Conservas: o que são, características e como fazer as melhores opções

Conservas: o que são, características e como fazer as melhores opções

Leia um pouco mais sobre alimentos enlatados.

Quer seja para prevenir o fim do mundo ou para salvar uma refeição de última hora, as conservas podem ter um papel a desempenhar na sua vida. Saiba como.

As conservas são produtos alimentares frescos que sofrem o processo de esterilização, sendo por vezes cozinhados, e colocados em latas igualmente esterilizados, fechadas de modo duradouro e hermético.

Podemos, então, dizer que as conservas se tratam de uma forma de prolongar a validade dos alimentos.

O processo de obtenção destes produtos pode variar ligeiramente entre produto, mas em geral existem três passos principais.

Estes passam por processamento, selagem e aquecimento das latas, de modo a eliminar possíveis bactérias patogénicas presentes.
 

Valor nutricional


Grande parte das vezes persiste a ideia errada de que as conservas são desprovidas de valor nutricional, ou seja, que quando os alimentos são enlatados perdem todas as suas propriedades.

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É de referir que o processo de conserva não modifica a natureza das proteínas, dos hidratos de carbono e dos lípidos (gordura) dos alimentos.

Nas conservas de peixe, em particular, as proteínas mantém o seu valor biológico de forma intacta.

Além disso, a rapidez do tratamento térmico da conserva e a técnica de esterilização asseguram a manutenção de grande parte das vitaminas originais. Contudo, e como o processo de obtenção de conservas envolve aquecimento – e dado que algumas vitaminas, como é o caso da vitamina C – são sensíveis à temperatura, pode haver algumas perdas neste aspeto.

O tratamento térmico de esterilização, característico das conservas, permite obter produtos que mantêm um alto valor nutritivo com máxima segurança higiénica. 

Desta forma, a existência de conservas torna possível o consumo de alimentos com elevado valor nutricional independentemente do clima e da localização geográfica.
 

Devo consumir conservas?


Existem inúmeras opções de conservas disponíveis no mercado atualmente, desde hortaliças, peixe, leguminosas, preparados de carne, fruta, entre outros.

Apesar de existirem algumas opções mais saudáveis e equilibradas que outras, o consumo destes alimentos não deve substituir as variantes frescas, uma vez que podem (e o mais certo é terem) aditivos de modo a prolongar o seu tempo de prateleira.

Os valores mais “preocupantes” nas conservas são os teores de sal e de gordura, sendo que a leitura dos rótulos se torna indispensável na compra destes produtos.

Fundamentalismos à parte – e não esquecendo que uma alimentação “ideal” defende que se deve consumir o maior número de alimentos naturais/ não processados possível - a verdade é que as conservas podem ser uma alternativa bastante útil em certas ocasiões, especialmente se tivermos em conta os preços acessíveis e o facto de terem conservação fácil e de longo prazo.
 

Melhores opções


As conservas mais equilibradas e que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada de forma pontual são aquelas nas quais os alimentos estão conservados da forma mais natural possível: em água.
 

1. Legumes e leguminosas

conserva de legumes e leguminosas

A título de exemplo, os legumes e leguminosas são frequentemente conservados em água e sal, pelo que são opções a considerar após uma leitura atenta do rótulo.
 
 


2. Peixe

conserva de peixe

Embora no caso das conservas de peixe não seja assim, estas são certamente o tipo de conservas que pode considerar incluir na sua alimentação – saiba mais sobre este tipo de conservas aqui.
 
 


3. Fruta

conserva de fruta

Contudo, existem inúmeras opções de conservas em que o alimento está conservado em produtos nada equilibrados do ponto de vista nutricional, como óleos, gorduras, caldas ou xaropes de açúcar ou molhos com teores de gordura elevadíssimos, entre outros.

É destas conservas que queremos que fuja.

Nomeadamente, as frutas em calda são o tipo de conserva a evitar, umas vez que possuem, usualmente, teores de açúcar muito acima do desejável.
 

Dicas...


... Na escolha

 
Como já mencionado em cima, o fator mais importante na compra de alimentos enlatados prende-se com a leitura dos rótulos:
  • Escolha as opções com teor de sal mais reduzido;
  • Opte pelas opções conservadas em água em vez de óleos ou xaropes de açúcar;
  •  Escorrer e lavar bem as conservas pode ajudar a diminuir os teores de sal, açúcar e gordura.
A rotulagem das conservas ainda omite muitas vezes os teores de sal dos enlatados, o que pode tornar complicado a sua escolha. Ainda assim, a maioria das marcas já parece começar a disponibilizar essa informação.

Em suma, opte sempre pelas conservas com menos com a menor lista de aditivos… E mais uma vez, nunca compre sem ler o rótulo!
 
 


... Na compra e armazenamento

 
  1. Evite comprar conservas que estejam expostas ao sol ou armazenadas em locais húmidos
  2. No momento da compra e antes de abrir, certifique-se que a lata não tem nenhum furo/abertura, não esta amolgada/furada e não tem manchas estranhas.
  3. Após abrir, certifique-se de que a conserva tem o aspeto, cheiro e sabor caraterísticos (por exemplo, no caso do atum, que tem um cheiro bastante característico).
  4. Se após abrir não consumir o conteúdo na totalidade, coloque o resto no frigorífico num recipiente durante não mais do que um dia – lembre-se, depois de abrir a lata, o produto deixa de ser uma conserva
  5. Armazene as embalagens em local fresco e seco. A humidade pode corroer a embalagem e o calor altera as propriedades organoléticas (sabor, cheiro…) do produto.
 
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