Conjuntivite viral: evite a sua transmissão

A conjuntivite viral é uma condição comum e auto-limitante, tipicamente causada por vírus (frequentemente o adenovírus) que infetam o olho, em particular a conjuntiva.

Conjuntivite viral: evite a sua transmissão
A conjuntivite viral é altamente contagiosa.

A conjuntivite viral é uma condição comum e auto-limitante, tipicamente causada por adenovírus. Outros vírus que podem ser responsáveis pela infeção conjuntival incluem o vírus do herpes simplex (HSV), o vírus da varicela-zoster (VZV), o picornavírus (enterovírus 70, Coxsackie A24), o vírus da poxvírus (molluscum contagiosum, vaccinia) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

A conjuntivite viral é altamente contagiosa, geralmente durante 10 a 12 dias desde o início, logo que os olhos fiquem vermelhos. Os pacientes devem evitar tocar nos olhos, apertar as mãos e partilhar toalhas, guardanapos, fronhas, entre outras.

A transmissão pode ocorrer através da inoculação acidental de partículas virais das mãos do paciente ou pelo contacto com gotículas. A infeção geralmente resolve-se espontaneamente dentro de 2 a 4 semanas.

COMO DISTINGUIR E QUAIS OS SINTOMAS DA CONJUNTIVITE VIRAL?


conjuntivite viral e comichao nos olhos

A principal característica que pode ajudar a diferenciar entre conjuntivite viral e bacteriana inclui a purulência da secreção ocular na conjuntivite bacteriana. A infeção bacteriana secundária da conjuntivite viral é muito rara. No entanto, se algum sinal sugere conjuntivite bacteriana (por exemplo, descarga purulenta), culturas ou outros estudos podem ser úteis.

Os sinais e sintomas da conjuntivite viral podem incluir o seguinte:

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  • Prurido ocular (comichão nos olhos);
  • Vermelhidão;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Secreção aquosa e irritação ocular;
  • Sensibilidade à luz (com envolvimento da córnea).

 

TRANSMISSÃO DA CONJUNTIVITE VIRAL


maquilhar os olhos com maquilhagem contaminada

A transmissão da conjuntivite viral é muito simples e fácil de acontecer. Por isso, é recomendável que pessoas que tenham tido contato com essa doença fiquem afastadas do trabalho ou da escola enquanto estiverem em tratamento. Embora algumas pessoas consigam trabalhar durante esse tempo, não é recomendável que elas fiquem muitas horas em frente ao computador e em ambientes fechados.

Devem, por isso, ser seguidas medidas conforme descritas anteriormente para que a transmissão seja evitada.

Algumas formas de transmissão da conjuntivite viral são:

  • Usar a maquilhagem de uma pessoa contaminada;
  • Usar a mesma toalha ou dormir sobre a mesma almofada de uma pessoa contaminada;
  • Partilhar óculos ou lentes de contacto.

 

TRATAMENTO DA CONJUNTIVITE VIRAL


tratamento com colirio

O tratamento da conjuntivite viral é realizado com o uso de colírios e de lágrimas artificiais, 3 a 4 vezes por dia, durante o período sintomático.

Beneficia ainda da utilização de compressas frescas para alívio sintomático, para tal podem ser utilizadas compressas esterilizadas ou compressas pré impregnadas sem conservantes especialmente concebidas para a limpeza ocular.

A conjuntivite viral gera muito desconforto e, portanto, o indivíduo deve fazer a higiene dos olhos recorrendo ao descrito e para secar a secreção dos olhos, o ideal é usar lenços de papel, pois são descartáveis.

No entanto, os pacientes que têm fotofobia (sensibilidade à luz) grave ou cuja visão está afetada podem ainda beneficiar com um tratamento com corticosteroides tópico, pelo que deverão consultar um oftalmologista.

CONJUNTIVITE VIRAL COMO SINAL DE OUTRAS PATOLOGIAS


forte constipacao

Dependendo da causa da conjuntivite viral, alguns pacientes podem ter sintomas ou condições adicionais, como os seguintes:

  • Constipação comum, gripe ou outra infeção respiratória;
  • Febre faringoconjuntival – uma síndrome que pode produzir conjuntivite, bem como febre e dor de garganta, e é mais comumente causada por infeção por serotipos de adenovírus 3, 4 e 7;
  • Ceratoconjuntivite epidémica – um tipo mais severo de conjuntivite, comumente causada por infeção por serotipos de adenovírus 8, 19 e 37;
  • Conjuntivite hemorrágica aguda – um tipo de conjuntivite frequentemente associada a grandes epidemias em todo o mundo, especialmente nas regiões tropical e subtropical. Os vírus mais comumente associados incluem enterovírus 70, coxsackievirus A24 e adenovírus;
  • Ceratoconjuntivite herpética – um tipo de conjuntivite associada ao vírus do herpes simplex e lesões semelhantes a bolhas na pele;
  • Rubéola e sarampo – Conjuntivite pode ocorrer com estas doenças de erupção viral que geralmente são acompanhadas de erupção cutânea, febre e tosse.

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Cátia Rocha Cátia Rocha

Cátia Rocha é farmacêutica. Como apaixonada pela profissão, acredita na importância da educação para a saúde e num papel interventivo dos profissionais de modo a transmitir conhecimentos que considera importantes e fundamentais para o bem-estar da população. É Mestre em Ciências Farmacêuticas pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte e exerce atualmente o cargo de farmacêutica na Farmácia Agra.