Será que correr faz bem ao cérebro? Parece que sim!

Calçar as sapatilhas e começar a correr traz inúmeros benefícios para além da perda de peso. Sabia que correr faz bem ao cérebro? É verdade! Saiba tudo aqui.

Será que correr faz bem ao cérebro? Parece que sim!
Já correu hoje?

Correr está na moda e a cada dia que passa, parece que mais gente abraça a corrida como uma forma de estar na vida. É natural que assim seja, afinal os benefícios da corrida ao nível da nossa saúde e da nossa longevidade são bem conhecidos, mas será que correr faz bem ao cérebro?

Os inúmeros benefícios de correr têm sido estudados e alguns dos mais importantes são:

A maioria de nós decide começar a correr para alcançar a forma física desejada, para perder peso ou por ter consciência dos importantes ganhos que a corrida pode trazer à nossa saúde. Pesquisas recentes vieram acrescentar benefícios ainda mais interessantes e vieram afirmar que correr faz bem ao cérebro.

Correr faz bem ao cérebro? Há 7 evidências que dizem que sim!


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Correr faz-nos sentir mais relaxados, mais bem-humorados e permite-nos refletir, pensar e dar asas à criatividade. As investigações têm encontrado verdadeiras evidências de que correr afeta o nosso desempenho mental e parece ser verdade que, correr faz bem ao cérebro!

1. Correr aumenta a conectividade cerebral

Os corredores parecem registar uma maior conectividade cerebral entre algumas áreas específicas do cérebro, nomeadamente áreas responsáveis pela memória de trabalho e pelo autocontrolo.

2. Sprints intensos parecem impulsionar as funções executivas

Quando falamos em funções executivas estamos a referir-nos ao conjunto de capacidades cognitivas necessárias para controlar e autorregular a nossa conduta. Estas funções são de grande importância, na medida em que nos permitem estabelecer, manter, supervisionar, corrigir e alcançar planos de ação orientados para atingir os nossos objetivos.

Algumas investigações têm mostrado que vale a pena realizar exercícios de corrida mais intensos dado que as funções executivas mostram melhoria após a realização de sprints.

3. 7 semanas de treino de corrida intervalado podem aumentar a flexibilidade cognitiva

Flexibilidade cognitiva é a capacidade que o nosso cérebro tem para adaptar o nosso comportamento e o nosso pensamento a novas e inesperadas situações. É esta capacidade que nos permite resolver problemas, selecionar as estratégias mais adequadas e ser flexíveis mediante diferentes ambientes.

Numa investigação os sujeitos treinaram de forma intervalada (alternaram períodos de corrida rápida com períodos de descanso), 3 vezes por semana, durante 7 semanas. Estes sujeitos foram avaliados antes e depois dos treinos e mostraram melhorias ao nível da flexibilidade cognitiva, quando comparados ao grupo de controlo (grupo de sujeitos que não foi submetido ao treino).

4. Corredores regulares sofrem alterações ao nível dos neurotransmissores

A corrida, quando praticada de forma regular e intensa, desencadeia o aumento da libertação de endorfinas no cérebro, o que aumenta a sensação de euforia e prazer.

5. Correr acalma a mente

Pode parecer um contrassenso, mas a maioria dos corredores revela que correr os faz sentir mais relaxados e mais capazes de fugir aos habituais níveis de stress e preocupação.

6. Uma corrida curta pode ajudar a regular as emoções

A prática de exercício aeróbico moderado parece ajudar as pessoas mais vulneráveis à desregulação afetiva a serem menos suscetíveis ao impacto emocional e aos efeitos de diversos stressores.

7. Sprints intensos parecem potenciar a capacidade de aprendizagem

Investigadores testaram a capacidade dos participantes aprenderem novas palavras após a realização de dois sprints intensos de 3 minutos de duração, após 40 minutos de corrida ligeira, e após um período de descanso.

Os participantes foram capazes de aprender 20% mais rápido após os sprints em comparação às outras condições e mostraram também uma capacidade de memória superior quando testados novamente uma semana depois.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!