Cárie dentária: causas, tratamentos e cuidados a ter

A cárie dentária é cada vez mais uma doença mundialmente reconhecida que atinge todas as faixas etárias. Conheça aqui as principais razões e como combater este problema.

Cárie dentária: causas, tratamentos e cuidados a ter
Já ouviu falar de cárie dentária?

A cárie dentária é definida como uma doença infecto contagiosa que provoca a destruição progressiva dos tecidos dentários. Este processo de destruição pode ocorrer em qualquer área do dente podendo ser de evolução rápida ou lenta.

E como passamos por uma época do ano repleta de exageros, certifique-se que sabe o que é, o que fazer e como se proteger.

Sendo uma doença infecto contagiosa de evolução lenta na maioria dos casos, pode ser causada por vários factores etiológicos factores primários e secundários que vai conhecer de seguida. 


Causas das cáries dentárias


1. Factores primários da cárie dentária:

abuso de hidratos de carbono
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  • Um hospedeiro susceptível ao desenvolver da doença: o dente;
  • Microflora oral cariogénica: Em especial as bactérias do grupo streptococcus mutans;
  • Dieta inadequada: Baseada em hidratos de carbono simples principalmente com o substrato sacarose;
  • Transmissibilidade entre mãe e bebé;
  • Exposição precoce do bebé a estes microorganismos.
 


2. Factores secundários da cárie dentária:

ma higiene oral
 
  • Composição salivar;
  • Deficiente higiene oral;
  • Exposição ao flúor.


Porque temos cáries?


Os dentes são compostos por três camadas de tecidos, a dentina, o esmalte e o cemento sendo que, a dentina é a mais próxima do nervo alveolar (na porção coronal), o esmalte recobre a dentina ficando este exposto ao meio bucal (porção coronal) e o cemento recobre os canais radiculares (porção radicular). São nestes tecidos que ocorre a cárie dentária que se manifesta pela perda localizada de minerais, causada pela fermentação microbiana dos carboidratos da dieta.

Esta fermentação ocorre sempre após a ingestão de alimentos e vai piorando ao longo do tempo, alterando o Ph da saliva, acidificando-a, tornando o meio oral mais propício para a propragação bacteriana.

Quando tudo isto se processa desenvolve-se a cárie dentária, que pode aparecer em qualquer tecido do dente começando como uma área de desmineralização (mancha esbranquiçada) evoluindo progressivamente até aparecerem as cavidades dentárias, numa fase mais avançada da doença.


Tipos de cáries dentárias


1. Cáries coronais

São como o nome indica na coroa do dente. São as mais comuns e podem aparecer entre os dentes, em qualquer faces dos dentes sendo as da face oclusal (face de contacto dos dentes superiores com os inferiores) as mais comuns.

A sintomatologia neste tipo de cárie depende da profundidade da mesma podendo não apresentar qualquer sintoma até picos de dor aguda.

O aparecimento de sintomas como sensibilidade ao frio, ao calor e ao doce normalmente aparece nesta ordem conforme a aproximação ao nervo alveolar. 

 


2. Cáries radiculares

São também indicativas do sítio onde ocorre: a raíz do dente. As menos frequentes e na maioria dos casos já ocorrem numa fase avançada da doença ou quando existem graves recessões gengivais.

Estas são as cáries mais graves devido á proximidade com o nervo alveolar e normalmente apresentam sempre sintomatologia. O cemento é o tecido que recobre toda a raíz e é extremamente sensível a estímulos posto isto, a sensibilidade ao frio e ao quente são as queixas mais frequentes.

 


3. Cáries cervicais

Podem ser agrupadas quer nas cáries coronais, quer nas radiculares pois situam-se numa zona de transição entre ambas.

Localizam-se no normalmente no colo do dente junto á zona gengival. A sensiblidade ao frio é queixa mais comum apresentada, sendo esta dor passageira.
 

Os tratamentos mais conhecidos contra as cáries dentárias:


tratamento dentario
Após o desenvolver da doença cárie e os sintomas apresentados cabe ao seu médico dentista decidir qual o melhor tratamento a efectuar.



1. Restaurações directas definitivas

O tratamento mais simples passa pela remoção mecânica de toda a extensão da lesão com instrumentos rotativos a alta frequência (brocas dentárias) e posterior substituição do tecido dentário perdido por um material restaurador.

Cabe ao seu médico dentista optar por qual material a utilizar, pois depende da extensão, profundidade e localização da área perdida para se obter o melhor resultado possível.

 


2. Tratamento endodôntico radical

Em casos mais severos poderá existir a necessidade de se proceder ao tratamento endodôntico radical (desvitalizações).

Consiste resumidamente, na substituição do nervo alveolar por um cimento de obturação e guttapercha servindo de isolante contra as bactérias e no final do tratamento procede-se á restauração definitiva de igual forma como se a cárie fosse inicial.
 

4 ​Cuidados diários para não correr o risco de desenvolver a cárie dentária:


boa dieta


1. Boa higiene oral

Escovar pelo menos três vezes ao dia e usar um colutório 30 minutos após a escovagem dentária para estabilizar o Ph salivar;

 


2. Boa dieta alimentar

Evitar os hidratos de carbono pricipalmente os que contém sacarose;

 


3. Exposição ao flúor

Presença nas pastas dentífricas ou indo ao seu médico dentista que procede à aplicação de flúor de uso médico com mais concentração que o de uso em casa conseguindo assim, obter um grau de proteção mais elevado;

 


4. Visitas regulares ao seu médico dentista

Possibilita maior controlo e melhores resultados contra a cárie dentária a curto e a longo prazo.


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Catarina Mota Catarina Mota

Catarina Mota é Mestre em Medicina Dentária pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte, tendo ainda frequentado a Universidad Ciencias Medicas de Villa Clara em Cuba. Apaixonada pela profissão, dedica-se, sobretudo, às áreas de Ortodontia, Cirurgia Oral e Reabilitação Oral. Atualmente, a par da gerência da Clínica Médica e Dentária Dra. Catarina Mota, desempenha também funções no grupo Labmed Saúde.