é uma prioridade para si, clique aqui.


Veja também: