Crónica #29: mixórdia de cenas

Crónica #29: mixórdia de cenas

A minha gravidez sem pós de perlimpim

Numa semana em que aconteceu tudo e mais um par de botas, juntei tudo num caldo e saiu uma mixórdia, como o outro. 

Porque fizemos inseminação artificial, o protocolo da maternidade determina que se faça uma ecocardiografia fetal uma vez que estes bebés têm mais probabilidade de ter alterações cardíacas. A primeira foi há umas semanas e pelo tempo que a coisa demorou, percebi logo que dali trazia presente. No final, a médica obstetra disse que queria repetir o exame porque existe um “buraco” que precisa ser avaliado e “mais umas coisinhas” para ver. Só isto. 

Fui forçada a perguntar “o que é que isso quer dizer?” Levantou os olhos dos óculos, olhou-nos como se fosse a pergunta mais estúpida do mundo e, puxado a ferros, fechou a conversa com um “não quer dizer nada”. Repetimos o exame esta semana. Diz que tem uma “variação normal” e “mais umas coisinhas” e nada esclarece. Fico perturbada com esta falta de tato que nos leva a procurar um especialista em cardiologia pediátrica para perceber o que é esta “normalidade”. 

Na obstetrícia, na pediatria e na oncologia é preciso coração acima de tudo. Se não tem sensibilidade ou pachorra para dar todas as respostas aos pais sem que eles as perguntem… que vá para ortopedia!

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Adiante. Esta semana, com mais nove quilos no lombo, deixei oficialmente de ver a passarinha e os pés. E nota-se porque no cabeleireiro, a Ria disse-me “que linda que tu estás assim inchadinha!” e eu ri-me. Ri-me porque ela acha mesmo que estou linda e calha que quanto mais gigante fico… também mais gosto de me ver. Devem ser as hormonas, não liguem. Por estes dias, também sou uma cólica gigante. É uma moínha permanente no fundo da barriga, tipo vem aí o período ou uma diarreira enorme. Deve ser normal, não?

Na sexta-feira fomos ver o Pedrinho. Às trinta e uma semanas continua tudo ótimo. 1700 gramas de pessoa, percentil 75. Não será um ratinho mas também ainda não é certo que venha daí um bisonte. Depende da genética, da alimentação, do líquido amniótico, da placenta e de cenas várias. Mas tem os tintins no sítio, o que nos parece um bom prenúncio. Fechámos a semana com uma sessão surpresa pela lente da minha querida amiga Brígida Brito e foi… inacreditável!

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