Candidíase: o que é, sintomas e como tratar cada tipo

Existem 4 tipos de candidíase. Os sintomas são incómodos, mas de fácil identificação, sendo que temos à disposição vários tratamentos eficazes.

Candidíase: o que é, sintomas e como tratar cada tipo
Conheça os diferentes tipos e respetivo tratamento.

A candidíase é uma infeção causada por um fungo chamado Candida albicans.

Este fungo está naturalmente presente no nosso organismo, sem causar qualquer dano. No entanto, quando existe alguma alteração como, sistema imunitário enfraquecido, o fungo em causa tende a multiplicar-se, podendo colonizar a boca, o aparelho gastrointestinal e geniturinário ou até, em casos mais graves, atingir a corrente sanguínea.

Se tal ocorrer, os fungos Candida irão provocar o aparecimento de sintomas que levarão ao desenvolvimento da denominada candidíase.

QUAIS OS TIPOS DE CANDIDÍASE E OS SEUS SINTOMAS?


1. Candidíase orofaríngea e do esófago


A Candidíase da boca e da garganta, vulgarmente conhecida como “afta”, é uma infeção fúngica que ocorre quando há crescimento excessivo nas mucosas de Candida albicans.

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Por múltiplos motivos, o ambiente no interior da boca ou da garganta pode ficar desequilibrado, fazendo com que os fungos se multipliquem, tornando-se sintomático para o seu portador. Este crescimento descontrolado pode também ocorrer no esófago, designada como, candidíase esofágica.

O sinal mais comum na candidíase oral é o aparecimento de manchas brancas ou placas nas mucosas, incluindo ainda outros sintomas como dor e vermelhidão nas áreas afetadas e dificuldade ao engolir.

2. Candidíase genital e vulvovaginal

Este tipo de candidíase é o mais comum e, existem estudos que comprovam que cerca de 75% das mulheres adultas já tiveram pelo menos uma vez na vida uma candidíase vulvovaginal.

Também aqui, o fungo Candida albicans encontra-se naturalmente presente na zona genital e vulvovaginal. No entanto, quando ocorre um desequilíbrio, como uma alteração no pH normal vaginal ou uma alteração no equilíbrio hormonal, o fungo tende a multiplicar-se, causando a doença.

Os sintomas nas mulheres incluem usualmente prurido (comichão), sensação de ardor, alteração de cheiro e corrimento mais espesso, de cor branca ou amarelada.

A candidíase genital nos homens, geralmente manifesta-se através de vermelhidão e inchaço, assim como comichão e dor na glande, podendo também surgir, ainda que com menor frequência, placas brancas e descamação da pele.

3. Candidíase cutânea


A Candida albicans pode causar infeções na pele, provocando erupções cutâneas especialmente em zonas mais húmidas e menos sujeitas a ventilação.

Os locais onde estas infeções são verificadas com maior frequência são:

  • Nádegas;
  • Virilhas;
  • Dobras sob os seios;
  • Mãos em pessoas que rotineiramente utilizam luvas de borracha.

4. Candidíase disseminada

Este é o tipo mais grave, mas também mais raro, de candidíase, em que os fungos de Candida albicans contaminam a corrente sanguínea. Esta doença é especialmente comum em recém-nascidos e em pessoas com o sistema imunológico severamente enfraquecido.

Tal condição pode causar uma ampla gama de sintomas, desde febre alta a falência de múltiplos órgãos.

> Saiba mais aqui sobre os sintomas da candidíase e aprenda a identificá-los

COMO TRATAR A INFEÇÃO?


pomada e candidíase

1. Candidíase oral

Para o tratamento das aftas são geralmente usados medicamentos tópicos (de aplicação local) com substâncias antifúngicas, como a nistatina, ou em casos mais leves, são bastante eficazes soluções, géis ou sprays com substâncias que promovam a cicatrização das mucosas, como o ácido hialurónico.

Em casos mais graves poderá ser preciso recorrer a medicamentos antifúngicos por via oral.

2. Candidíase esofágica

Para a candidíase esofágica o tratamento é feito exclusivamente por via oral, através da toma de substâncias com ação antifúngica, como o fluconazol.

3. Candidíase genital e vulvovaginal

Podem ser tratadas com medicamentos tópicos aplicados diretamente no local da infeção, como comprimidos, cremes ou soluções, desde que incluam substâncias com poder antifúngico, como o clotrimazol, sertaconazol, econazol ou outro.

Caso não seja suficiente, pode ainda recorrer-se ao tratamento oral.

Neste caso em particular é de extrema importância o tratamento do respetivo parceiro sexual devido ao elevado risco de contágio.

4. Candidíase cutânea

Pode ser eficazmente tratada com uma grande variedade de cremes e pós antifúngicos. Neste caso em particular, é de extrema importância manter a pele limpa, seca e protegida para evitar fricção que irá agravar a lesão.

5. Candidíase disseminada

Geralmente tem que se recorrer ao tratamento por via intravenosa em meio hospitalar.

> Saiba mais aqui sobre o tratamento da candidíase: simples e eficaz

COMO PREVENIR A CANDIDÍASE?


estilo de vida saudável e candidíase

A maioria das infeções por Candida albicans podem ser evitadas mantendo a pele limpa e seca, apelando a um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada.

O nível de açúcar no sangue também deve estar sempre sob rígido controlo (especialmente se a pessoa sofrer de diabetes), uma vez que é um fator que favorece a proliferação dos fungos.

Restringir a toma de antibióticos apenas ao necessário, ajuda a evitar as candidíases, uma vez que é um fator que potencia muito o seu desenvolvimento.

Quando não é possível, a toma do antibiótico deve ser acompanhada pela toma de probióticos, com o objetivo de repor a flora bacteriana protetora.

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Cátia Rocha Cátia Rocha

Cátia Rocha é farmacêutica. Como apaixonada pela profissão, acredita na importância da educação para a saúde e num papel interventivo dos profissionais de modo a transmitir conhecimentos que considera importantes e fundamentais para o bem-estar da população. É Mestre em Ciências Farmacêuticas pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde do Norte e exerce atualmente o cargo de farmacêutica na Farmácia Agra.