Bilirrubina: o exame sanguíneo pode detetar problemas hepáticos

Os valores de bilirrubina podem ser determinados através de uma análise sanguínea e são usados para ajudar a determinar a causa da icterícia, um amarelecimento da pele e os brancos dos olhos (a esclera).

Bilirrubina: o exame sanguíneo pode detetar problemas hepáticos
A determinação da bilirrubina ajuda a diagnosticar condições como doenças hepáticas, anemia hemolítica e canais biliares bloqueados.

Os valores normais da bilirrubina total variam de 0,3-1,0 mg/dL A Bilirrubina é uma substância amarelada produzida pelo fígado que existe em grandes concentrações na bílis, passando uma percentagem em concentração muito menor no plasma sanguíneo até ser eliminada na urina.

O excesso de bilirrubina no organismo pode ocorrer por uma obstrução ou inflamação do fígado, e assim provocar a coloração amarela da pele e das escleróticas. Esta condição é chamada de icterícia.

Os níveis elevados desta substância podem ser classificados consoante o local anatómico da patologia: pré-hepática (aumento da produção da substância), hepática (disfunção hepática, por inflamação por exemplo) ou pós-hepática (obstrução do canal, seja por cálculos biliares ou mesmo por compressão causada por cancro pancreático).

COMO É PROCESSADA A BILIRRUBINA NO NOSSO ORGANISMO?


bilirrubina e hemacias

As hemácias (glóbulos vermelhos) têm uma vida média de 120 dias. Todos os dias, milhões de hemácias novas são produzidas na medula óssea e milhões de hemácias velhas são destruídas no baço. Um dos produtos libertados neste processo de destruição é a bilirrubina.

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A bilirrubina gerada pela destruição das hemácias no baço é designada por bilirrubina indireta. A bilirrubina indireta é captada pelo fígado e processada, transformando-se em bilirrubina direta. Esta é eliminada do fígado através das vias biliares, indo em direção ao trato gastrointestinal, onde é excretada nas fezes.

Uma pequena parte da substância direta produzida no fígado acaba extravasando para a corrente sanguínea. Essa pequena quantidade é filtrada pelos rins e eliminada na urina. Parte da coloração amarelada da urina resulta da presença deste pigmento.

QUAIS AS CAUSAS DE VALORES ALTERADOS DE BILIRRUBINA?


homem com ictericia

Nos adultos, quando esta substância se encontra elevada pode ser devida a problemas no fígado, nas vias biliares ou na vesícula biliar. Exemplos incluem:

  • Doenças no fígado, como a hepatite;
  • Síndrome de Gilbert, uma doença genética;
  • Cirrose (doença hepática crónica que se caracteriza pela morte das células do fígado, aparecimento de cicatrizes (fibrose) e alteração da sua estrutura);
  • Estenose biliar, onde parte do ducto biliar é muito estreito para permitir que o fluido circule;
  • Cancro da vesícula biliar ou pâncreas;
  • Cálculos biliares por causarem obstrução da circulação.

Geralmente níveis baixos não são um motivo de preocupação. Estes níveis são geralmente causados por medicamentos como a vitamina C, fenobarbital e teofilina.

ICTERÍCIA NEONATAL: PORQUÊ TÃO COMUM?


bebe com ictericia neonatal

É uma das patologias mais frequentes do recém-nascido. Quase todos os recém-nascidos apresentam valores em circulação superior a 1 mg/dl. Quando este valor atinge 5 mg/dl torna-se visível nas escleróticas e pele.

Na primeira semana de vida cerca de 60% dos recém-nascidos de termo ficam ictéricos e nos pré-termo pode chegar aos 80%.

Na maioria dos bebés, a hiperbilirrubinemia (níveis elevados de bilirrubina) é um fenómeno normal e transitório. No entanto, em alguns casos, os níveis sanguíneos desta substância podem elevar-se excessivamente, alcançando níveis que são tóxicos para o sistema nervoso central.

A icterícia neonatal pode ocorrer devido aos seguintes motivos:

  • As hemácias dos recém-nascidos apresentam uma vida média mais curta que as dos adultos, logo é libertada uma maior quantidade de substância;
  • Os bebés têm proporcionalmente mais hemácias no sangue que os adultos;
  • O fígado do recém-nascido é imaturo, sendo a sua capacidade de conjugação e excreção de bilirrubina limitada.

Portanto, a produção de bilirrubina nos recém-nascidos é maior que nos adultos e sua capacidade de metabolização e eliminação é menor. O resultado é uma hiperbilirrubinemia com consequente deposição de pigmentos amarelados na pele.

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