A melhor idade para ter filhos não depende só da fertilidade

Na sociedade moderna, a melhor idade para ter filhos é algo muito abstrato. Não existe o momento ideal mas há vários fatores que influenciam esta decisão.

A melhor idade para ter filhos não depende só da fertilidade
Ter filhos não é só uma questão de fertilidade.

Com o estilo de vida moderna e a pressão social existentes atualmente, deparamo-nos muitas vezes com o pensamento de qual será a melhor idade para ter filhos?

Atualmente, a maternidade é adiada por várias razões como querer aproveitar a juventude ou para investir na carreira.

A partir dos 35 anos de vida da mulher, a sua fertilidade começa a diminuir. O sexo masculino também é afetado pela diminuição da fertilidade após os 35 anos. Quanto mais velhos são os pais, maior probabilidade há de nascer um bebé com problemas.

Para formar família há vários fatores a ter em consideração, para além da fertilidade, como questões biológicas, sociais, demográficas, planeamento familiar e perspectivas de género.

A melhor idade para ter filhos


Perspetiva biológica

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Estudos indicam que a melhor idade para ter filhos com o menor risco de complicações na gravidez e pós-parto é entre 25 e 29 anos.

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Aos 25 anos a taxa de fertilidade da mulher começa a diminuir cerca de 20% por mês. Após os 40 anos, a probabilidade de engravidar é de cerca de 1% por mês.

Nos homens, a idade ideal para ter filhos é até os 35 anos. A fertilidade masculina começa a diminuir a partir dos 50 anos de idade e, aos 65 anos, ela diminui cerca de 35%.

Atualmente, as aulas de educação sexual dadas nas escolas focam-se na prevenção da gravidez e, por isso, ainda há muita falta de informação sobre a fertilidade.

Os tratamentos de fertilidade in vitro podem aumentar a probabilidade de ter filhos, mas não podem fazer os anos voltar atrás.

Perspetiva social

Tendo em conta a perspetiva social, há vantagens para os casais que decidem ter filhos mais tarde.

Segundo vários estudos, a melhor idade para ter filhos é por volta dos 30 anos. Os filhos destas mulheres tendem a ter níveis educacionais melhores e têm um maior desenvolvimento cognitivo.

Também a partir dos 30 anos, os casais começam a ter trabalhos fixos e uma maior estabilidade financeira. Isto contribui para a decisão de adiar ter filhos.

Perspetiva demográfica

Vários especialistas em demografia defendem que a melhor idade para ter filhos é quando o casal se sentir pronto.

Apesar de as mulheres de 20 anos não estarem tão bem preparadas psicologicamente para ter filhos como as de 30, estas têm a questão biológica contra elas. Conforme a idade vai avançando, mais difícil se torna engravidar.

Em contrapartida, os casais jovens na casa dos 20 anos, geralmente não têm intenção de ter filhos tão cedo. Assim, a decisão de formar família vai sendo adiada.

Perspetiva de planeamento familiar

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Com o avançar da idade, a fertilidade vai diminuindo tanto nas mulheres como nos homens. Contudo, isto tem maior efeito no sexo feminino, uma vez que estas nascem com um número limite de óvulos que vão libertando ao longo da vida.

Para além da idade, a diminuição da fertilidade também tem fatores genéticos envolvidos. Estes fatores determinam se a infertilidade começa a fazer-se sentir mais cedo ou mais tarde.

Há um estudo que afirma que se uma mulher quiser ter 3 filhos, o ideal é começar a tentar por volta dos 23 anos de idade. Se o pretendido for ter 2 filhos, a idade ideal é os 27 anos. Por último, se a mulher quiser apenas um filho, começar a tentar por volta dos 32 anos é o suficiente.

Perspetiva de género

Ao tentar perceber qual é a melhor idade para ter filhos, segundo esta perspetiva, nunca há um bom momento para isso acontecer.

Há dois vários fatores principais que influenciam a decisão de ter ou não ter filhos. Um deles é a elevada discrepância de salários entre homens e mulheres. O outro fator é o impacto que ter filhos tem nas carreiras das mães pela falta de disponibilidade para a carreira e os cuidados dos filhos.

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Isabel Silva Isabel Silva

Isabel Silva é enfermeira por paixão, licenciada pela Escola Superior de Enfermagem do Porto. Sempre quis seguir a área da saúde e acredita que a informação é uma ferramenta essencial para a saúde da população, e que cabe aos profissionais de saúde transmiti-la de forma relevante e fidedigna para que cada indivíduo seja capaz de tomar decisões importantes relativamente à sua saúde e ao seu bem-estar.