Sabe o que é a criopreservação das células estaminais?

Sabe o que é a criopreservação das células estaminais?

Como funciona e para que serve.

O nascimento de um filho implica a tomada de algumas decisões. Uma delas é a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical aquando do parto.

A barriga ainda não cresceu e o bebé ainda não dá os primeiros pontapés, mas os pais já se deparam com muitas e importantes decisões que irão ter de tomar daqui por diante.

A criopreservação das células estaminais do cordão umbilical é uma delas.

No entanto, para que possam fazer livremente essa escolha, é imprescindível que, para além dos meios financeiros, os pais estejam inteiramente informados sobre o desenvolvimento do processo de criopreservação e as suas potencialidades.
 

As supercélulas


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Durante muito tempo, o cordão umbilical foi considerado material sem utilidade terapêutica, sendo descartado e destruído após o parto.

Contudo, nas últimas décadas a situação mudou e atualmente é visto como uma fonte de células estaminais com um potencial terapêutico inestimável.

Por um lado, o sangue que se encontra no interior do cordão umbilical é rico em células estaminais hematopoiéticas que possuem um poder proliferativo muito elevado e permitem originar todos os elementos do sistema sanguíneo e imunitário, e por outro, o tecido contém células estaminais mesenquimais com capacidade de se diferenciarem em vários tipos celulares como pele, osso, músculo, cartilagem, tecido nervoso e gordura.



Potencial terapêutico inestimável


As células estaminais do cordão umbilical oferecem um potencial inestimável para o tratamento de mais de 80 doenças, como doenças hemato-oncológicas (leucemias e linfomas), doenças do sistema imunitário e em algumas patologias genéticas. E estima-se que este número venha a aumentar no futuro.

Para além de poderem ser utilizadas no próprio (transplante autólogo), estas células permitem que um irmão ou outro familiar mais próximo (transplante alogénico) possa usar a amostra criopreservada em caso de doença.

Apesar disso, a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical não pode ser encarada como um seguro biológico contra todas as patologias, até porque há casos em que a sua utilização não é recomendada ao próprio dador. Muitas das doenças que têm indicação para o transplante destas células são genéticas, o que significa que se iria reintroduzir a doença a eliminar.



Onde fazer?


Atualmente existem diversos bancos privados em Portugal que possibilitam a criopreservação de células estaminais do cordão umbilical, mas também já existe um banco público para o efeito, o Lusocord, em funcionamento no Centro de Histocompatibilidade do Norte, no Porto.

Ao contrário das entidades privadas, o banco público disponibiliza de forma gratuita as células do cordão umbilical doadas a quem precisar, seja em Portugal ou em qualquer outro local do mundo. 

Esta é uma boa opção para quem não tem meios financeiros ou não quer recorrer a uma empresa privada, pois o processo de recolha e armazenamento é gratuito. No entanto, o funcionamento deste banco baseia-se num sistema de doação generosa, pelo que o dador não tem preferência sobre a amostra que doou. Essa garantia só é possível caso recorra a um banco privado.



Simples e indolor


O processo de adesão a soluções de criopreservação deve ocorrer até dois meses antes do parto. Nessa altura, os pais devem adquirir um kit de colheita de sangue e de tecido de cordão umbilical junto da empresa que escolheram para efetuar a criopreservação das células estaminais do bebé.

O procedimento de colheita das células fica a cargo do médico obstetra, que deve ser informado pelos pais com a devida antecedência, sendo totalmente seguro e indolor quer para a mãe, quer para o recém-nascido. 



Como é feita a criopreservação?


Depois da colheita, o banco escolhido pelos pais é informado para efetuar o transporte em tempo útil até ao laboratório, onde se procede à análise e criopreservação das células em azoto líquido a 196º negativos, durante, pelo menos, 20 anos.

 
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