Desperdício alimentar: 6 dicas para o evitar

O desperdício alimentar apresenta uma série de consequências que afectam o nosso dia-a-dia. Este pode ter impacto a nível ético, económico, social, entre outros.

Desperdício alimentar: 6 dicas para o evitar
Saiba como pode evitar o desperdício em sua casa.

O tema deste artigo a reter e a reverter trata-se do desperdício alimentar.

Segundo a FAO, aproximadamente ⅓ dos alimentos produzidos em todo o mundo para consumo humano é perdido ou desperdiçado, sendo essa estatística semelhante em países desenvolvidos (PD) e em desenvolvimento (PED).

No entanto, o nível da cadeia alimentar onde ocorre esse desperdício é diferente!

Nos PED é mais frequente depois da colheita, no processamento, enquanto nos PD já é mais ao nível do consumidor, sendo que o desperdício per capita na Europa anda entre os 95kg e os 115kg. Ora, isso daria para alimentar 200 milhões de pessoas!

É um número alarmante! Como tal, registe algumas dicas para contrariar estas estatísticas.

6 Dicas para evitar o Desperdício Alimentar


dicas para evitar o desperdício alimentar

1. Faça uma lista do que precisa antes de ir às compras

É uma estratégia que serve não só para reduzir o desperdício alimentar, como o desperdício de dinheiro!

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Antes de sair de casa faça uma ronda aos armários, ao frigorífico e à fruteira para ver o que realmente precisa.

Isto é válido sobretudo para os alimentos perecíveis e para os de validade reduzida, como fruta e iogurtes. Acabe primeiro com o que tem casa, senão os iogurtes mais antigos vão ficar esquecidos no frigorífico e quando der por ela já passaram a validade.

2. Não caia nas tentações das promoções

Normalmente as promoções servem para esgotar o stock porque a data de validade se de um certo produto se está a aproximar.

Por isso mesmo, não deve encher o carrinho só para poupar dinheiro porque vai acabar por desperdiça-lo, tal como o produto que acabou de comprar

3. Atenção ao guardar os alimentos

Higienize e seque bem os alimentos frescos antes de os guardar no frigorífico ou na fruteira. Isto evita a proliferação de bactérias que possam estar na superfície de frutas e legumes.

Quanto aos alimentos embalados, como leite e bolachas, certifique-se que os guarda num local seco e fresco, ao abrigo da luz.

4. “First in First out”

Esta é uma técnica básica usada nas grandes superfícies e na restauração, e que também deve aplicar em sua casa.

É muito simples: os primeiros alimentos a ir para o armário têm de ser os primeiros a sair. Isto porque, à partida, são os que estão com a data de validade mais próxima.

Imaginemos que vai guardar os pacotes de leite que comprou. Se ainda houver alguns na despensa, não os deixe no fundo da prateleira! Tire-os, guarde os novos, e coloque os mais antigos à frente.

5. Aproveite bem os alimentos

A maior parte dos alimentos podem ser aproveitados “da cabeça aos pés”. Se não gosta dos talos das couves, por exemplo, use-os na base da sopa, bem ralados – não vai reparar que os está a comer, aproveita os seus nutrientes, e reduz o desperdício!

Se uma peça fruta já está demasiado madura ou com partes aparentemente podres, não deite ao lixo! Pode aproveitar as frutas maduras para congelar e fazer batidos ou gelados mais à frente, e pode cortar as partes mais pisadas e comer o resto.

6. As sobras não são para o lixo

Cascas de fruta, talos de legumes, ossos, espinhas… tudo para o lixo, certo? Errado!

A casca da fruta é riquíssima em fibra, pelo que só beneficia se a consumir! No entanto, se não gostar, não a deite fora! Use para fazer chá, aromatizar a água ou até num bolo saudável.

Quanto aos talos mais grossos dos legumes, aproveite para fazer uma base de sopa nutritiva.

Ossos e espinhas dão caldos deliciosos. Em vez de comprar caldo de peixe e carne industrializados, faça os seus próprios em casa!

Precisa de mais ideias? Veja aqui algumas receitas com sobras.

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Ana Monteiro Ana Monteiro

Ana Isabel Monteiro é nutricionista, atleta e autora do blog Laranja-lima. Trabalha atualmente na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (Gabinete de Saúde Pública e Casa da Juventude), tendo colaborado anteriormente no projeto Dragon Force e no Centro Social de Paramos. É licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto e membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas (C.P.2815N) desde Abril de 2016.