Défice de vitamina D: uma realidade em Portugal?

O défice de vitamina D é um tema que tem ganho protagonismo, num ano em que os Portugueses gastaram milhares para combater esta carência.

Défice de vitamina D: uma realidade em Portugal?
O défice de vitamina D é uma carência comum e prevalente em Portugal.

A vitamina D assume um papel crucial em diversas funções do organismo e a sua carência tem custado milhares nas contas dos Portuguesas.

O défice de vitamina D tem implicações graves na saúde e a sua suplementação tem sido recomendada em larga escala.

O défice de Vitamina D em Portugal


Estudos recentes detetaram uma prevalência considerável de défice de vitamina D na população portuguesa. Os resultados têm vindo a ser questionados e debatidos por especialistas uma vez que, sendo Portugal um país com condições climatéricas propícias à exposição solar, que causas poderão justificar os défices de vitamina D detetados?

Os estudos realizados foram motivados pelo aumento da compra de medicação recomendada em casos de défice de vitamina D que, no entender dos especialistas, poderá estar relacionado com o aumento do conhecimento científico que alertou as pessoas para a importância desta vitamina.

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Os resultados suscitaram algumas questões pelo que serão investigados os métodos de análises realizados assim como a racionalidade das prescrições destes medicamentos e uma eventual relação com práticas promocionais de consumo.

Num país com uma exposição solar elevada, é de estranhar a existência de carência de vitamina D na população portuguesa, assumindo ainda que esta vitamina, ainda que presente nalguns alimentos, não se encontra em quantidades suficientes para atingir as necessidades diárias, sendo reconhecida a exposição solar como a melhor fonte.

Consequências do défice de vitamina D


dor ossea e vitamina D
O défice de vitamina D pode originar várias patologias direta e indiretamente relacionadas com os ossos, nomeadamente:

  • Raquitismo;
  • Enfraquecimento ósseo;
  • Osteomalácia;
  • Dor óssea;
  • Fraqueza muscular;
  • Deformações ósseas.

Quem está em risco de ter défice de vitamina D?


idosos e defice de vitamina D
Existem grupos de risco, com predisposição para ter carência desta vitamina e eventualmente necessitar de suplementação, nomeadamente:

  • Crianças em amamentação;
  • Idosos;
  • Pessoas submetidas a cirurgia da obesidade: bypass gástrico;
  • Pessoas com doença inflamatória intestinal ou causadora de má absorção de lípidos;
  • Pessoas com baixa exposição solar.

Como atua a Vitamina D?


vitamina D

A vitamina D é uma vitamina lipossolúvel diretamente com o cálcio e com o fósforo na manutenção da integridade óssea. Ainda que um indivíduo tenha uma dieta com aporte de cálcio suficiente, a sua absorção ao nível ósseo não é possível sem a vitamina D.

Esta vitamina tem ainda outras funções no organismo como: crescimento celular, imunidade, funcionamento neuromuscular e anti-inflamatório. Ainda assim, não existe evidência científica suficiente que o comprove sendo necessária a realização de mais estudos.

Fontes de vitamina D


fonte de vitamina D

A melhor fonte de vitamina D é a exposição solar, sendo que se recomenda 20 minutos de exposição diária com a devida proteção solar, adequada a cada tipo de pele.

Ainda que seja muito difícil garantir o aporte de vitamina D diário através da alimentação, podemos encontrá-la em alimentos como: peixes gordos (salmão, sardinha, arenque e enguia), óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e ainda leite, cereais e outros alimentos fortificados.

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Margarida Beja Margarida Beja

Margarida Beja é Nutricionista (1859NE) e trabalha atualmente no Reino Unido na área da gestão de peso. Anteriormente, trabalhou também no âmbito da nutrição comunitária e nutrição clínica e esteve envolvida em projetos ligados à prevenção da obesidade infantil, coaching e marketing nutricional. É licenciada em Dietética e Nutrição pela Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa.