Alimentos potencialmente carcinogénicos: quais são?

Se quer saber mais sobre alimentos potencialmente carcinogénicos, este artigo é para si. Desmistifique todas as suas dúvidas e crenças.

Alimentos potencialmente carcinogénicos: quais são?
Saiba se a alimentação pode ter alguma relação com o cancro.

A alimentação pode estar relacionada o risco com o cancro, nomeadamente através de alimentos potencialmente carcinogénicos. 

Mais, a relação entre a obesidade e o risco de cancro já é bem conhecida, uma vez que a obesidade é a segunda maior causa de cancro evitável, a seguir a fumar.

É de notar que, além dos alimentos potencialmente carcinogénicos, existem outros, como os hortofrutícolas e alimentos ricos em fibra, que podem ajudar a reduzir o risco de cancro.

Alimentação e Cancro


alimentação e cancro e alimentos potencialmente carcinogénicos

A obesidade é claramente um fator de risco para o cancro, pelo que uma das mais eficazes prevenções a nível de cancro e alimentação passa por seguir um estilo de vida saudável, com uma alimentação equilibrada e variada e pela prática regular de exercício físico.

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Além disso, já houve associação entre alguns elementos concretos presentes na dieta com vários tipos de cancro, como o cancro gástrico, colo-rectal, pulmão, laringe ou da boca.

Como sabemos quais são os alimentos potencialmente carcinogénicos?


São necessários estudos de grande dimensão para concluir quais são os alimentos potencialmente carcinogénicos e os potencialmente protectores.

Alguns desses estudos estão neste momento a ser levados a cabo.

Carnes processadas e as carnes vermelhas: alimentos potencialmente carcinogénicos?


carnes processadas e alimentos potencialmente carcinogénicos

Existe evidência científica que relaciona um consumo elevado de carne vermelha ou carne processada com o cancro intestinal, e possivelmente com cancro gástrico e pancreático.

  • A carne processada inclui alimentos como fiambre, bacon, salame e salsichas;
  • A carne vermelha inclui toda a carne fresca, picada e congelada de vaca, porco e carneiro;
  • Carne branca fresca (como frango) e peixe não são associados a um aumento do risco de cancro.

Possíveis motivos

Os investigadores alegam que existem vários motivos pelos quais a carne processada e vermelha são considerados alimentos potencialmente carcinogénicos.

Estes envolvem os produtos químicos encontrados nestes tipos de carne, sendo que alguns são naturalmente parte das carnes, e outros são sintetizados quando a carne é preservada ou cozinhada a elevadas temperaturas.

A carne vermelha (incluindo a carne vermelha processada) contêm naturalmente um pigmento vermelho que pode irritar ou danificar células no organismo, ou estimular a produção de químicos nocivos, podendo levar a um risco aumentado de cancro.

Este pigmento natural existe em quantidades muito superiores na carne vermelha quando comparado com carnes brancas. Isto pode explicar, em parte, porque a carne vermelha faz parte da lista dos alimentos potencialmente cancerígenos enquanto a carne banca não.

Produtos químicos chamados nitratos e nitritos são frequentemente utilizados para preservar carne processada. Os nitritos podem ser convertidos em químicos potenciadores de cancro aquando da sua presença no organismo.

A presença destes químicos na carne processada é um dos factores que pode explicar o motivo pelo qual a carne processada parece ser um alimento mais potenciador de cancro do que a carne vermelha.

Tome nota

Cozinhar carne (e outros produtos) a elevadas temperaturas, através de métodos como grelhar, pode produzir químicos potenciadores de cancro, chamados aminas heterocíclicas e aminas policíclicas.

É muito importante não consumir alimentos “queimados”.

Alimentos conservados em salga: alimentos potencialmente cancerígenos?


pickles e alimentos potencialmente carcinogénicos

Os alimentos conservados em salga podem aumentar o risco de cancro gástrico. Esta lista de alimentos inclui alimentos como “pickles”, peixe salgado e carnes curadas.

Possíveis motivos

O sal pode aumentar o risco de cancro gástrico por danificar a mucosa gástrica, o que por sua vez causa inflamação; ou por tornar o estômago mais sensíveis a certos químicos.

O sal pode ainda interagir com uma bactéria presente no estômago que está relacionada com úlceras gástricas e com cancro gástrico.

A evidência cientifica mais forte é para os alimentos preservados em salga e particularmente para aqueles consumidos no Este Asiático.

A evidência que sustenta uma relação entre a quantidade total de sal na dieta e o cancro é menos substancial, embora não se possa excluir uma possível relação.

Hortofrutícolas : alimentos protetores?


hortofrutícolas e alimentos potencialmente carcinogénicos

Uma ingestão elevada de fruta e legumes já foi associada a um risco menor de cancro da boca, garganta e do pulmão.

Estes alimentos são importantes numa alimentação saudável e uma fonte inigualável de inúmeras vitaminas e minerais, assim como de fibra.

Podem ainda ajudar na manutenção de um peso corporal saudável uma vez que possuem um valor energético (caloiras) baixo.

Alimentos ricos em fibra: protetores?


pão integral e alimentos potencialmente carcinogénicos

Muitos estudos indicam que alimentos ricos em fibra reduzem o risco de cancro colo-rectal.

Estes alimentos incluem fruta, vegetais, leguminosas e alimentos integrais, sendo que a evidência neste âmbito aponta essencialmente para os alimentos integrais.

Possíveis motivos

Embora os motivos não sejam totalmente compreendidos, a fibra dietética pode ajudar a prevenir o cancro colo-rectal de diversas formas.

A fibra ajuda a regular o trânsito intestinal, reduzindo o tempo que químicos prejudiciais presentes nas fezes ficam em contacto com o intestino.

Ajuda ainda a flora intestinal na produção de químicos que mudam as condições do intestino, podendo ser um dos factores explicativos para este poder preventivo.

A reter…


Estas são relações entre alimentos e risco de cancro fortemente sustentadas por evidência científica, contudo nunca é demais reforçar que este é um campo em constante estudo e evolução e que estão constantemente a ser estudados novos e diferentes alimentos e a sua ligação com esta patologia.

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