Crónica #31: calem-se, porra!

Crónica #31: calem-se, porra!

A minha gravidez sem pós de perlimpim

Parecendo desnecessário, na verdade, nunca é demais lembrar: deixem as grávidas em paz e calem-se para sempre. Obrigada.

Não sei quando é que me tornei nesta pessoa que faz as coisas com muita antecedência. Não sou pessoa de se atrapalhar quando os planos fogem dos trilhos, sofro de uma generosa preguicite aguda, o que faz de mim uma mestre na bela arte lusitana do desenrascanço (mas em bom), de tal modo, que há quem me considere o seu canivete suíço. Aliás, se o meu pai algum dia ler isto (ando a fugir disso como o diabo da cruz), é muito possível que faleça de riso logo depois daquela primeira frase. Conclusão: não se percebe esta necessidade de organização seletiva. 

Onde é que eu quero chegar com isto? Aqui: eu planeei esta gravidez com detalhe. Não quer isto dizer que tenho um guião para seguir à risca, tampouco que não vou falhar, ter medo, fazer asneiras, sentir-me a pior ou a melhor nesta coisa de ser mãe, nem sequer que não há espaço a surpresas ou inversões de marcha. Nada disso. Quer apenas dizer que estudei. Muito. E não, isto também não quer dizer que sei tudo. Mas quer dizer uma coisa: estou informada e as minhas decisões são tomadas com base nisto.

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O que é que esta informação faz por mim? Para começar, não deixa que a minha ansiedade dispare, para terminar, não papo grupos e não como tudo o que me querem vender, seja em produtos, seja em conselhos, seja em pseudociência. No entanto, o que eu não sabia é que, apesar de toda informação e da forma como me tento proteger, com unhas e dentes, da estupidez alheia… ela grava-se na minha pele sem que eu controle o seu efeito devastador.

Por isso, calem-se, porra! Para começar, se eu quero estar informada deixem-me e poupem-se os “livros e formações são muito úteis mas depois vais ver que não servem para nada”. Se eu quiser a vossa opinião, eu peço. Se possível, não façam perguntas mas se tiverem mesmo que as fazer, não questionem as respostas. Porque ao questionarem as minhas decisões in-for-ma-das, o estupor do meu cérebro vai gravar as vossas perguntas idiotas e transformar isso em insegurança. E ninguém quer parir em pânico. 

(sim, já sei que ninguém faz por mal. mas fazem-me mal.)

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