Amamentar fora de casa: porque não?

Amamentar é a forma mais natural e saudável de alimentar um bebé mas nem todas as mulheres se sentem confortáveis em fazê-lo em público. Vamos saber mais sobre os benefícios da amamentação e conhecer porque motivos algumas mães se sentem à vontade em amamentar fora de casa e outras nem tanto. Tire todas as suas dúvidas.

Amamentar fora de casa: porque não?
Porque é que amamentar em público incomoda tanta gente?

Apesar de se sucederem as campanhas sobre a amamentação, a forma mais natural e saudável de alimentar um bebé, defendendo que as mulheres devem ter o direito de o fazer a qualquer hora e em qualquer lugar, recentemente temos assistido a muita discussão sobre o ato de amamentar fora de casa.

De facto, apesar dos benefícios da amamentação serem sobejamente conhecidos e da Organização Mundial de Saúde recomendar a amamentação exclusiva durante, pelo menos, seis meses, o ato de amamentar está continuamente envolto em polémica, sobretudo quando acontece em público. Vamos tentar perceber porquê!

Benefícios da amamentação


mae a amamentar

O leite materno é o mais completo alimento para o bebé mas pode ter muitas outras vantagens, nomeadamente:

a – Tem a quantidade ideal de vitaminas, proteínas e gordura;

b – Está sempre pronto e à temperatura adequada;

c – É fácil de digerir;

d – A amamentação parece ter um papel importante na prevenção da síndrome de morte súbita;

e – O leite materno parece prevenir a obesidade, diabetes e infeções;

f – Contribui para estabelecer um vínculo afetivo entre mãe e bebé;

g – Ajuda a mãe a recuperar o peso anterior à gravidez;

h – Parece diminuir o sangramento pós-parto, proteger contra o cancro de mama na pré-menopausa, proteger do risco de anemia;

i – Contribui para o bem-estar emocional da mãe: contribui para um melhor ajustamento à nova realidade.

Amamentar fora de casa: porque não?


mae a amamentar em restaurante

Aparentemente, amamentar parece ser um ato simples e instintivo, no entanto, é um ato mais complexo do que aquilo que possa parecer, já que não estão apenas envolvidos aspetos biológicos, mas também culturais e sociais.

Várias mães optam por amamentar em público, sendo que algumas optam por cobrir o peito e outras não. Estas mães defendem o direito de alimentar os seus bebés quando estes precisam, independentemente do local em que se encontram. Revelam ainda que amamentar em público permite-lhes manter a vida social.

Por outro lado, algumas investigações mostram que os principais motivos que levam algumas mães a optarem por não amamentar em público são:

  • Preferem que a criança seja amamentada num ambiente calmo/tranquilo para não se distrair;
  • Não se sentem bem a amamentar perante pessoas externas ao ambiente familiar;
  • Por receio de incomodar ou ofender o pudor de outros.

A verdade é que muitas mulheres parecem ainda sentir-se constrangidas em amamentar em público por serem, muitas vezes, alvo de rejeição social. Quer estejam em casa ou em público, é importante que as mães estejam à vontade para amamentar o seu bebé sempre que este precise.

Sugestões práticas para amamentar fora de casa


amamentar no banco do jardim

Os bebés não escolhem a hora e o local ideais para sentir fome. Para muitas mães amamentar fora de casa é um prazer e sentem-se perfeitamente à vontade. Contudo, algumas mães podem não se sentir tão confortáveis, especialmente quando são mães de primeira viagem.

  • Nas primeiras saídas experimente sair com outras mães que também estejam a amamentar; pode também sentir-se mais segura e confiante se se fizer acompanhar por família ou amigos;
  • Converse e troque experiências com outras mães;
  • Procure conhecer os acessórios e as peças de vestuário que podem facilitar o ato de amamentar fora de casa.

 

Em suma…


Os obstáculos à amamentação em público vão sendo gradualmente eliminados e amamentar fora de casa vai-se tornando, aos poucos, aceite e valorizado.

Como mãe, o mais importante é que se lembre que aquilo que escolhe para o seu bebé é certamente o melhor. Mesmo que as escolhas de outras mães sejam diferentes das suas, tal não significa que as suas estejam erradas. Todas as mães e todos os bebés são únicos e especiais.

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Psicóloga Ana Graça Psicóloga Ana Graça

Mestre em Psicologia, pela Universidade do Minho, com a dissertação “A experiência de cuidar, estratégias de coping e autorrelato de saúde”. Especialização (Pós-Graduada) em Neuropsicologia Clínica, Intervenção Neuropsicológica e Neuropsicologia Geriátrica. Membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses, com especialidade em Psicologia Clínica e da Saúde e Neuropsicologia. Para além da Psicologia é apaixonada por viagens, leitura, boa música, caminhadas ao ar livre e tudo o que proporcione felicidade!