Crónica #30: temos que falar sobre isto

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A minha gravidez sem pós de perlimpim

Estamos no oitavo mês de gravidez e a nossa vida sexual já teve melhores dias. E a culpa é toda minha.

Então e o amor? Sim, esse mais físico, mesmo. Na mesma medida em que, quanto mais enorme fico, mais gosto de me ver ao espelho, a paixão anda fugida. A pele luzidia, as formas mais redondas, não sei explicar mas sinto-me sexy. Ao mesmo tempo, também tenho mais consciência que estas formas resultam de uma pessoa que tenho na barriga e isso complica tudo.

Há umas semanas, as dores nas costas, fruto da minha hiperlordose, deixavam-me quase incapacitada ao final do dia. Chegava à cama a custo, recebia uma massagem para enganar a lombar, deitava-me devagarinho e não mais me mexia. Entre suspiros, ais e uis de dor, não havia grande espaço para muito mais nas nossas vidas.

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As semanas passaram, a osteopatia curou-me as dores, mas a barriga cresceu e com ela aconteceu algo que eu estava longe de imaginar que me acontecesse: a consciência da barriga não desliga. É muito estranho estar a namorar e saber que tens um bebé aos saltos na barriga. É muito estranho saber que, sim, os orgasmos resultam em contrações boas para o bebé mas, quer dizer, o teu puto está feliz porque andaste na marmelada com o pai dele. É como quando ouvimos os nossos pais no forrobodó no quarto ao lado. Creio que isto está a ser de mais para o meu pequeno cérebro de grávida. 

Já sei: vão dizer-me que existem outras posições, em que a barriga fica escondida, não é? Está bem, abelha. Mas fica escondida para quem? É que, para mim, a barriga nunca fica escondida! Ela está sempre aqui. Mais: no horário em que me deito é quando este rapazinho gosta de se andar a esticar de um lado para o outro. Como é que uma pessoa se desliga disto? Façam-me um desenho.

Mais: a minha passarinha triplicou de volume. Não sei se já vos disseram mas isto vai acontecer. A passarinha aumenta consideravelmente, ao ponto de me ser difícil enfiar o polegar para massajar o períneo (sim, massajar o períneo para diminuir o risco de lacerações). Imaginem o resto.

Enfim, é isto. Bem sei que não faltam mulheres que passam a gravidez a trepar paredes, por aqui, tristemente, não é isso que se passa. Resta-me acreditar que melhores dias virão.

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